{"id":28364,"date":"2011-09-13T00:00:00","date_gmt":"2011-09-13T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.zecadirceu.com.br\/governo-criara-embrapa-da-industria\/"},"modified":"2011-09-13T00:00:00","modified_gmt":"2011-09-13T03:00:00","slug":"governo-criara-embrapa-da-industria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/governo-criara-embrapa-da-industria\/","title":{"rendered":"Governo criar\u00e1 Embrapa da Ind\u00fastria"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp; O governo vai criar, dentro de um m&ecirc;s, a Empresa Brasileira de Pesquisa e Inova&ccedil;&atilde;o Industrial (Embrapii), a grande aposta do governo Dilma Rousseff para fortalecer a ind&uacute;stria brasileira diante da competi&ccedil;&atilde;o com produtos importados de alto teor tecnol&oacute;gico. Como vice-l&iacute;der da Frente Parlamentar da Ind&uacute;stria T&ecirc;xtil com vasta experi&ecirc;ncia como empres&aacute;rio, tenho consci&ecirc;ncia das necessidades que a ind&uacute;stria brasileira tem de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas contundentes como esta.<\/p>\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp; A Embrapii contar&aacute;, j&aacute; de partida, com R$ 30 milh&otilde;es para emprestar a tr&ecirc;s institutos de pesquisa j&aacute; conveniados. O capital da empresa receber&aacute; um aporte duas vezes maior no ano que vem, cumprindo a meta tra&ccedil;ada pelo governo federal de destinar R$ 90 milh&otilde;es para pesquisa industrial entre o &uacute;ltimo trimestre deste ano e o fim de 2012. <\/p>\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp; Largamente baseado no sucesso da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecu&aacute;ria (Embrapa), criada em 1973, no auge do milagre econ&ocirc;mico, e na alem&atilde; Funda&ccedil;&atilde;o Fraunhofer, a Embrapii, no entanto, n&atilde;o ser&aacute; uma companhia estatal. Diferentemente da Embrapa, que ao longo deste ano consumir&aacute; um or&ccedil;amento de R$ 1,8 bilh&atilde;o e conta com 9,2 mil funcion&aacute;rios, a Embrapii ter&aacute; gest&atilde;o enxuta e n&atilde;o contar&aacute; com um corpo de pesquisadores. Funcionar&aacute; como um &quot;selo certificador&quot; dos institutos habilitados a operar junto &agrave; ind&uacute;stria.<\/p>\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; De partida, a Embrapii j&aacute; conta com tr&ecirc;s institutos conveniados, isto &eacute;, habilitados a receber recursos p&uacute;blicos. A partir de outubro, o Instituto Nacional de Tecnologia (INT), no Rio de Janeiro, o Instituto de Pesquisas Tecnol&oacute;gicas do Estado de S&atilde;o Paulo (IPT) e o Servi&ccedil;o Nacional de Aprendizagem Industrial da Bahia (Senai-Cimatec), receber&atilde;o R$ 10 milh&otilde;es cada. A meta do governo &eacute; atingir 30 institutos at&eacute; o fim de 2014, o que representar&aacute; um or&ccedil;amento total de R$ 270 milh&otilde;es a R$ 300 milh&otilde;es em tr&ecirc;s anos.<\/p>\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &quot;O foco do repasse de recursos ser&aacute; a demanda&quot;, afirma o ministro Aloizio Mercadante, da Ci&ecirc;ncia, Tecnologia e Inova&ccedil;&atilde;o, a pasta que coordena os trabalhos em torno da nova empresa. &quot;A Embrapii fechar&aacute; um contrato de gest&atilde;o com o instituto de acordo com a carteira de projetos de inova&ccedil;&atilde;o coletada junto &agrave;s f&aacute;bricas&quot;, explica.<br \/>\nO modelo de gest&atilde;o da Embrapii j&aacute; est&aacute; definido. A nova empresa entrar&aacute; com o equivalente a um ter&ccedil;o dos recursos necess&aacute;rios a cada projeto, e o restante ser&aacute; dividido entre o instituto conveniado e a pr&oacute;pria f&aacute;brica interessada na inova&ccedil;&atilde;o. Na semana passada, os t&eacute;cnicos do governo fecharam o Termo de Refer&ecirc;ncia (TR) da companhia, que funcionar&aacute; como &quot;projeto piloto&quot; nos primeiros 18 meses, per&iacute;odo em que o agente operador ser&aacute; a Confedera&ccedil;&atilde;o Nacional da Ind&uacute;stria (CNI). Isto &eacute;, os t&eacute;cnicos do minist&eacute;rio trabalhar&atilde;o com os especialistas da CNI na defini&ccedil;&atilde;o dos institutos que receber&atilde;o os recursos. At&eacute; l&aacute;, a Embrapii n&atilde;o vai imobilizar capital &#8211; a empresa n&atilde;o ter&aacute; uma sede at&eacute; o in&iacute;cio de 2013.<\/p>\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &quot;Criamos um novo modelo operacional, que &eacute; em si inovador, algo que queremos fomentar na ind&uacute;stria&quot;, diz Jo&atilde;o Fernandes de Oliveira, diretor-presidente do IPT, que falou ao Valor logo ap&oacute;s a reuni&atilde;o com t&eacute;cnicos do governo em que se consolidaram os procedimentos iniciais da nova empresa. &quot;Vamos pagar por desempenho, pelo resultado concreto de atendimento que cada instituto desenvolver com a ind&uacute;stria, pelo volume de empresas e capacidade de contrapartida ao Estado&quot;, diz Mercadante, &quot;e seria imposs&iacute;vel realizar isso tudo com uma estrutura pesada&quot;, diz.<\/p>\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Os primeiros tr&ecirc;s institutos foram selecionados pelo governo por atender &agrave;s demandas que a partir do m&ecirc;s que vem ser&atilde;o da Embrapii. Segundo Mercadante, no IPT h&aacute; expertise em modelagem de navios, o INT conta com forte know-how no complexo industrial de petr&oacute;leo e g&aacute;s e o Senai-Cimatec conta com laborat&oacute;rios especializados em automa&ccedil;&atilde;o e log&iacute;stica fabril. &quot;O instituto que oferecer mais, em pessoal, infraestrutura e n&uacute;mero de empresas interessadas, receber&aacute; mais&quot;, afirma o ministro.<\/p>\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Para Rafael Lucchesi, diretor-geral do Senai, a Embrapii vai &quot;come&ccedil;ar a alterar&quot; o equil&iacute;brio constru&iacute;do pela equipe econ&ocirc;mica do governo entre a pol&iacute;tica macroecon&ocirc;mica e a pol&iacute;tica industrial. &quot;A pol&iacute;tica industrial &eacute; subordinada &agrave; pol&iacute;tica macroecon&ocirc;mica, que busca condicionar crescimento e infla&ccedil;&atilde;o controlada, algo crucial, sem d&uacute;vida, mas que tem tirado o f&ocirc;lego dos incentivos &agrave; ind&uacute;stria&quot;, avalia Lucchesi, para quem esse desequil&iacute;brio tem levado a um processo de desindustrializa&ccedil;&atilde;o no pa&iacute;s. &quot;A Embrapii nasce em momento oportuno, em que ainda &eacute; poss&iacute;vel fazer essa virada, e a sa&iacute;da evidente &eacute; por meio da inova&ccedil;&atilde;o&quot;.<\/p>\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Os t&eacute;cnicos envolvidos na cria&ccedil;&atilde;o e gest&atilde;o da nova empresa p&uacute;blica entendem que a Embrapii ocupar&aacute; o espa&ccedil;o mais sens&iacute;vel para a inova&ccedil;&atilde;o industrial &#8211; o custeio dos projetos. &quot;Uma empresa que apresentar seu projeto a um instituto conveniado pela Embrapii gastar&aacute; apenas um ter&ccedil;o do que gastaria com seu projeto de inova&ccedil;&atilde;o, porque todo o resto vir&aacute; do instituto e do governo&quot;, afirma Lucchesi.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O governo vai criar, dentro de um m\u00eas, a Empresa Brasileira de Pesquisa e Inova\u00e7\u00e3o Industrial (Embrapii), a grande aposta do governo Dilma Rousseff para fortalecer a ind\u00fastria brasileira diante da competi\u00e7\u00e3o com produtos importados de alto teor tecnol\u00f3gico. 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