{"id":28216,"date":"2011-09-20T00:00:00","date_gmt":"2011-09-20T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.zecadirceu.com.br\/pesquisa-da-camara-mostra-que-95-da-populacao-aprova-a-lei-maria-da-penha\/"},"modified":"2011-09-20T00:00:00","modified_gmt":"2011-09-20T03:00:00","slug":"pesquisa-da-camara-mostra-que-95-da-populacao-aprova-a-lei-maria-da-penha","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/pesquisa-da-camara-mostra-que-95-da-populacao-aprova-a-lei-maria-da-penha\/","title":{"rendered":"Pesquisa da C\u00e2mara mostra que 95% da popula\u00e7\u00e3o aprova a Lei Maria da Penha"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;A Lei Maria da Penha (11.340\/06), que protege a mulher v&iacute;tima de viol&ecirc;ncia dom&eacute;stica, foi aprovada por 95,5% dos entrevistados em sondagem de opini&atilde;o realizada pela C&acirc;mara dos Deputados entre 30 de junho e 11 de agosto de 2011. H&aacute; cinco anos, no dia 22 de setembro de 2006, a lei entrava em vigor.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><o:p><\/o:p><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">A sondagem sobre a percep&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o brasileira em rela&ccedil;&atilde;o aos cinco anos de vig&ecirc;ncia da lei foi feita com 1.295 pessoas, com abrang&ecirc;ncia nacional. A pesquisa foi realizada mediante ades&atilde;o do cidad&atilde;o ou cidad&atilde; que ligava espontaneamente para o Disque-C&acirc;mara (0800 619 619), servi&ccedil;o telef&ocirc;nico gratuito oferecido &agrave; popula&ccedil;&atilde;o.<o:p><\/o:p><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">Dos entrevistados, 77,5% declararam conhecer o conte&uacute;do da lei, ainda que parcialmente. &ldquo;S&atilde;o pessoas que j&aacute; podem, minimamente, invocar a lei para exercer seus direitos&rdquo;, diz a consultora da pesquisa, Giovana Perlin, especialista em estudos de g&ecirc;nero, fam&iacute;lia e sexualidade. &ldquo;Levando-se em conta que o percentual dos que aprovam as medidas &eacute; maior do que o percentual dos que conhecem o conte&uacute;do da lei, alguns entrevistados aprovam medidas punitivas mesmo sem conhec&ecirc;-las&rdquo;, complementa.<o:p><\/o:p><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">Giovana destaca que n&atilde;o houve diferen&ccedil;as estat&iacute;sticas significativas na percep&ccedil;&atilde;o de homens e mulheres. &ldquo;Ambos mostram intoler&acirc;ncia em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; viol&ecirc;ncia contra mulher&rdquo;, afirma.<o:p><\/o:p><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">A pesquisa tamb&eacute;m mostra que 90,7% dos entrevistados acham que a puni&ccedil;&atilde;o contra agressores deveria ser mais rigorosa. &ldquo;O dado mais relevante talvez seja o do anseio por justi&ccedil;a, pelo fim da impunidade dos agressores e pelas rela&ccedil;&otilde;es familiares pacificadas&rdquo;, diz a consultora.<o:p><\/o:p><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">Para os pr&oacute;ximos anos, a pesquisadora recomenda que sejam divulgados aspectos espec&iacute;ficos do conte&uacute;do da lei, por meio de campanhas educativas na m&iacute;dia, especialmente nos meios p&uacute;blicos e institucionais. &ldquo;As pessoas sabem da exist&ecirc;ncia da lei, mas n&atilde;o sabem os detalhes do que ela diz&rdquo;, explica.<o:p><\/o:p><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">Problema p&uacute;blico<o:p><\/o:p><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">Segundo a diretora-executiva do instituto feminista Patr&iacute;cia Galv&atilde;o (Pagu), Jacira Melo, a pesquisa da C&acirc;mara revela uma mudan&ccedil;a na percep&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o sobre a viol&ecirc;ncia dom&eacute;stica. &ldquo;Antigamente, a sociedade brasileira tinha a percep&ccedil;&atilde;o de que era um problema privado. Hoje a sociedade reconhece a viol&ecirc;ncia dom&eacute;stica como um problema social s&eacute;rio, que necessita de interven&ccedil;&atilde;o do Estado.&rdquo;<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">A pesquisa da C&acirc;mara tamb&eacute;m revelou que 86% dos homens entrevistados e 79% das mulheres entrevistadas pensam que a lei deveria ser estendida para proteger tamb&eacute;m homens v&iacute;timas de viol&ecirc;ncia dom&eacute;stica. Jacira Melo ressalta, no entanto, que as den&uacute;ncias tornadas p&uacute;blicas e as evid&ecirc;ncias nos hospitais mostram que as mulheres s&atilde;o as principais v&iacute;timas.<o:p><\/o:p><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">Dados do Anu&aacute;rio das Mulheres Brasileiras 2011, divulgado pela Secretaria de Pol&iacute;ticas para as Mulheres e pelo Departamento Intersindical de Estat&iacute;stica e Estudos Socioecon&ocirc;micos (Dieese), mostra que, dentre as mulheres v&iacute;timas de viol&ecirc;ncia f&iacute;sica no Pa&iacute;s, 43,4% foram agredidas dentro da pr&oacute;pria casa. Apenas 11,2% dos homens v&iacute;timas de viol&ecirc;ncia foram agredidos na pr&oacute;pria resid&ecirc;ncia.<o:p><\/o:p><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">Aplica&ccedil;&atilde;o da lei<o:p><\/o:p><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">A coordenadora da bancada feminina na C&acirc;mara, deputada Janete Rocha Piet&aacute; (PT-SP), lembra que a Lei Maria da Penha &eacute; considerada uma das tr&ecirc;s melhores do mundo na &aacute;rea de prote&ccedil;&atilde;o &agrave; mulher pelo Fundo de Desenvolvimento das Na&ccedil;&otilde;es Unidas para a Mulher, mas &eacute; necess&aacute;rio coloc&aacute;-la totalmente em pr&aacute;tica. &ldquo;Falta implementar tudo o que est&aacute; na lei, a partir de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas integradas, incluindo as &aacute;reas de educa&ccedil;&atilde;o, cultura e sa&uacute;de&rdquo;, explica.<o:p><\/o:p><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">Para a deputada, n&atilde;o basta punir os casos de viol&ecirc;ncia dom&eacute;stica. &ldquo;&Eacute; necess&aacute;ria uma ampla campanha educativa para mudar a cultura da viol&ecirc;ncia&rdquo;, disse.<o:p><\/o:p><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">Janete Piet&aacute; lembrou que a viol&ecirc;ncia dom&eacute;stica inclui a chamada viol&ecirc;ncia psicol&oacute;gica &ndash; ou seja, agress&otilde;es verbais. A deputada disse, ainda, que profissionais da &aacute;rea de sa&uacute;de precisam notificar os casos de viol&ecirc;ncia contra a mulher. Al&eacute;m disso, ela acredita serem necess&aacute;rios mais abrigos para mulheres amea&ccedil;adas de morte; mais delegacias da mulher, com maior qualifica&ccedil;&atilde;o das pessoas que trabalham nessas delegacias; e mais juizados especializados.<o:p><\/o:p><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">Segundo pesquisa realizada em 2009 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica (IBGE), existem no Pa&iacute;s apenas 70 juizados de viol&ecirc;ncia dom&eacute;stica, 388 delegacias especializadas no atendimento &agrave; mulher, 193 centros de refer&ecirc;ncia de atendimento &agrave; mulher e 71 casas para abrigo tempor&aacute;rio.<\/p>\n<p>\nAg&ecirc;ncia C&acirc;mara de Not&iacute;cias<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Lei Maria da Penha (11.340\/06), que protege a mulher v\u00edtima de viol\u00eancia dom\u00e9stica, foi aprovada por 95,5% dos entrevistados em sondagem de opini\u00e3o realizada pela C\u00e2mara dos Deputados entre 30 de junho e 11 de agosto de 2011. 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