{"id":27885,"date":"2011-10-10T00:00:00","date_gmt":"2011-10-10T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.zecadirceu.com.br\/pela-terceira-vez-brasil-lidera-ranking-de-combate-a-fome\/"},"modified":"2011-10-10T00:00:00","modified_gmt":"2011-10-10T03:00:00","slug":"pela-terceira-vez-brasil-lidera-ranking-de-combate-a-fome","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/pela-terceira-vez-brasil-lidera-ranking-de-combate-a-fome\/","title":{"rendered":"Pela terceira vez, Brasil lidera ranking de combate \u00e0 fome"},"content":{"rendered":"<p>O Brasil lidera pela terceira vez o levantamento da organiza&ccedil;&atilde;o n&atilde;o governamental (ONG) ActionAid, divulgado hoje (10), que lista os pa&iacute;ses que mais combatem a fome. Desta vez, o an&uacute;ncio de mais investimentos para a agricultura familiar levou o Brasil ao topo do ranking. Malau&iacute;, Ruanda, Eti&oacute;pia e Tanz&acirc;nia completam as cinco primeiras posi&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<p>O relat&oacute;rio lista resultados do Programa Fome Zero, que levou &agrave; redu&ccedil;&atilde;o da desnutri&ccedil;&atilde;o infantil em 73% entre 2002 e 2008, e elogia a inclus&atilde;o do direito &agrave; alimenta&ccedil;&atilde;o na Constitui&ccedil;&atilde;o Federal em fevereiro de 2010.<\/p>\n<p>A iniciativa mais recente do pa&iacute;s no combate &agrave; inseguran&ccedil;a alimentar, segundo a ONG, foi o an&uacute;ncio de R$ 16 bilh&otilde;es para o Plano Safra da Agricultura Familiar 2011\/2012, para investimentos na produ&ccedil;&atilde;o de alimentos, gera&ccedil;&atilde;o de renda no campo e organiza&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica de agricultores familiares, assentados da reforma agr&aacute;ria e povos e comunidades tradicionais.<\/p>\n<p>Apesar dos bons resultados, segundo a ActionAid, o Brasil precisa avan&ccedil;ar na distribui&ccedil;&atilde;o de terras, uma das mais desiguais do mundo. De acordo com o relat&oacute;rio, 56% da terra agricult&aacute;vel est&atilde;o nas m&atilde;os de 3,5% dos propriet&aacute;rios rurais. Os 40% mais pobres t&ecirc;m apenas 1% dessas terras.<\/p>\n<p>&ldquo;O pa&iacute;s precisa resolver a profunda desigualdade no acesso &agrave; terra e assegurar que os novos processos de crescimento n&atilde;o gerem novas exclus&otilde;es por meio do deslocamento das popula&ccedil;&otilde;es. E ainda h&aacute; 16 milh&otilde;es de pessoas em situa&ccedil;&atilde;o de extrema pobreza, altamente vulner&aacute;veis &agrave; fome. Essas pessoas s&atilde;o profundamente exclu&iacute;das, s&atilde;o necess&aacute;rias pol&iacute;ticas p&uacute;blicas muito espec&iacute;ficas e desenhadas para esse grupo&rdquo;, avaliou o coordenador executivo da ActionAid Brasil, Adriano Campolina.<br \/>\nSegundo ele, pode ser compartilhada com outros pa&iacute;ses a experi&ecirc;ncia brasileira em iniciativas de transfer&ecirc;ncia de renda e pol&iacute;ticas de prote&ccedil;&atilde;o social e seguran&ccedil;a alimentar, como os programas de merenda escolar e de constru&ccedil;&atilde;o de cisternas em regi&otilde;es semi&aacute;ridas.<\/p>\n<p>Na avalia&ccedil;&atilde;o global, o levantamento aponta que apesar de recentes avan&ccedil;os no combate &agrave; fome e &agrave; inseguran&ccedil;a alimentar, o mundo est&aacute; prestes a enfrentar uma agravamento da crise de oferta de alimentos. Entre as causas est&atilde;o os efeitos das mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas e a perspectiva de aumento de pre&ccedil;o dos alimentos, que dever&aacute; levar mais 44 milh&otilde;es de pessoas &agrave; pobreza. De acordo com a ActionAid, a demanda de terras para a produ&ccedil;&atilde;o de biocombust&iacute;veis deve continuar inflacionando o pre&ccedil;o dos alimentos.<\/p>\n<p>De acordo com Campolina, a crise econ&ocirc;mica tamb&eacute;m deve frear os esfor&ccedil;os internacionais de combate &agrave; fome. &ldquo;Em um ambiente de crise h&aacute; menos recursos dispon&iacute;veis tanto para a ajuda externa quanto para o investimento dom&eacute;stico em agricultura, o que pode levar a uma diminui&ccedil;&atilde;o dos recursos que poderiam ser destinados &agrave; agricultura familiar e sustent&aacute;vel. Apesar que boa parte do que se ouviu at&eacute; hoje sobre promessa de ajuda dos pa&iacute;ses ricos n&atilde;o constitui novos recursos&rdquo;, acrescentou.<\/p>\n<p>A ONG sugere que oG20 (grupo das 20 maiores economias do mundo) inclua a crise alimentar na pauta de sua pr&oacute;xima reuni&atilde;o, em novembro, em Cannes, na Fran&ccedil;a, e se comprometa, por exemplo, a garantir investimentos &agrave;s pequenas propriedades dos pa&iacute;ses pobres e a frear a especula&ccedil;&atilde;o de terras para a produ&ccedil;&atilde;o de biocombust&iacute;veis.<\/p>\n<p>&ldquo;O G20 tem que tomar as medidas concretas para cumprir a prioridade de combater a fome. A prioridade n&atilde;o pode ser salvar grupos financeiros que especulam com commodities agr&iacute;colas ao custo da fome das popula&ccedil;&otilde;es pobres. &Eacute; preciso investir em pequenos agricultores que produzem alimentos para consumo local e dinamizam mercados dom&eacute;sticos, apoiar a cria&ccedil;&atilde;o de estoques de alimentos nacionais e regionais e controlar a especula&ccedil;&atilde;o financeira com produtos agr&iacute;colas&rdquo;, defendeu o coordenador.<\/p>\n<p>Fonte: Ag&ecirc;ncia Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Brasil lidera pela terceira vez o levantamento da organiza\u00e7\u00e3o n\u00e3o governamental (ONG) ActionAid, divulgado hoje (10), que lista os pa\u00edses que mais combatem a fome. 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