{"id":27669,"date":"2011-10-20T00:00:00","date_gmt":"2011-10-20T02:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.zecadirceu.com.br\/relacao-brasil-africa-pode-religar-os-2-lados-do-atlantico-diz-banco-mundial\/"},"modified":"2011-10-20T00:00:00","modified_gmt":"2011-10-20T02:00:00","slug":"relacao-brasil-africa-pode-religar-os-2-lados-do-atlantico-diz-banco-mundial","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/relacao-brasil-africa-pode-religar-os-2-lados-do-atlantico-diz-banco-mundial\/","title":{"rendered":"Rela\u00e7\u00e3o Brasil-\u00c1frica pode religar os 2 lados do Atl\u00e2ntico, diz Banco Mundial"},"content":{"rendered":"<p>Outrora peda&ccedil;os de um &uacute;nico territ&oacute;rio, Brasil e &Aacute;frica est&atilde;o desenvolvendo um modelo de rela&ccedil;&otilde;es que tem o potencial de religar as duas margens do Atl&acirc;ntico Sul, segundo um relat&oacute;rio do Banco Mundial obtido pela BBC Brasil. O documento, cuja vers&atilde;o inicial deve ser divulgada no fim deste m&ecirc;s, analisa a intensifica&ccedil;&atilde;o das rela&ccedil;&otilde;es entre Brasil e &Aacute;frica a partir de 2003, quando o governo Luiz In&aacute;cio Lula da Silva elegeu o continente como uma das prioridades de sua pol&iacute;tica externa, parte da estrat&eacute;gia de ampliar a influ&ecirc;ncia brasileira no mundo.<\/p>\n<p>&quot;H&aacute; cerca de 200 milh&otilde;es de anos, &Aacute;frica e Brasil integravam o continente de Gondwana. Hoje, ambos est&atilde;o restabelecendo conex&otilde;es que podem criar impactos significativos na prosperidade e no desenvolvimento dos dois&quot;, afirma o Banco Mundial.<\/p>\n<p>Segundo o relat&oacute;rio, um dos principais aspectos dessa aproxima&ccedil;&atilde;o foi o incremento no com&eacute;rcio entre Brasil e pa&iacute;ses africanos, que quintuplicou entre 2000 e 2010, passando de US$ 4 bilh&otilde;es para US$ 20 bilh&otilde;es.<\/p>\n<p>O banco salienta o papel do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econ&ocirc;mico e Social) nessa rela&ccedil;&atilde;o: em 2008, o banco emprestou US$ 477 milh&otilde;es (R$ 838 milh&otilde;es) a empresas brasileiras com opera&ccedil;&otilde;es na &Aacute;frica; em 2010, o valor subiu para US$ 649 milh&otilde;es (R$ 1,14 bilh&atilde;o).<\/p>\n<p>Essas companhias, afirma o relat&oacute;rio, est&atilde;o presentes em quase todo o continente e atuam sobretudo nos setores de infraestrutura, energia e minera&ccedil;&atilde;o.<br \/>\nEmbora a opera&ccedil;&atilde;o dessas empresas na &Aacute;frica tenha se tornado mais vis&iacute;vel nos &uacute;ltimos anos, o documento diz que elas come&ccedil;aram a atuar no continente nos anos 1980, o que hoje as deixa em posi&ccedil;&atilde;o privilegiada.<\/p>\n<p>Outro aspecto destacado pelo Banco Mundial &eacute; que as companhias brasileiras tendem a contratar trabalhadores locais em seus projetos, favorecendo sua capacita&ccedil;&atilde;o profissional. Essa postura contrasta com a da China, que nos &uacute;ltimos anos tornou-se principal parceira econ&ocirc;mica de muitos pa&iacute;ses africanos, mas &agrave;s vezes &eacute; contestada por empregar majoritariamente oper&aacute;rios chineses em seus empreendimentos no continente.<\/p>\n<p>O Banco Mundial tamb&eacute;m cita o papel desempenhado por pequenas e m&eacute;dias empresas brasileiras na &Aacute;frica. Segundo o relat&oacute;rio, numa feira de neg&oacute;cios em S&atilde;o Paulo em abril de 2010, companhias brasileiras e africanas fecharam acordos de US$ 25 milh&otilde;es nos setores de bebidas, alimentos, roupas, cal&ccedil;ados, autom&oacute;veis, eletr&ocirc;nicos, constru&ccedil;&atilde;o e cosm&eacute;ticos.<\/p>\n<p><strong>Programas de coopera&ccedil;&atilde;o<\/strong><br \/>\nAl&eacute;m da aproxima&ccedil;&atilde;o comercial, o relat&oacute;rio trata da crescente coopera&ccedil;&atilde;o entre Brasil e na&ccedil;&otilde;es africanas nos setores de agricultura, sa&uacute;de, energia, prote&ccedil;&atilde;o social e capacita&ccedil;&atilde;o profissional.<\/p>\n<p>O banco afirma que, gra&ccedil;as a caracter&iacute;sticas geof&iacute;sicas comuns (como clima e tipos de solo), a tecnologia brasileira costuma se adaptar a muitas regi&otilde;es africanas. Diz ainda que sucessos recentes do Brasil nos campos social e econ&ocirc;mico atra&iacute;ram a aten&ccedil;&atilde;o de muitos pa&iacute;ses na &Aacute;frica, al&eacute;m dos lus&oacute;fonos com quem o Brasil tem conex&otilde;es hist&oacute;ricas.<\/p>\n<p>O relat&oacute;rio cita parcerias entre os governos do Brasil e de pa&iacute;ses africanos para o tratamento de HIV\/Aids, mal&aacute;ria e anemia falciforme e diz que a experi&ecirc;ncia brasileira em prote&ccedil;&atilde;o social est&aacute; sendo adaptada e replicada no Qu&ecirc;nia, Senegal e em Angola.<\/p>\n<p>Ainda assim, afirma que, como esses projetos come&ccedil;aram h&aacute; menos de dez anos, &eacute; dif&iacute;cil mensurar seus resultados.<br \/>\n&quot;No entanto, em muitos casos, resultados iniciais t&ecirc;m sido positivos, destacando o potencial para uma rela&ccedil;&atilde;o mais s&oacute;lida e de longo prazo&quot;, conclui o Banco Mundial.<\/p>\n<p>Fonte: BBC Brasil<\/p>\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Outrora peda\u00e7os de um \u00fanico territ\u00f3rio, Brasil e \u00c1frica est\u00e3o desenvolvendo um modelo de rela\u00e7\u00f5es que tem o potencial de religar as duas margens do Atl\u00e2ntico Sul, segundo um relat\u00f3rio do Banco Mundial obtido pela BBC Brasil.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":27668,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[110,6499,83],"class_list":["post-27669","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias-zeca-dirceu","tag-africa","tag-atlantico","tag-brasil"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/27669","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=27669"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/27669\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/media\/27668"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=27669"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=27669"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=27669"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}