{"id":27217,"date":"2011-11-11T00:00:00","date_gmt":"2011-11-11T02:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.zecadirceu.com.br\/um-dos-melhores-cafes-do-estado\/"},"modified":"2011-11-11T00:00:00","modified_gmt":"2011-11-11T02:00:00","slug":"um-dos-melhores-cafes-do-estado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/um-dos-melhores-cafes-do-estado\/","title":{"rendered":"Um dos melhores caf\u00e9s do Estado"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;Produzir qualidade para vender bem mais do que commodities. Essa &eacute;, segundo especialistas em caf&eacute;, a &uacute;nica alternativa de sobreviv&ecirc;ncia para uma cultura que exige muita m&atilde;o de obra e tem um custo de produ&ccedil;&atilde;o alto. Seguindo a risca essa receita, o pequeno produtor de Terra Boa, Jo&atilde;o Paulino, participou de um concurso estadual de qualidade do caf&eacute; e ficou entre os oito melhores na categoria microlote. A premia&ccedil;&atilde;o aconteceu no final da &uacute;ltima semana.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><o:p><\/o:p><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">Mesmo n&atilde;o tendo levado o pr&ecirc;mio em sua categoria, Paulino explicou que a experi&ecirc;ncia valeu a pena. &ldquo;Chegamos onde a gente achou que n&atilde;o ia chegar. Essa ano j&aacute; come&ccedil;amos de novo a prepara&ccedil;&atilde;o.&rdquo;<o:p><\/o:p><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">O processo de sele&ccedil;&atilde;o come&ccedil;ou com o t&eacute;rmino da colheita, em agosto, mas a prepara&ccedil;&atilde;o foi come&ccedil;ou bem antes. No m&iacute;nimo 10 meses antes. &ldquo;Quem vai participar do concurso do ano que vem precisa fazer todos os tratos culturais. &Eacute; preciso cuidado na aduba&ccedil;&atilde;o, colheita na hora certa e a sele&ccedil;&atilde;o do terreiro. S&atilde;o v&aacute;rias etapas para chegar em julho do ano que vem com o caf&eacute; colhido e com chances de concorrer com o restante do Estado&rdquo;, explica o engenheiro agr&ocirc;nomo da Emater de Terra Boa, Paulo Roberto Preto.<o:p><\/o:p><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">Na propriedade, Paulino e sua mulher, Ivanilde Camiloti Paulino, cultivam os gr&atilde;os de caf&eacute; e um viveiro de mudas. &ldquo;Entramos no concurso sem qualquer perspectiva de ganhar. At&eacute; que nosso gr&atilde;o come&ccedil;ou a ser classificado&rdquo;, conta ela. O produtor contou que j&aacute; havia pensado em participar em outros anos. &ldquo;Mas como tenho pouco caf&eacute;, n&atilde;o acreditava que teria condi&ccedil;&otilde;es de concorrer. Come&ccedil;ava a prepara&ccedil;&atilde;o e depois desanimava&rdquo;, recorda Paulino.<o:p><\/o:p><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">Segundo ele, o primeiro passo &eacute; conduzir a lavoura corretamente. &ldquo;As aplica&ccedil;&otilde;es na hora certa. O in&iacute;cio da colheita s&oacute; quando o caf&eacute; estiver 70% em cereja e n&atilde;o deixar o saco de caf&eacute; mais de duas horas na ro&ccedil;a. Ap&oacute;s a lavagem o local de armazenamento tamb&eacute;m &eacute; importante.&rdquo;<o:p><\/o:p><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">O processo de colheita do caf&eacute; em cereja melhora a qualidade porque neste est&aacute;gio o gr&atilde;o est&aacute; completamente maduro. O gr&atilde;o colhido e secado no est&aacute;gio certo de matura&ccedil;&atilde;o apresenta-se muito superior aos outros, porque concentra, na medida certa, acidez, sacarose, &oacute;leos e mais de 600 aromas e sabores existentes em cada gr&atilde;o. &ldquo;Se voc&ecirc; n&atilde;o se dedicar 100% n&atilde;o consegue resultados&rdquo;, explicou o agricultor.<o:p><\/o:p><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">De tanto produzir qualidade, Paulino conta que ficou um pouco cr&iacute;tico na hora de degustar a bebida. &ldquo;&Eacute; indispens&aacute;vel um caf&eacute; todos os dias. Mas um bom caf&eacute;. Como a gente lida muito com isso acaba percebendo o gosto.&rdquo;<o:p><\/o:p><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">Incentivo &agrave; qualidade<o:p><\/o:p><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">Segundo o engenheiro, o Estado que j&aacute; foi conhecido pela quantidade de caf&eacute; que produzia agora aposta na qualidade. &ldquo;Se voc&ecirc; pegar o comparativo do Estado, vai perceber que a &aacute;rea de caf&eacute; do Paran&aacute; est&aacute; caindo. S&oacute; que voc&ecirc; vai ver que a produ&ccedil;&atilde;o est&aacute; aumentando. S&atilde;o pequenas &aacute;reas produzindo bastante&rdquo;, diz Preto.<o:p><\/o:p><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">Ele explicou que antigamente, os caf&eacute;s do Estado eram considerados de pior qualidade. &ldquo;Sempre que voc&ecirc; ia vender o caf&eacute; do Paran&aacute; falavam &eacute; de qualidade ruim. S&oacute; que isso n&atilde;o &eacute; verdade. Esses concursos s&atilde;o para incentivar os cafeicultores a produzir qualidade. Ningu&eacute;m mais quer caf&eacute; ruim&rdquo;, diz. Durante o encerramento do concurso s&atilde;o feitos leil&otilde;es. &ldquo;L&aacute; participam as cafeterias mais importantes do pa&iacute;s.&rdquo; Quando o caf&eacute; &eacute; premiado, o pre&ccedil;o m&iacute;nimo que o agricultor recebe &eacute; o pre&ccedil;o na bolsa de Valores, Mercadorias &amp; Futuros (BM &amp; F Bovespa) mais um pr&ecirc;mio de 50% desse valor.<o:p><\/o:p><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">&ldquo;A ideia principal &eacute; mostrar para o Brasil que n&oacute;s temos qualidade. Dentro do Estado, queremos provar que a nossa regi&atilde;o tamb&eacute;m tem caf&eacute; de qualidade. Na nossa regi&atilde;o a gente vende commodities, que n&atilde;o tem nenhum valor agregado. &Eacute; isso que n&oacute;s estamos tentando quebrar.&rdquo;<o:p><\/o:p><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">Diferencial do pre&ccedil;o<o:p><\/o:p><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">&ldquo;Para o produtor de caf&eacute; da nossa regi&atilde;o sobreviver ele precisa ter produtividade e qualidade&rdquo;, refor&ccedil;a o t&eacute;cnico. Ele colocou que gr&atilde;os como o de Paulino chegam a valer R$ 520,00 a saca. A saca de caf&eacute; comum fica em torno de R$ 300,00. &ldquo;A&iacute; voc&ecirc; j&aacute; v&ecirc; a diferen&ccedil;a de valores que tem. Para o produtor conseguir sobreviver ele tem de vender muito bem esse produto.&rdquo;<o:p><\/o:p><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">Para incentivar as boas pr&aacute;ticas no cultivo do caf&eacute;, o governo estadual est&aacute; lan&ccedil;ando um programa de mudas. A partir do ano que vem, ser&atilde;o criadas unidades demonstrativas sobre como produzir caf&eacute; com qualidade. &ldquo;Para que os outros produtores possam ver como esses cafeicultores est&atilde;o ganhando dinheiro.&rdquo; Ele ainda relatou que o clima da regi&atilde;o &eacute; favor&aacute;vel ao desenvolvimento da cultura, o &uacute;nico fator que atrapalha &eacute; a falta de altitude. &ldquo;Nossa regi&atilde;o n&atilde;o tem altitude para produzir um caf&eacute; de primeir&iacute;ssima qualidade, mas a gente consegue com a tecnologia fazer esse caf&eacute; de excelente qualidade.&rdquo;<o:p><\/o:p><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">Categorias<o:p><\/o:p><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">O agr&ocirc;nomo explicou que s&atilde;o tr&ecirc;s categorias. Na primeira s&atilde;o 10 sacas beneficiadas de caf&eacute; cereja descascada. A segunda &eacute; caf&eacute; natural, lote de 10 sacos. A novidade esse ano foi mesmo a categoria em que Paulino se classificou que &eacute; caf&eacute; natural microlote, com at&eacute; duas sacas de caf&eacute; limpo. &ldquo;Todos os agricultores familiares trabalham no microlote.&rdquo;<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.itribuna.com.br\/\">http:\/\/www.itribuna.com.br<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Produzir qualidade para vender bem mais do que commodities. Essa \u00e9, segundo especialistas em caf\u00e9, a \u00fanica alternativa de sobreviv\u00eancia para uma cultura que exige muita m\u00e3o de obra e tem um custo de produ\u00e7\u00e3o alto. Seguindo a risca essa receita, o pequeno produtor de Terra Boa, Jo\u00e3o Paulino, participou de um concurso estadual de qualidade do caf\u00e9 e ficou entre os oito melhores na categoria microlote. 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