{"id":26979,"date":"2011-11-28T00:00:00","date_gmt":"2011-11-28T02:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.zecadirceu.com.br\/colocando-um-disco-na-bagagem\/"},"modified":"2011-11-28T00:00:00","modified_gmt":"2011-11-28T02:00:00","slug":"colocando-um-disco-na-bagagem","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/colocando-um-disco-na-bagagem\/","title":{"rendered":"Colocando um disco na bagagem"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;Foi durante uma breve parada em Umuarama antes de partir para uma turn&ecirc; de quatro mil quil&ocirc;metros em 18 dias pelo sul do pa&iacute;s que o m&uacute;sico Nevilton de Alencar conversou por telefone com a Gazeta do Povo. Ele tinha acabado de tocar com sua banda, que leva tamb&eacute;m o seu nome, num evento da prefeitura, que armou um palco no Lago Aratimb&oacute; no &uacute;ltimo domingo (20). &ldquo;Estava superfam&iacute;lia, cheio de gente, todo mundo cantando. Conseguimos formar um p&uacute;blico aqui&rdquo;, diz Nevilton.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><o:p><\/o:p><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">Mas o guitarrista e vocalista do grupo, por acaso, tamb&eacute;m estava falando de casa. &Eacute; que a banda surgiu ali mesmo, no noroeste do estado, em 2007, e radicou-se h&aacute; cerca de oito meses em S&atilde;o Paulo. Uma mudan&ccedil;a necess&aacute;ria. &ldquo;H&aacute; mais de dois anos que &iacute;amos para l&aacute; ao menos uma vez a cada tr&ecirc;s meses&rdquo;, diz Nevilton. &ldquo;At&eacute; mesmo por uma quest&atilde;o de log&iacute;stica. Nos voos para o nordeste, era mais f&aacute;cil sair de l&aacute;. Morar pra l&aacute; tem nos ajudado mais nisso&rdquo;, conta Nevilton, direto da casa dos pais, antes de partir para shows em Santa Maria, Pelotas, Santa Cruz do Sul, Erechim e Porto Alegre (hoje), passando por Santa Catarina antes de encerrar a viagem em S&atilde;o Paulo.<o:p><\/o:p><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">&ldquo;Acho que esse &eacute; o grande barato da arte: a gente n&atilde;o ter que manter uma s&oacute; receita, um s&oacute; formato.&rdquo;<o:p><\/o:p><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">Nevilton, guitarrista, vocalista e principal compositor da banda que leva seu nome.<o:p><\/o:p><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">O hist&oacute;rico explica. O grupo j&aacute; apresentou mais de 250 sho&shy;&shy;&shy;&shy;ws em todas as regi&otilde;es do Brasil. Entre um e outro, fez um show de abertura para o Green Day, em S&atilde;o Paulo, para quase 30 mil pessoas. J&aacute; tocou ao lado de Erasmo Carlos, venceu o Pr&ecirc;mio Multishow 2011 na categoria Experimente, em setembro, e continua recebendo elogios da m&iacute;dia. Tudo isso apenas com o EP Pressuposto, que o grupo distribuiu aos milhares por onde passou. Mas faltava uma grava&ccedil;&atilde;o definitiva.<o:p><\/o:p><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">Filhote<o:p><\/o:p><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">Agora a banda tem o primeiro CD, lan&ccedil;ado no m&ecirc;s passado. De Verdade &ndash; nome que surgiu da expectativa de finalmente gravar um &aacute;lbum &ldquo;de verdade&rdquo; &ndash; tem 14 m&uacute;sicas, todas escritas por Nevilton e gravadas em 2009, e j&aacute; conhecidas das incendi&aacute;rias apresenta&ccedil;&otilde;es da banda. Pelo menos oito delas j&aacute; tinham sido gravadas com menos recursos. &ldquo;Algumas pessoas acham que falta novidade, mas para a gente ele &eacute; muito bom. &Eacute; o nosso primeiro filhotinho, nosso primeiro &lsquo;full album&rsquo;&rdquo;, diz Nevilton. &ldquo;A gente tem tido &oacute;timas respostas. &Eacute; um disco que j&aacute; era, de alguma forma, bem esperado pela m&iacute;dia e pelo p&uacute;blico&rdquo;, conta.<o:p><\/o:p><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">Os arranjos t&ecirc;m a tradicional forma&ccedil;&atilde;o de power trio &ndash; hoje composta por Nevilton na guitarra e voz, Tiago Lob&atilde;o no baixo e voz e Flipi Stipp na bateria (substituindo &Eacute;der Chapolla, que gravou o disco, mas saiu da banda). &ldquo;Nossa inten&ccedil;&atilde;o era fazer um registro maneiro, apresent&aacute;vel&rdquo;, diz o l&iacute;der do grupo.<o:p><\/o:p><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">&ldquo;Quisemos deixar os arranjos mais objetivos que no palco, onde a gente brinca bastante, faz toda uma farra. E deixar uma sonoridade de power trio&rdquo;, diz Nevilton, que assinou a produ&ccedil;&atilde;o do disco lan&ccedil;ando m&atilde;o mais de &ldquo;puro zelo e calma&rdquo; que de experi&ecirc;ncia na &aacute;rea. &ldquo;Foi um grande aprendizado. E no est&uacute;dio tivemos ajuda de um t&eacute;cnico de som muito experiente, o Beto Machado, que j&aacute; trabalhou com muitas bandas legais, como Tit&atilde;s. Ajudou a gente a tirar um som legal&rdquo;, conta.<o:p><\/o:p><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">Est&atilde;o no &aacute;lbum m&uacute;sicas in&eacute;ditas como &ldquo;Tempos de Maracuj&aacute;&rdquo;, &ldquo;Fortuna&rdquo; e &ldquo;Por Um Triz&rdquo;, e outras em vers&otilde;es diferentes de suas primeiras grava&ccedil;&otilde;es como &ldquo;Ballet da Vida Ir&ocirc;nica&rdquo;. &ldquo;Elas j&aacute; apontam para um lado de que a gente est&aacute; cada vez mais pr&oacute;ximo, um som mais dan&ccedil;ante e mais brasileiro&rdquo;, explica Nevilton.<o:p><\/o:p><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">Mudan&ccedil;as<o:p><\/o:p><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">O disco pode n&atilde;o ter material in&eacute;dito, mas marca uma fase de novidades para a banda. O p&uacute;blico est&aacute; diferente &ndash; vai aos shows mais disposto a ouvir e aceita bem melhor as m&uacute;sicas mais calmas. &ldquo;Acho que isso d&aacute; uma nova perspectiva para fazer m&uacute;sicas com arranjos mais ousados, algo menos agitado&rdquo;, diz Nevilton.<o:p><\/o:p><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">O trabalho duro da banda &ndash; todo feito na base do fa&ccedil;a voc&ecirc; mesmo &ndash; tamb&eacute;m abriu novos espa&ccedil;os que acabam dando mais possibilidades art&iacute;sticas. Eles est&atilde;o come&ccedil;ando a se apresentar em teatros e Sescs e em festivais mais ecl&eacute;ticos. &ldquo;Temos tido estrutura melhor, tocado para p&uacute;blicos de v&aacute;rios gostos. Isso &eacute; muito legal&rdquo;, diz o vocalista. &ldquo;Acho que esse &eacute; o grande barato da arte: a gente n&atilde;o ter que manter uma s&oacute; receita, um s&oacute; formato.&rdquo;<o:p><\/o:p><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">Ali&aacute;s, alguma novidade deve vir logo no in&iacute;cio de 2012. O guitarrista, que &eacute; tamb&eacute;m o compositor do grupo, diz j&aacute; ter muitas m&uacute;sicas novas &ldquo;no gatilho&rdquo;. Talvez duas ou tr&ecirc;s delas saiam em breve; talvez no come&ccedil;o do ano o trio trabalhe em um novo EP. Mas, por enquanto, o foco est&aacute; na correria para distribuir De Verdade &ndash; que pode ser comprado na Livraria Cultura, nos pontos do coletivo Fora do Eixo e nos shows do grupo (em sua vers&atilde;o de R$ 5). Ou ser ouvido de gra&ccedil;a em sua vers&atilde;o virtual da Trama. &ldquo;Tem CDs sendo vendidos em Bras&iacute;lia e S&atilde;o Paulo. O nosso setor de distribui&ccedil;&atilde;o &ndash; que, por sinal, somos n&oacute;s &ndash; vai aos poucos tentando ir mais longe&rdquo;, brinca Nevilton. &ldquo;A gente vai levar disquinho pra todo mundo.&rdquo;<o:p><\/o:p><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">Servi&ccedil;o<o:p><\/o:p><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">De Verdade, Nevilton. Independente. Selos Fora do Eixo e Sombrero. Pre&ccedil;o m&eacute;dio: R$19,90. Rock.<o:p><\/o:p><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span lang=\"EN-US\">&Aacute;lbum virtual: bit.ly\/nevilton-albumvirtual.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span lang=\"EN-US\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">Fonte: Gazeta do Povo &ndash; Rafael Costa<o:p><\/o:p><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Foi durante uma breve parada em Umuarama antes de partir para uma turn\u00ea de quatro mil quil\u00f4metros em 18 dias pelo sul do pa\u00eds que o m\u00fasico Nevilton de Alencar conversou por telefone com a Gazeta do Povo. Ele tinha acabado de tocar com sua banda, que leva tamb\u00e9m o seu nome, num evento da prefeitura, que armou um palco no Lago Aratimb\u00f3 no \u00faltimo domingo (20). \u201cEstava superfam\u00edlia, cheio de gente, todo mundo cantando. 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