{"id":26605,"date":"2011-12-18T00:00:00","date_gmt":"2011-12-18T02:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.zecadirceu.com.br\/seguranca-amizade-entre-vizinhos-faz-a-diferenca\/"},"modified":"2011-12-18T00:00:00","modified_gmt":"2011-12-18T02:00:00","slug":"seguranca-amizade-entre-vizinhos-faz-a-diferenca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/seguranca-amizade-entre-vizinhos-faz-a-diferenca\/","title":{"rendered":"Seguran\u00e7a: amizade entre vizinhos faz a diferen\u00e7a"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<span style=\"font-family: Arial, sans-serif; font-size: 10pt; line-height: 115%; \">Segundo levantamento da Paran&aacute; Pesquisas (veja o infogr&aacute;fico abaixo), 86,64% dos paranaenses conhecem seus vizinhos, mas o relacionamento &eacute; superficial em quase metade dos casos: 49,44% dos entrevistados relataram que costumam encontrar os vizinhos s&oacute; quando est&atilde;o saindo de casa e 6,18%, s&oacute; em situa&ccedil;&otilde;es inesperadas, como no caso de um assalto. Por outro lado, 51,69% dizem que costumam visitar a vizinhan&ccedil;a.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 10pt; line-height: 115%; font-family: Arial, sans-serif; \">Autor do livro Di&aacute;logos Sobre Seguran&ccedil;a, o delegado da Pol&iacute;cia Civil do Paran&aacute; Rafael Vianna &eacute; um firme defensor do fortalecimento das amizades entre vizinhos. Para ele, essa rela&ccedil;&atilde;o forte e pr&oacute;xima pode fazer a diferen&ccedil;a quando o assunto &eacute; seguran&ccedil;a p&uacute;blica. Mas, antes de fortalecer a amizade com a pessoa que mora na mesma rua, segundo o policial, &eacute; importante cultivar os mesmos valores dentro de casa. &ldquo;Essas rela&ccedil;&otilde;es come&ccedil;am com a fam&iacute;lia. N&atilde;o se pode ter medo de cultivar a gentileza dentro de casa. Depois, sim, pode partir para as pessoas que est&atilde;o ao seu redor&rdquo;, opina.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 10pt; line-height: 115%; font-family: Arial, sans-serif; \">Ele lembra que a maioria dos pequenos delitos &ndash; que algumas vezes se transformam em trag&eacute;dias &ndash; pode ser evitada com bons relacionamentos entre vizinhos. Segundo o delegado, muitas discuss&otilde;es entre vizinhos acabam nas delegacias. &ldquo;&Eacute; preciso compreender e se colocar no lugar do outro. O nosso maior problema &eacute; que sempre encaramos qualquer discuss&atilde;o como um ato de guerra. N&atilde;o existem vencedores em uma briga ou um homic&iacute;dio&rdquo;, ressalta.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 10pt; line-height: 115%; font-family: Arial, sans-serif; \">Sobre o grande n&uacute;mero de paranaenses que mant&eacute;m um relacionamento superficial com os vizinhos, o delegado explica. &ldquo;&Eacute; medo de come&ccedil;ar, de ser gentil. Hoje, as pessoas confundem bondade com fraqueza&rdquo;, explica. De acordo com o delegado, o segredo &eacute; valorizar os gestos de bondade, assim com Fabiane faz. &ldquo;Enquanto a bondade for motivo de vergonha, dificilmente teremos solu&ccedil;&atilde;o na seguran&ccedil;a p&uacute;blica&rdquo;, enfatiza.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 10pt; line-height: 115%; font-family: Arial, sans-serif; \">Cultura da paz<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 10pt; line-height: 115%; font-family: Arial, sans-serif; \">Na avalia&ccedil;&atilde;o da diretora do Instituto Sou da Paz, Luciana Guimar&atilde;es, gestos de gentileza e boa vizinhan&ccedil;a fazem parte da cultura da paz, que precisa cada vez mais ser valorizada. &ldquo;Isso tem a ver com a forma com que convivemos com as pessoas. &Eacute; algo muito mais proativo&rdquo;, explica. Segundo ela, a maioria dos conflitos do dia a dia &eacute; de conviv&ecirc;ncia. &ldquo;N&atilde;o significa ser contra os conflitos, porque sempre v&atilde;o existir. O que n&atilde;o &eacute; saud&aacute;vel &eacute; resolv&ecirc;-los de maneira violenta&rdquo;.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 10pt; line-height: 115%; font-family: Arial, sans-serif; \">Para Luciana, conviver bem com o outro cria um ambiente desfavor&aacute;vel para o conflito. &ldquo;Apostar no di&aacute;logo &eacute; ter uma forma diferente de resolver os problemas. &Eacute; lidar com tudo de um jeito pac&iacute;fico.&rdquo;<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 10pt; line-height: 115%; font-family: Arial, sans-serif; \">Segundo Luciana, a vizinhan&ccedil;a &eacute; uma inst&acirc;ncia muito importante, mas n&atilde;o pode parar por ai. &ldquo;Come&ccedil;amos com os vizinhos e espalhamos essa cultura para outras rela&ccedil;&otilde;es&rdquo;, comenta. Ela defende que a cultura de paz seja transversal e atinja toda sociedade. &ldquo;Se a gente conseguir incorporar essa cultura, talvez revertamos esse quadro de viol&ecirc;ncia e individualismo&rdquo;, destaca.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">&nbsp;DIEGO RIBEIRO &ndash; Gazeta do Povo<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Jornal Gazeta do Povo traz uma reportagem sobre seguran\u00e7a e relata que, segundo levantamento da Paran\u00e1 Pesquisas (veja o infogr\u00e1fico abaixo), 86,64% dos paranaenses conhecem seus vizinhos, mas o relacionamento \u00e9 superficial em quase metade dos casos: 49,44% dos entrevistados relataram que costumam encontrar os vizinhos s\u00f3 quando est\u00e3o saindo de casa e 6,18%, s\u00f3 em situa\u00e7\u00f5es inesperadas, como no caso de um assalto. 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