{"id":26513,"date":"2011-12-22T00:00:00","date_gmt":"2011-12-22T02:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.zecadirceu.com.br\/ano-eleitoral-acirra-debate-sobre-royalties\/"},"modified":"2011-12-22T00:00:00","modified_gmt":"2011-12-22T02:00:00","slug":"ano-eleitoral-acirra-debate-sobre-royalties","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/ano-eleitoral-acirra-debate-sobre-royalties\/","title":{"rendered":"Ano eleitoral acirra debate sobre royalties"},"content":{"rendered":"<p>A vota&ccedil;&atilde;o sobre a redistribui&ccedil;&atilde;o de royalties sobre a produ&ccedil;&atilde;o de petr&oacute;leo e g&aacute;s entre Uni&atilde;o, Estados e munic&iacute;pios dever&aacute; ficar para o primeiro semestre de 2012, ano em que as cerca de 5.600 cidades brasileiras ter&atilde;o elei&ccedil;&otilde;es para prefeitos, o que poder&aacute; tornar a discuss&atilde;o do projeto mais acirrada. Restar&aacute; ao governo federal tentar apaziguar os &acirc;nimos entre as bancadas do Rio de Janeiro e Esp&iacute;rito Santo, os dois maiores produtores, e as dos Estados n&atilde;o produtores. Todos est&atilde;o de olho nas receitas e produ&ccedil;&otilde;es futuras: estima-se que a distribui&ccedil;&atilde;o de royalties e participa&ccedil;&otilde;es especiais possa pular de R$ 22 bilh&otilde;es para cerca de R$ 40 bilh&otilde;es at&eacute; o fim da d&eacute;cada.<\/p>\n<p>Destravar a queda de bra&ccedil;o n&atilde;o ser&aacute; f&aacute;cil. Por um lado, a Frente Municipalista Brasileira entregou um requerimento no fim de novembro, com 288 assinaturas de deputados, pedindo urg&ecirc;ncia na vota&ccedil;&atilde;o do projeto. De outro, parlamentares fluminenses e capixabas ingressaram no Supremo Tribunal Federal (STF) para impedir que a C&acirc;mara delibere sobre o projeto de lei do senador Vital do Rego (PMDB-PR). A proposta foi aprovada pelo Senado em outubro e agora tramita na C&acirc;mara dos Deputados como projeto de lei 2.565\/11. A argumenta&ccedil;&atilde;o dos parlamentares do Esp&iacute;rito Santo e Rio de Janeiro &eacute; que a proposta &eacute; inconstitucional porque causa eventual mudan&ccedil;a na forma de rateio das participa&ccedil;&otilde;es, o que levaria a uma grave crise federativa, com cis&atilde;o e confronto hostil entre os estados produtores e os n&atilde;o-produtores.<\/p>\n<p>&quot;Acredito na vota&ccedil;&atilde;o do projeto de lei na C&acirc;mara no primeiro semestre de 2012&quot;, afirma o deputado federal Zeca Dirceu (PT-PR). Para Dirceu, Rio de Janeiro e Esp&iacute;rito Santo radicalizaram ao apelar para o Supremo Tribunal Federal (STF). Os munic&iacute;pios levantaram a guarda e discutem mexer nos royalties de &aacute;reas j&aacute; concedidas e n&atilde;o apenas em po&ccedil;os futuros. &quot;Na minha avalia&ccedil;&atilde;o, o projeto s&oacute; teria de vislumbrar os royalties de &aacute;reas concedidas no futuro&quot;, afirma o deputado.<\/p>\n<p>O advogado Rodrigo Bornholdt, do Bornholdt Advogados, acredita que s&oacute; uma posi&ccedil;&atilde;o mais ponderada das duas partes poder&aacute; resultar em avan&ccedil;os na negocia&ccedil;&atilde;o. &quot;O projeto envolve interesses divergentes e o resultado &eacute; dif&iacute;cil de ser mensurado&quot;, analisa.<\/p>\n<p>Para Bornholdt, como a proposta atinge os atuais contratos, abre espa&ccedil;o para contesta&ccedil;&atilde;o, j&aacute; que poder&aacute; ter grande impacto sobre as receitas de grandes produtores. &quot;O maior problema n&atilde;o &eacute; a divis&atilde;o futura dos royalties. Preocupante, em termos de seguran&ccedil;a jur&iacute;dica e do equil&iacute;brio federativo, &eacute; a tentativa de altera&ccedil;&atilde;o dos percentuais relativos aos royalties dos po&ccedil;os em explora&ccedil;&atilde;o e dos contratos firmados.&quot;<\/p>\n<p>O projeto altera a forma de distribui&ccedil;&atilde;o dos royalties, que passar&atilde;o a ser recebidos tamb&eacute;m por estados e munic&iacute;pios n&atilde;o produtores. A proposta ser&aacute; analisada por uma comiss&atilde;o especial da C&acirc;mara &#8211; ainda n&atilde;o constitu&iacute;da -para ir &agrave; vota&ccedil;&atilde;o no plen&aacute;rio. Para o advogado, o impasse poderia ser resolvido se o assunto ganhasse uma proposta mais ponderada, sem uma diminui&ccedil;&atilde;o dr&aacute;stica para os estados produtores nas &aacute;reas j&aacute; concedidas e com a transfer&ecirc;ncia de maiores altera&ccedil;&otilde;es para as &aacute;reas do pr&eacute;-sal a serem concedidas sob o regime de partilha, criado com o marco regulat&oacute;rio estabelecido em 2010.<\/p>\n<p>A batalha pol&iacute;tica n&atilde;o &eacute; a &uacute;nica pol&ecirc;mica. O setor de ci&ecirc;ncia e tecnologia est&aacute; preocupado. &quot;N&atilde;o est&aacute; se fala em como usar esses recursos para melhorar o pa&iacute;s&quot;, diz Helena Nader, presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ci&ecirc;ncia (SBPC). Uma preocupa&ccedil;&atilde;o do segmento &eacute; que o projeto aprovado no Senado n&atilde;o prev&ecirc; receita para o fundo setorial de petr&oacute;leo, criado em 1997. &quot;Com o projeto atual, o fundo CT Petro &eacute; eliminado, e isso &eacute; um contrassenso. Sem pesquisa e inova&ccedil;&atilde;o, a camada pr&eacute;-sal n&atilde;o teria sido descoberta&quot;, diz Helena. A verba desse fundo, estimada em cerca de R$ 1 bilh&atilde;o, &eacute; aplicada na qualifica&ccedil;&atilde;o de pessoal e em projetos de pesquisas em parceria com empresas, universidades e centros de pesquisa.<\/p>\n<p>O projeto diz que os recursos do Fundo Social ir&atilde;o para &aacute;reas como sa&uacute;de, educa&ccedil;&atilde;o, tratamento e reinser&ccedil;&atilde;o de dependentes qu&iacute;micos, meio ambiente, cultura,, entre outras. N&atilde;o foi definido o percentual a ser aplicado em cada segmento. A proposta dos acad&ecirc;micos &eacute; que sejam destinados 7% dos royalties do petr&oacute;leo extra&iacute;do em terra ou em mar que caberiam &agrave; Uni&atilde;o para ci&ecirc;ncia, tecnologia e inova&ccedil;&atilde;o, e outros 7% para educa&ccedil;&atilde;o. No caso dos recursos destinados aos Estados e munic&iacute;pios, a entidade defende que sejam aplicados 30% em ci&ecirc;ncia, tecnologia, inova&ccedil;&atilde;o e educa&ccedil;&atilde;o. &quot;O Brasil precisa discutir como usar esses recursos para criar pol&iacute;ticas de Estado para melhorar o pa&iacute;s&quot;, diz Helena.<\/p>\n<p>O projeto de lei determina a redu&ccedil;&atilde;o de 50% para 42% da parcela da Uni&atilde;o na chamada participa&ccedil;&atilde;o especial &#8211; tributo pago pelas empresas na explora&ccedil;&atilde;o de grandes campos, principalmente os rec&eacute;m-descobertos no pr&eacute;-sal. Em rela&ccedil;&atilde;o aos royalties, traz uma redu&ccedil;&atilde;o de 30% para 20% na fatia destinada ao governo. O relat&oacute;rio tamb&eacute;m traz perdas para os estados produtores, que ter&atilde;o a parcela reduzida de 26,25% para 20%. A participa&ccedil;&atilde;o especial destinada aos produtores, segundo o relat&oacute;rio, cai de 40% para 20%. Um dos artigos mais pol&ecirc;micos determina que, sob o regime de partilha de produ&ccedil;&atilde;o, os royalties ser&atilde;o pagos da seguinte forma: estados e munic&iacute;pios produtores receber&atilde;o 20% e 10% respectivamente; 5% ir&atilde;o para as cidades afetadas por opera&ccedil;&otilde;es de embarque e desembarque dos produtos; 25% para constituir um fundo dos estados e do DF; 25% para um fundo dos munic&iacute;pios; e 15% para um fundo social.<\/p>\n<p>Fonte: Valor Econ&ocirc;mico<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A vota\u00e7\u00e3o sobre a redistribui\u00e7\u00e3o de royalties sobre a produ\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo e g\u00e1s entre Uni\u00e3o, Estados e munic\u00edpios dever\u00e1 ficar para o primeiro semestre de 2012, ano em que as cerca de 5.600 cidades brasileiras ter\u00e3o elei\u00e7\u00f5es para prefeitos, o que poder\u00e1 tornar a discuss\u00e3o do projeto mais acirrada.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":26512,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[5989,818],"class_list":["post-26513","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias-zeca-dirceu","tag-ano-eleitoral","tag-royalties"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26513","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=26513"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26513\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/media\/26512"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=26513"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=26513"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=26513"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}