{"id":26080,"date":"2012-01-31T00:00:00","date_gmt":"2012-01-31T02:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.zecadirceu.com.br\/leilao-atrai-operadores-globais-interessados-em-investir-em-aeroportos-brasileiros\/"},"modified":"2012-01-31T00:00:00","modified_gmt":"2012-01-31T02:00:00","slug":"leilao-atrai-operadores-globais-interessados-em-investir-em-aeroportos-brasileiros","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/leilao-atrai-operadores-globais-interessados-em-investir-em-aeroportos-brasileiros\/","title":{"rendered":"Leil\u00e3o atrai operadores globais interessados em investir em aeroportos brasileiros"},"content":{"rendered":"<p>Nos &uacute;ltimos anos, poucos pa&iacute;ses tiveram um crescimento t&atilde;o acentuado no  setor da avia&ccedil;&atilde;o civil quanto o Brasil. Somada &agrave; proximidade dos eventos  esportivos de 2014 e 2016, a forte demanda levou o governo a realizar  as concess&otilde;es de aeroportos e, assim, despertou em peso o interesse de  operadores globais a um mercado com receita l&iacute;quida de R$ 2,6 bilh&otilde;es  anualmente e ritmo de expans&atilde;o tr&ecirc;s vezes superior ao da m&eacute;dia mundial.  Daqui a dois dias, grupos empresariais de quatro continentes entregam  suas ofertas ao governo na tentativa de aproveitar parte dessas  oportunidades. O resultado sair&aacute; no dia 6 de fevereiro.<\/p>\n<p>Sem  d&uacute;vida, a decis&atilde;o ousada e corajosa da presidenta Dilma s&oacute; ir&aacute;  contribuir para o avan&ccedil;o e moderniza&ccedil;&atilde;o dos nossos aeroportos! <\/p>\n<p>Um dos aeroportos onde ser&atilde;o realizados concess&otilde;es, o de Guarulhos (na regi&atilde;o metropolitana de S&atilde;o Paulo) movimenta, sozinho, 26,8 milh&otilde;es de passageiros ao ano &#8211; quase o mesmo que os sete aeroportos administrados por uma das interessadas em sua concess&atilde;o, a ANA Aeroportos de Portugal. Tamb&eacute;m movimenta mais que o aeroporto de Zurique, administrado pela Flughafen Zurich AG &#8211; outra concorrente. Em 2010, o crescimento da avia&ccedil;&atilde;o civil no Brasil foi de 21,3% em rela&ccedil;&atilde;o ao ano anterior, muito acima do 6,6% de crescimento mundial.<\/p>\n<p>Os n&uacute;meros brasileiros chamaram a aten&ccedil;&atilde;o das empresas estrangeiras antes mesmo de o governo federal exigir a participa&ccedil;&atilde;o delas nos cons&oacute;rcios participantes (o edital obriga as sociedades a terem pelo menos 10% das a&ccedil;&otilde;es sob propriedade de um operador de aeroporto com movimenta&ccedil;&atilde;o superior a cinco milh&otilde;es de passageiros por ano em pelo menos um dos &uacute;ltimos 10 anos, e essa experi&ecirc;ncia s&oacute; existe entre as empresas de fora). Entre as nove sociedades j&aacute; confirmadas, pelo menos quatro tinham firmado memorandos de entendimento com companhias de fora para estudar os editais antes da exig&ecirc;ncia.<\/p>\n<p>Embora haja grande interesse, algumas empresas brasileiras reivindicam mais tempo para fechar as sociedades. &quot;Ser&atilde;o s&oacute; 45 dias entre a divulga&ccedil;&atilde;o do edital e a entrega de propostas. Essas negocia&ccedil;&otilde;es demoram, trata-se de um casamento, e com comunh&atilde;o de bens&quot;, diz Claudia Bonelli, advogada do escrit&oacute;rio TozziniFreire.<\/p>\n<p>Hoje, os interessados nos terminais brasileiros podem ser divididos em cinco grupos &#8211; representantes europeus (como Reino Unido, Alemanha, Su&iacute;&ccedil;a, Portugal e Espanha), asi&aacute;ticos (Cingapura), pelo menos uma americana e representantes de regi&otilde;es em desenvolvimento (da &Aacute;frica do Sul e da Argentina). <\/p>\n<p>Um dos primeiros a anunciar parceria local foi o grupo alem&atilde;o Fraport, que participa direta ou indiretamente da gest&atilde;o de 13 aeroportos pelo mundo. H&aacute; quatro meses, fechou parceria com o grupo especializado em concess&otilde;es de estradas EcoRodovias. Por contar com um dos mais lucrativos operadores internacionais (&euro; 271 milh&otilde;es anuais), e ainda ter como parceiro um grupo brasileiro com baixo endividamento e caixa forte (R$ 750 milh&otilde;es dispon&iacute;veis), a sociedade composta por 50% de a&ccedil;&otilde;es de cada grupo &eacute; considerada hoje uma das mais fortes para o leil&atilde;o.<\/p>\n<p>Caso abocanhe a concess&atilde;o, Guarulhos seria o terceiro aeroporto mais movimentado no portf&oacute;lio da Fraport, depois de Frankfurt, na Alemanha; e de Nova D&eacute;li, na &Iacute;ndia. Felix von Berg, diretor de projetos da Fraport, diz que a presen&ccedil;a da Infraero na sociedade que ir&aacute; gerir os aeroportos n&atilde;o chega a ser uma novidade nas opera&ccedil;&otilde;es do grupo. &quot;Na &Iacute;ndia, nossa sociedade que administra o aeroporto tem 23% de participa&ccedil;&atilde;o de um agente governamental. Funciona&quot;, diz.<\/p>\n<p>Entre os europeus, tamb&eacute;m promete entrar com apetite na disputa a BAA &#8211; descendente da extinta British Airports Authority, empresa privatizada em 1987 pelo governo brit&acirc;nico. Com lucro l&iacute;quido de mais de US$ 800 milh&otilde;es anualmente, firmou sociedade com o banco BTG Pactual e com o grupo brasileiro Queiroz Galv&atilde;o. Desde 2006, a empresa &eacute; controlada pela espanhola especializada em infraestrutura Ferrovial &#8211; que a comprou por US$ 19 bilh&otilde;es.<\/p>\n<p>Tamb&eacute;m j&aacute; est&aacute; confirmada a presen&ccedil;a da CCR (dos grupos Andrade Gutierrez e Camargo Corr&ecirc;a) com a parceira de longa data Flughafen Zurich AG, operadora do aeroporto de Zurique, na Su&iacute;&ccedil;a. &quot;A empresa &#91;CCR] est&aacute; plenamente preparada para apresentar suas propostas&quot;, informou o grupo por meio de nota. A Zurich assessora os acionistas Camargo e Andrade no projeto de um terceiro aeroporto em S&atilde;o Paulo. Fontes do setor acreditam que a A&eacute;roports de Paris (ADP) tamb&eacute;m vai participar do processo, em parceria com a Carioca Engenharia.<\/p>\n<p>Oriundos de regi&otilde;es hoje turbulentas da Europa tamb&eacute;m podem marcar presen&ccedil;a na disputa. Empresas brasileiras, inclusive (como a CCR), t&ecirc;m interesse nas europeias.<\/p>\n<p>A disputa contar&aacute; com operadores internacionais de primeiro n&iacute;vel. A Changi, de Cingapura, administra o melhor aeroporto do mundo segundo a organiza&ccedil;&atilde;o independente Skytrax. As propostas para os terminais brasileiros est&atilde;o sendo estudadas em sociedade com a Odebrecht Transport.<\/p>\n<p>A brasileira Fidens Engenharia firmou parceria com a operadora americana ADC &amp; HAS, s&oacute;cia da Andrade Gutierrez em outros projetos e que chegou a covnersar com a Odebrecht.<\/p>\n<p>N&atilde;o s&oacute; europeus e americanos est&atilde;o na disputa. Representantes de pa&iacute;ses em desenvolvimento tamb&eacute;m prometem marcar presen&ccedil;a no leil&atilde;o. Executivos do grupo indiano especializado em infraestrutura GMR (sigla para Grandhi Mallikarjuna Rao, fundador) levantavam, at&eacute; h&aacute; poucos dias, poss&iacute;veis sociedades com empresas brasileiras. &quot;Estamos em conversas. N&atilde;o fechamos parcerias, mas isso pode acontecer at&eacute; a v&eacute;spera da entrega das propostas&quot;, diz Kamesh Rao, diretor operacional da GMR. Algumas empresas enviaram questionamentos &agrave; Anac, como a Airports Company South Africa (ACSA), e tamb&eacute;m s&atilde;o vistas como interessadas. Causa suspense no mercado o apetite do argentino Corporaci&oacute;n Am&eacute;rica. Concession&aacute;rio de 33 aeroportos na Argentina, estuda os projetos brasileiros em parceria com o brasileiro Engevix. A sociedade foi vencedora do leil&atilde;o do Aeroporto de S&atilde;o Gon&ccedil;alo do Amarante (no RN) &#8211; no ano passado, com &aacute;gio de 228,8% sobre o pre&ccedil;o m&iacute;nimo.<\/p>\n<p>\nFonte: Valor Econ&ocirc;mico<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nos \u00faltimos anos, poucos pa\u00edses tiveram um crescimento t\u00e3o acentuado no setor da avia\u00e7\u00e3o civil quanto o Brasil. 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