{"id":25778,"date":"2012-02-24T00:00:00","date_gmt":"2012-02-24T02:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.zecadirceu.com.br\/ministerio-da-saude-preve-que-2011-tera-a-maior-reducao-da-mortalidade-materna-nos-ultimos-10-anos-2\/"},"modified":"2012-02-24T00:00:00","modified_gmt":"2012-02-24T02:00:00","slug":"ministerio-da-saude-preve-que-2011-tera-a-maior-reducao-da-mortalidade-materna-nos-ultimos-10-anos-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/ministerio-da-saude-preve-que-2011-tera-a-maior-reducao-da-mortalidade-materna-nos-ultimos-10-anos-2\/","title":{"rendered":"Minist\u00e9rio da Sa\u00fade prev\u00ea que 2011 ter\u00e1 a maior redu\u00e7\u00e3o da mortalidade materna nos \u00faltimos 10 anos"},"content":{"rendered":"<p>O Brasil deve registrar, com base nos dados de 2011, a maior redu&ccedil;&atilde;o na mortalidade materna dos &uacute;ltimos dez anos. No primeiro semestre do ano passado, foram notificados 705 &oacute;bitos por causas obst&eacute;tricas, o que representa queda de 19% em rela&ccedil;&atilde;o ao mesmo per&iacute;odo de 2010, quando foram registradas 870 mortes. O balan&ccedil;o foi apresentado pelo ministro da Sa&uacute;de, Alexandre Padilha, durante entrevista coletiva nesta quinta-feira (23).<\/p>\n<p>Confira a apresenta&ccedil;&atilde;o feita na coletiva de imprensa.<\/p>\n<p>O avan&ccedil;o na redu&ccedil;&atilde;o do indicador em 2011 refor&ccedil;a a forte tend&ecirc;ncia de queda apurada ao longo dos &uacute;ltimos 20 anos. De 1990 a 2010, a mortalidade materna no Brasil caiu pela metade &#8211; de 141 para 68 &oacute;bitos para cada 100 mil nascidos vivos (NV).<\/p>\n<p>&ldquo;Essa intensifica&ccedil;&atilde;o na redu&ccedil;&atilde;o da mortalidade materna vai servir como est&iacute;mulo para continuarmos melhorando o atendimento &agrave;s gestantes no Brasil, sobretudo nas regi&otilde;es Norte e Nordeste, onde ainda a propor&ccedil;&atilde;o de &oacute;bitos &eacute; maior&rdquo;, avaliou Padilha.<\/p>\n<p>A redu&ccedil;&atilde;o foi puxada pela melhoria no atendimento &agrave;s gestantes, que implicou diminui&ccedil;&atilde;o em todas as causas diretas de mortalidade materna: hipertens&atilde;o arterial (66,1%); hemorragia (69,2%); infec&ccedil;&otilde;es p&oacute;s-parto (60,3%); aborto (81,9%); e&nbsp; doen&ccedil;as do aparelho circulat&oacute;rio complicadas pela gravidez, parto ou puerp&eacute;rio (42,7%).<\/p>\n<p>Em 2010, as principais causas de &oacute;bito materno foram hipertens&atilde;o na gravidez, hemorragia, infec&ccedil;&atilde;o puerperal, doen&ccedil;as do aparelho circulat&oacute;rio complicadas pela gravidez, parto e puerp&eacute;rio e aborto.<\/p>\n<p>Refor&ccedil;o &agrave; vigil&acirc;ncia &ndash; A partir de mar&ccedil;o, o Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de ter&aacute; videoconfer&ecirc;ncias mensais entre o ministro e os secret&aacute;rios estaduais de sa&uacute;de para monitorar a investiga&ccedil;&atilde;o dos &oacute;bitos maternos e acompanhar a evolu&ccedil;&atilde;o dos &iacute;ndices.<\/p>\n<p>Desde 2008, as mortes de mulheres em idade f&eacute;rtil s&atilde;o investigadas por equipes de vigil&acirc;ncia dos estados e dos munic&iacute;pios. Todas as informa&ccedil;&otilde;es s&atilde;o repassadas ao Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, que estabelece as diretrizes da investiga&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>O monitoramento feito pelo Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de envolve a investiga&ccedil;&atilde;o de todo &oacute;bito em mulheres em idade f&eacute;rtil &ndash; entre 10 e 49 anos &ndash; e cujas causas possam ocultar um &oacute;bito materno. Neste grupo, s&atilde;o identificadas causas e circunst&acirc;ncias da morte e registrados os casos que n&atilde;o se relacionam &agrave; mortalidade materna.<\/p>\n<p>A notifica&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m est&aacute; sendo aperfei&ccedil;oada com o novo Sistema Nacional de Cadastro, Vigil&acirc;ncia e Acompanhamento da Gestante e Pu&eacute;rpera para Preven&ccedil;&atilde;o da Mortalidade Materna. A ferramenta vai melhorar o acesso, a cobertura e a qualidade da aten&ccedil;&atilde;o &agrave; sa&uacute;de materna, principalmente &agrave;s gestantes de risco.<\/p>\n<p>&ldquo;A OMS (Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de) j&aacute; trata os dados apresentados do Brasil sem aplicar nenhum tipo de ajuste. Isso comprova a credibilidade da investiga&ccedil;&atilde;o e da vigil&acirc;ncia de todos os &oacute;bitos de mulheres em idade f&eacute;rtil&rdquo;, destacou o ministro.<\/p>\n<p>Al&eacute;m disso, ser&atilde;o criadas, nos hospitais, as comiss&otilde;es de Cadastro, Vigil&acirc;ncia e Acompanhamento das Gestantes e Pu&eacute;rperas de Risco, respons&aacute;veis por manter atualizadas as informa&ccedil;&otilde;es cadastrais de todas as gestantes atendidas pela referida unidade de sa&uacute;de.<\/p>\n<p>Atendimento no SUS &#8211; Os dados do minist&eacute;rio demonstram que a redu&ccedil;&atilde;o das mortes por complica&ccedil;&otilde;es durante a gravidez, parto e puerp&eacute;rio se devem &agrave; amplia&ccedil;&atilde;o do acesso aos cuidados hospitalares, com acompanhamento das mulheres antes, durante e ap&oacute;s o parto. Hoje, 98% dos partos no Brasil s&atilde;o realizados em hospitais e 89% por m&eacute;dicos.<\/p>\n<p>O resultado &eacute; reflexo do maior acesso ao pr&eacute;-natal e acompanhamento m&eacute;dico por meio da Estrat&eacute;gia Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia (ESF), al&eacute;m da melhora na infraestrutura hospitalar.<\/p>\n<p>Em 2011, foram realizadas cerca de 20 milh&otilde;es de consultas pr&eacute;-natais pelo Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de (SUS), o que equivale a alta de 133% em rela&ccedil;&atilde;o aos 8,6 milh&otilde;es de procedimentos de 2003.<\/p>\n<p>Rede Cegonha&ndash; Na coletiva, tamb&eacute;m foi anunciada a celebra&ccedil;&atilde;o do contrato com a Caixa Econ&ocirc;mica Federal, que pagar&aacute; &agrave;s gestantes atendidas pelo SUS aux&iacute;lio financeiro para deslocamento &agrave;s consultas de pr&eacute;-natal e &agrave; unidade de sa&uacute;de onde ser&aacute; realizado o parto. Esse aux&iacute;lio visa incentivar a gestante a realizar o pr&eacute;-natal completo e o mais cedo poss&iacute;vel. O pagamento do valor de at&eacute; R$50 reais ser&aacute; feito por meio de um cart&atilde;o magn&eacute;tico emitido pela Caixa a partir do m&ecirc;s de abril.<\/p>\n<p>O benef&iacute;cio ser&aacute; pago em at&eacute; duas parcelas. Para receber o valor integral, a gestante deve fazer o requerimento at&eacute; a 16&ordf; semana de gesta&ccedil;&atilde;o e realizar uma consulta. A partir da&iacute;, recebe R$ 25 no m&ecirc;s seguinte ao pedido. A segunda parcela ser&aacute; paga ap&oacute;s a 30&ordf; semana. As que solicitarem o benef&iacute;cio ap&oacute;s a 16&ordf; semana de gesta&ccedil;&atilde;o s&oacute; ter&atilde;o direito a uma parcela de R$ 25.<\/p>\n<p>Para que as gestantes tenham acesso a esse aux&iacute;lio elas devem ser cadastradas no Sistema de Monitoramento e Avalia&ccedil;&atilde;o do Pr&eacute;-Natal, Parto, Puerp&eacute;rio e Crian&ccedil;a, denominado SISPRENATAL, que a partir de mar&ccedil;o ganha uma nova vers&atilde;o online. A nova vers&atilde;o do sistema j&aacute; est&aacute; em fase de teste e deve ser implantada gradativamente em todo pa&iacute;s, come&ccedil;ando pelas regi&otilde;es dos estados e munic&iacute;pios aderidas &agrave; Rede Cegonha.<\/p>\n<p>O SISPRENATAL Web foi reformulado para se tornar mais &aacute;gil e facilitar o uso pelas equipes de sa&uacute;de de todo o Brasil no acompanhamento da assist&ecirc;ncia prestada &agrave;s gestantes, parturientes e pu&eacute;rperas. Com esse sistema, os munic&iacute;pios informar&atilde;o mensalmente ao Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de as gestantes acompanhadas e permitir&aacute; informar &agrave; Caixa Econ&ocirc;mica Federal as gestantes que est&atilde;o aptas a receber o aux&iacute;lio.<\/p>\n<p>Neste sistema ser&atilde;o cadastradas todas as gestantes, antes e ap&oacute;s o parto, para o adequado acompanhamento e avalia&ccedil;&atilde;o da assist&ecirc;ncia prestada &agrave;s mulheres durante o pr&eacute;-natal, parto e puerp&eacute;rio.<\/p>\n<p>Essas e outras a&ccedil;&otilde;es est&atilde;o inseridas na estrat&eacute;gia Rede Cegonha, lan&ccedil;ada pelo governo federal no come&ccedil;o de 2011, cujo principal objetivo &eacute; reduzir as mortes maternas por meio de uma rede de cuidados de assist&ecirc;ncia &agrave; mulher e ao beb&ecirc;. At&eacute; janeiro de 2012, 17 estados e 1.542 munic&iacute;pios j&aacute; aderiram &agrave; rede, totalizando 930 mil gestantes acompanhadas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Brasil deve registrar, com base nos dados de 2011, a maior redu\u00e7\u00e3o na mortalidade materna dos \u00faltimos dez anos. 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