{"id":25542,"date":"2012-03-15T00:00:00","date_gmt":"2012-03-15T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.zecadirceu.com.br\/dilma-garante-que-nao-vai-permitir-flexibilizacao-da-clt\/"},"modified":"2012-03-15T00:00:00","modified_gmt":"2012-03-15T03:00:00","slug":"dilma-garante-que-nao-vai-permitir-flexibilizacao-da-clt","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/dilma-garante-que-nao-vai-permitir-flexibilizacao-da-clt\/","title":{"rendered":"Dilma garante que n\u00e3o vai permitir flexibiliza\u00e7\u00e3o da CLT"},"content":{"rendered":"<p>&quot;No meu governo n&atilde;o vai ter reforma trabalhista. Nenhum ministro est&aacute; autorizado a falar sobre isso ou propor qualquer coisa nesse sentido&quot;.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nEsta foi a afirma&ccedil;&atilde;o mais enf&aacute;tica e determinante feita pela presidenta Dilma Rousseff depois de mais de tr&ecirc;s horas de reuni&atilde;o com representantes da CUT e das demais centrais sindicais, nesta quarta-feira (14), em Bras&iacute;lia.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nA presidenta n&atilde;o fez coment&aacute;rios nem tampouco promessas sobre a pauta dos trabalhadores, cujos principais itens s&atilde;o: isen&ccedil;&atilde;o do Imposto de Renda no recebimento de Participa&ccedil;&atilde;o dos Lucros e Resultados (PLR) e abono salarial, aumento do valor das aposentadorias; fim do fator previdenci&aacute;rio, regulamenta&ccedil;&atilde;o da terceiriza&ccedil;&atilde;o, o envio da conven&ccedil;&atilde;o 189 ao Congresso Nacional e a ratifica&ccedil;&atilde;o das conven&ccedil;&otilde;es 151 e 158, todas da OIT (Organiza&ccedil;&atilde;o Internacional do Trabalho) e reajuste salarial dos servidores p&uacute;blicos.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nAp&oacute;s a reuni&atilde;o, o presidente da CUT Nacional, Artur Henrique, afirmou que, como o governo n&atilde;o se comprometeu com a pauta dos trabalhadores, a &uacute;nica alternativa que resta &eacute; ampliar as mobiliza&ccedil;&otilde;es e manifesta&ccedil;&otilde;es de rua.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n&ldquo;Do ponto de vista concreto n&atilde;o tivemos resposta em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; pauta dos trabalhadores. Continuaremos reivindicando e exigindo respostas que at&eacute; agora n&atilde;o vieram&rdquo;, disse ele.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nNa avalia&ccedil;&atilde;o de Artur, se o movimento sindical n&atilde;o se mobilizar, se n&atilde;o pressionar, h&aacute; riscos de retrocessos. &ldquo;Os projetos de interesse dos trabalhadores continuam parados no Congresso Nacional. O que anda na Casa s&atilde;o projetos de interesse do governo e dos empres&aacute;rios&rdquo;, criticou o dirigente.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nNo caso do governo, disse o presidente da CUT, tem projetos discutidos e aprovados pelas centrais esquecidos nas gavetas dos minist&eacute;rios. Um deles &eacute; a proposta que as centrais elaboraram para regulamentar a terceiriza&ccedil;&atilde;o. Quanto &agrave; conven&ccedil;&atilde;o 158, que veda a dispensa arbitr&aacute;ria &eacute; autoaplic&aacute;vel, basta o governo encaminhar ao Congresso para aprova&ccedil;&atilde;o. Esta conven&ccedil;&atilde;o &eacute; um instrumento contra a dispensa imotivada que provoca alta rotatividade de m&atilde;o de obra e precariza das condi&ccedil;&otilde;es de trabalho.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nQuanto ao Congresso, continuou Artur, &eacute; preciso pressionar, fazer grandes mobiliza&ccedil;&otilde;es para que sejam aprovados Projetos de Lei, emendas e Medidas Provis&oacute;rias de interesse da classe trabalhadora como o Fim do Fator Previdenci&aacute;rio e a isen&ccedil;&atilde;o de I.R. na PRL. Al&eacute;m disso, &eacute; preciso cobrar dos parlamentares e exigir que se posicionem e trabalhem contra projetos como o de regulamenta&ccedil;&atilde;o da terceiriza&ccedil;&atilde;o de autoria do deputado Federal Sandro Mabel (PMDB-GO) que foi relatado pelo deputado Federal Roberto Santiago (PSD-SP), que conseguiu piorar ainda mais o original. Artur se referia ao substitutivo ao PL n&ordm; 4330 feito por Santiago que, na vis&atilde;o dele, &eacute; um retrocesso enorme na luta em defesa dos trabalhadores. &ldquo;Uma reforma trabalhista disfar&ccedil;ada&rdquo;, como disse Artur para Dilma.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nForam exatamente as cr&iacute;ticas dos sindicalistas quanto aos riscos de flexibiliza&ccedil;&atilde;o da CLT que fez a presidenta fazer a afirma&ccedil;&atilde;o mais contundente da reuni&atilde;o. Dilma garantiu que em seu governo n&atilde;o vai haver qualquer reforma trabalhista e desautorizou os ministros a propor qualquer coisa neste sentido. Outro momento importante da reuni&atilde;o foi quando a presidente reconheceu que, de tanto ouvir o dirigentes sindicais cobrarem em contrapartidas sociais,&nbsp; acabou pensando melhor sobre o assunto e decidiu que vai come&ccedil;ar a exigir isso dos empres&aacute;rios. Dilma disse que vai chamar empres&aacute;rios que recebem incentivos do governo para discutir investimentos privados. &ldquo;Este &eacute; um papel que eles t&ecirc;m de cumprir&rdquo;, disse ela.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nUm dos principais pedidos dos sindicalistas, a isen&ccedil;&atilde;o do Imposto de Renda na Participa&ccedil;&atilde;o sobre Lucros e Resultados (PLR) dos trabalhadores, foi recebido com simpatia pela presidenta. Quando os dirigentes reclamam que a taxa&ccedil;&atilde;o s&oacute; incide sobre os lucros dos funcion&aacute;rios, e n&atilde;o sobre os donos das empresas, Dilma determinou que o tema seja estudado pela equipe econ&ocirc;mica o mais rapidamente poss&iacute;vel. O ministro Guido Mantega deve marcar uma reuni&atilde;o com os dirigentes sindicais para discutir o assunto.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nDesindustrializa&ccedil;&atilde;o<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nPara a CUT, o problema est&aacute; na pol&iacute;tica macroecon&ocirc;mica &#8211; taxa de juros elevada, c&acirc;mbio desvalorizado e imenso super&aacute;vit prim&aacute;rio -, que anula os esfor&ccedil;os setoriais da retomada da ind&uacute;stria.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nSegundo Artur, n&atilde;o basta o Banco Central reduzir a taxa Selic, &eacute; preciso tomar medidas para diminuir as taxas de juros cobradas das pessoas f&iacute;sicas, dentre outras medidas que o governo precisa tomar. Neste sentido, os dirigentes CUTistas propuseram ao governo fazer uma grande confer&ecirc;ncia, com representantes do governo, das institui&ccedil;&otilde;es financeiras, do movimento sindical e da sociedade civil organizada para discutir o papel dos bancos p&uacute;blicos e privados, a administra&ccedil;&atilde;o do c&acirc;mbio, o super&aacute;vit prim&aacute;rio, taxa de investimento dentre outros itens da pauta econ&ocirc;mica que afeta a vida da classe trabalhadora.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nPela CUT, tamb&eacute;m participaram da reuni&atilde;o o secret&aacute;rio Geral, Quintino Severo, e a secret&aacute;ria da Mulher Trabalhadora, Rosane da Silva.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nSite CUT Nacional<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8220;No meu governo n\u00e3o vai ter reforma trabalhista. 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