{"id":25512,"date":"2012-03-19T00:00:00","date_gmt":"2012-03-19T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.zecadirceu.com.br\/o-futuro-do-comercio-exterior-brasileiro-por-fernando-pimentel\/"},"modified":"2012-03-19T00:00:00","modified_gmt":"2012-03-19T03:00:00","slug":"o-futuro-do-comercio-exterior-brasileiro-por-fernando-pimentel","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/o-futuro-do-comercio-exterior-brasileiro-por-fernando-pimentel\/","title":{"rendered":"O futuro do com\u00e9rcio exterior brasileiro, por Fernando Pimentel"},"content":{"rendered":"<p>&Oacute;timo artigo do Ministro do Desenvolvimento, Ind&uacute;stria e Com&eacute;rcio, Fernando Pimentel, publicado na Folha de S&atilde;o Paulo do &uacute;ltimo domingo (18) e que mostra um panorama do com&eacute;rcio exterior brasileiro.<\/p>\n<p>\nNas exporta&ccedil;&otilde;es, diversificamos os destinos; nas importa&ccedil;&otilde;es, apoiaremos a ind&uacute;stria sem criar entraves travestidos de barreiras sanit&aacute;rias ou de seguran&ccedil;a. Dezembro de 2002. Fechado o ano, a balan&ccedil;a comercial brasileira registra US$ 13 bilh&otilde;es de superavit. A corrente de com&eacute;rcio alcan&ccedil;a US$ 107,5 bilh&otilde;es.<\/p>\n<p>Dezembro de 2011. No ano, a soma de exporta&ccedil;&otilde;es e importa&ccedil;&otilde;es cresceu mais de 450%, chegando a R$ 482,29 bilh&otilde;es. O superavit &eacute; fechado em US$ 29,7 bilh&otilde;es.<\/p>\n<p>Houve uma mudan&ccedil;a de patamar.<\/p>\n<p>H&aacute; nove anos, nossas vendas se concentravam nos mercados americano e europeu, na casa de US$ 15 bilh&otilde;es cada.<\/p>\n<p>Hoje, diversificamos os destinos das exporta&ccedil;&otilde;es: a &Aacute;sia (US$ 76,6 bilh&otilde;es) e a regi&atilde;o que engloba Am&eacute;rica Latina e Caribe (US$ 57,1 bilh&otilde;es) s&atilde;o os principais mercados. Para os pa&iacute;ses africanos e para a regi&atilde;o do Oriente M&eacute;dio, houve salto substancial. Em ambos os casos, de US$ 2 bilh&otilde;es para US$ 12 bilh&otilde;es.<\/p>\n<p>As importa&ccedil;&otilde;es no per&iacute;odo tamb&eacute;m tiveram forte crescimento, com a &Aacute;sia (US$ 70 bilh&otilde;es) &agrave; frente.<\/p>\n<p>Apesar dessas altera&ccedil;&otilde;es dr&aacute;sticas -decorrentes do crescimento da economia e da atua&ccedil;&atilde;o do ex-presidente Lula, que desbravou novas fronteiras para o produto brasileiro- o pa&iacute;s convive ainda com um arcabou&ccedil;o jur&iacute;dico e institucional do passado.<\/p>\n<p>Um conjunto de medidas, capitaneadas pelo Plano Brasil Maior, no entanto, est&aacute; em curso para adequar o pa&iacute;s ao est&aacute;gio atual da economia. Todas elas respeitam as regras da Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial do Com&eacute;rcio (OMC) e espelham as melhores pr&aacute;ticas internacionais. Verdade que, em alguns casos, com quase 80 anos de atraso.<\/p>\n<p>Um exemplo: desde as d&eacute;cadas de 1930 e 1940, os Estados Unidos e o Jap&atilde;o, respectivamente, mant&ecirc;m pol&iacute;ticas de compras locais.<\/p>\n<p>A partir deste ano, o Brasil seguir&aacute; o exemplo, com uma margem de prefer&ecirc;ncia de at&eacute; 25% para o produto nacional nas compras governamentais. O percentual para t&ecirc;xteis, cal&ccedil;ados e artefatos j&aacute; foi fixado em 8% e, em breve, a margem ser&aacute; estabelecida nas &aacute;reas de sa&uacute;de e tecnologia de informa&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>Para garantir a competitividade da ind&uacute;stria nacional e atrair investimentos em &aacute;reas nas quais o pa&iacute;s n&atilde;o tem dom&iacute;nio tecnol&oacute;gico, o governo federal vem instituindo uma s&eacute;rie de desonera&ccedil;&otilde;es tribut&aacute;rias, incluindo a desonera&ccedil;&atilde;o da folha de pagamentos e a devolu&ccedil;&atilde;o ao exportador de 3% da receita das vendas de manufaturados para o mercado externo.<\/p>\n<p>Essa &uacute;ltima a&ccedil;&atilde;o tem com base em uma regra n&atilde;o escrita do com&eacute;rcio internacional adotada por todos: n&atilde;o se exporta tributos.<\/p>\n<p>H&aacute; ainda os regimes tribut&aacute;rios especiais, que diminuir&atilde;o a carga tribut&aacute;ria sobre setores estrat&eacute;gicos, como os de semicondutores e telecomunica&ccedil;&otilde;es. Em outra frente, ainda neste ano, a equipe de investigadores do Departamento de Defesa Comercial ganhar&aacute; mais 120 profissionais selecionados por concurso p&uacute;blico.<\/p>\n<p>Em um cen&aacute;rio de crise nos pa&iacute;ses centrais, cada vez mais cautelosos em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s suas economias, por que o Brasil deveria ser o &uacute;nico a n&atilde;o olhar com aten&ccedil;&atilde;o o seu mercado interno?<\/p>\n<p>O governo federal lan&ccedil;ar&aacute; m&atilde;o de todos os mecanismos que estejam previstos nas regras da OMC para fazer frente aos novos tempos e responder emergencialmente &agrave; crise, desencadeada nos Estados Unidos, em 2009, e na Europa, em 2011.<\/p>\n<p>Conv&eacute;m sempre lembrar que nenhuma das medidas adotadas impediu importa&ccedil;&otilde;es ou criou entrave ao com&eacute;rcio travestido de barreiras de seguran&ccedil;a ou sanit&aacute;rias.<\/p>\n<p>Aqui n&atilde;o h&aacute; burocracia secreta ou taxa discriminat&oacute;ria. H&aacute;, sim, a necessidade de defender a s&oacute;lida e secular ind&uacute;stria nacional do com&eacute;rcio desleal e predat&oacute;rio e de criar as condi&ccedil;&otilde;es para que ela possa se modernizar e dar o salto de qualidade rumo ao padr&atilde;o de produ&ccedil;&atilde;o do s&eacute;culo 21. O mundo mudou. O Brasil precisa acompanh&aacute;-lo.<\/p>\n<p>FERNANDO DAMATA PIMENTEL, 60, &eacute; ministro do Desenvolvimento, Ind&uacute;stria e Com&eacute;rcio Exterior. Foi prefeito de Belo Horizonte entre 2003 e 2008<\/p>\n<p>Fonte: Folha de S&atilde;o Paulo<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00d3timo artigo do Ministro do Desenvolvimento, Ind\u00fastria e Com\u00e9rcio, Fernando Pimentel, publicado na Folha de S\u00e3o Paulo do \u00faltimo domingo (18) e que mostra um panorama do com\u00e9rcio exterior brasileiro.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":25511,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[981,5246,5508],"class_list":["post-25512","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias-zeca-dirceu","tag-artigo","tag-comercio-exterior","tag-fernando-pimentel"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25512","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=25512"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25512\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/media\/25511"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=25512"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=25512"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=25512"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}