{"id":25486,"date":"2012-03-21T00:00:00","date_gmt":"2012-03-21T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.zecadirceu.com.br\/eleicoes-2012-veneno-da-midia-tem-endereco-certo\/"},"modified":"2012-03-21T00:00:00","modified_gmt":"2012-03-21T03:00:00","slug":"eleicoes-2012-veneno-da-midia-tem-endereco-certo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/eleicoes-2012-veneno-da-midia-tem-endereco-certo\/","title":{"rendered":"Elei\u00e7\u00f5es 2012: veneno da m\u00eddia tem endere\u00e7o certo"},"content":{"rendered":"<p>Boa reflex&atilde;o do companheiro Francisco Rocha, o Rochinha, sobre a atua&ccedil;&atilde;o da grande m&iacute;dia em rela&ccedil;&atilde;o ao Partido dos Trabalhadores. Leiam artigo na &iacute;ntegra:<\/p>\n<p><em>O resultado do processo eleitoral de 2012 apontar&aacute; os rumos para 2014. &Eacute; mais do que natural, portanto, que as for&ccedil;as vivas da pol&iacute;tica, representadas pelos partidos e seus l&iacute;deres, se movimentem na tentativa de garantir e ampliar espa&ccedil;os no Legislativo e no Executivo.<\/p>\n<p>Mas a luta pelo poder n&atilde;o se limita ao interesse partid&aacute;rio. Existem outros atores, t&atilde;o ou mais importantes, jogando o mesmo jogo. Com a proximidade das elei&ccedil;&otilde;es, fica mais f&aacute;cil enxerg&aacute;-los. Nesse tabuleiro est&atilde;o, entre as pe&ccedil;as de maior destaque, os movimentos sociais, o empresariado, os sindicatos, os setores religiosos, as figuras de status institucional e a chamada grande m&iacute;dia.<\/p>\n<p>&Eacute; sobre esta &uacute;ltima que eu gostaria de falar um pouco, especialmente para alertar os companheiros e as companheiras que se desesperam ou desiludem diante da avalanche di&aacute;ria de not&iacute;cias negativas contra nosso partido, nosso governo e a atividade pol&iacute;tica em geral.<\/p>\n<p>Teoricamente, os meios de comunica&ccedil;&atilde;o deveriam cumprir o papel de fomentar o debate democr&aacute;tico, se n&atilde;o com imparcialidade, ao menos com esp&iacute;rito desarmado, respeitando os fatos e produzindo relatos jornalisticamente honestos &ndash; o que faria um bem enorme n&atilde;o s&oacute; ao pa&iacute;s e &agrave; Democracia, mas tamb&eacute;m, acredito eu, aos pr&oacute;prios ve&iacute;culos.<\/p>\n<p>Infelizmente, n&atilde;o cabem ilus&otilde;es a esse respeito. J&aacute; sabemos por antecipa&ccedil;&atilde;o que em 2012, como em 2010, 2008, 2006, 2004&#8230;, v&aacute;rios setores da grande imprensa brasileira ir&atilde;o cerrar fileiras contra os candidatos do PT e seus aliados, sobretudo nos grandes centros, usando conhecidas t&aacute;ticas de desinforma&ccedil;&atilde;o e manipula&ccedil;&atilde;o, requentando antigas &ldquo;den&uacute;ncias&rdquo; e se pautando pela m&aacute;xima do &ldquo;Velho Guerreiro&rdquo;, aquele que veio ao mundo para confundir, n&atilde;o explicar.<\/p>\n<p>Nos &uacute;ltimos dias, a imprensa tem se dedicado a fomentar a disc&oacute;rdia em todos os n&iacute;veis da atividade pol&iacute;tica. Quem acompanha esse tipo de notici&aacute;rio fica com a impress&atilde;o de que estamos diante de uma guerra generalizada. Rep&oacute;rteres e comentaristas falam de governo versus Congresso; governo versus PT; Lulistas versus Dilmistas; PT versus partidos da base; e at&eacute; PT versus PT.<\/p>\n<p>N&atilde;o h&aacute; nada de novo nisso, mas o que mais me incomoda, em toda essa confus&atilde;o, &eacute; o profundo desconhecimento de como funciona o PT.<\/p>\n<p>Por isso, perdoem o tom did&aacute;tico, mas sou obrigado a come&ccedil;ar do come&ccedil;o.<\/p>\n<p>O PT &eacute; composto por v&aacute;rias correntes de pensamento. A maior delas &eacute; a Construindo um Novo Brasil (CNB), da qual sou coordenador nacional.<\/p>\n<p>A CNB, na composi&ccedil;&atilde;o interna de for&ccedil;as, faz parte da chapa &ldquo;O Partido que Muda o Brasil&rdquo; (PMB), que, ao lado das tend&ecirc;ncias Novos Rumos e PT de Luta e de Massas (PTLM), det&eacute;m maioria num&eacute;rica no Diret&oacute;rio Nacional, na Executiva Nacional e nas bancadas da C&acirc;mara e do Senado.<\/p>\n<p>Na CNB, como nas demais correntes, se discutem id&eacute;ias. N&atilde;o existe centraliza&ccedil;&atilde;o nem busca por hegemonia. Embora sejamos majorit&aacute;rios, trabalhamos sempre na perspectiva de constru&ccedil;&atilde;o de consenso em nome daquilo que realmente importa: a unidade partid&aacute;ria necess&aacute;ria para garantir a continuidade de nosso projeto pol&iacute;tico vitorioso.<\/p>\n<p>H&aacute; provas concretas a esse respeito. Por exemplo: no ano passado, foi a CNB quem tomou a iniciativa de indicar, para a presid&ecirc;ncia nacional do PT, o companheiro Rui Falc&atilde;o, que milita entre os quadros da tend&ecirc;ncia Novos Rumos. Seu nome, nunca &eacute; demais lembrar, foi aclamado por unanimidade pelo Diret&oacute;rio Nacional, em vota&ccedil;&atilde;o hist&oacute;rica que contou com o valoroso testemunho de toda a imprensa.<\/p>\n<p>Tamb&eacute;m em 2011, quando da escolha do nome petista para disputar a Presid&ecirc;ncia da C&acirc;mara dos Deputados, nossa chapa fez uma discuss&atilde;o altamente democr&aacute;tica em torno dos nomes de Jo&atilde;o Paulo Cunha (CNB), C&acirc;ndido Vacarezza (Novos Rumos) e Marco Maia (ligado a uma corrente menor do Rio Grande do Sul, a A&ccedil;&atilde;o Democr&aacute;tica). Havia ainda o nome de Arlindo Chinaglia, da corrente Movimento PT. No final, prevaleceu a indica&ccedil;&atilde;o do companheiro Marco Maia &ndash; resultado respeitado por todos os integrantes da CNB, da chapa e demais petistas com direito a voto na elei&ccedil;&atilde;o da Mesa.<\/p>\n<p>No jogo de composi&ccedil;&otilde;es internas, que n&atilde;o &eacute; uma anomalia, como faz crer a imprensa, mas sim a ess&ecirc;ncia da pol&iacute;tica, o mundo vive dando voltas, e comete um grande erro quem tenta analisar a conjuntura observando apenas o fato isolado.<\/p>\n<p>H&aacute; quem diga que a escolha do companheiro Arlindo Chinaglia para l&iacute;der o governo, ocorrida nesta semana, &ldquo;isola&rdquo; e &ldquo;enfraquece&rdquo; a CNB &ndash; ou o presidente Lula. Aos que pensam assim, gostaria de informar que um dos principais defensores internos do nome de Chinaglia, na disputa do ano passado, foi o deputado Odair Cunha (MG), que &eacute;, pasmem!, da CNB.<\/p>\n<p>Da mesma maneira, quando Chinaglia concorreu e ganhou a Presid&ecirc;ncia da C&acirc;mara, em 2007, o coordenador de sua campanha foi, pasmem de novo, C&acirc;ndido Vacarezza!<\/p>\n<p>Eu poderia me estender longamente sobre v&aacute;rios outros epis&oacute;dios, mas acredito que esses tr&ecirc;s casos d&atilde;o bem a medida de como funciona a democracia interna no PT.<\/p>\n<p>As correntes tem seu calend&aacute;rio de discuss&atilde;o, cujo car&aacute;ter deve ser mais conjuntural e de orienta&ccedil;&atilde;o partid&aacute;ria do que de decis&atilde;o ou imposi&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica ao Legislativo e ao Executivo. Enquadrar as bancadas na l&oacute;gica das tend&ecirc;ncias constitui, em minha opini&atilde;o, um equ&iacute;voco pol&iacute;tico prim&aacute;rio.<\/p>\n<p>&Eacute; claro que governantes e parlamentares petistas precisam considerar o programa do partido. Mas a boa atua&ccedil;&atilde;o governamental, e mesmo parlamentar, exige a amplia&ccedil;&atilde;o desse debate, com respeito &agrave;s demais for&ccedil;as pol&iacute;ticas, econ&ocirc;micas e sociais, sobretudo as que nos ajudam a governar.<\/p>\n<p>N&atilde;o existe, na CNB, na chapa, na bancada ou na base, diverg&ecirc;ncias de fundo ou de concep&ccedil;&atilde;o quanto ao projeto de pa&iacute;s iniciado no governo Lula e que segue firme sob a batuta da presidenta Dilma Rousseff.<\/p>\n<p>Existem, sim, disputas e reivindica&ccedil;&otilde;es leg&iacute;timas por espa&ccedil;os na gest&atilde;o, na defini&ccedil;&atilde;o de projetos e na participa&ccedil;&atilde;o efetiva no governo &ndash; o que vale tanto para o PT como para os aliados. Trata-se de um processo permanente de composi&ccedil;&atilde;o e acomoda&ccedil;&atilde;o de for&ccedil;as, que vai agregando elementos novos a cada dia. Quando esses elementos n&atilde;o est&atilde;o bem articulados, quando h&aacute; mais desencontro que entendimento, quando os interesses pessoais se sobrep&otilde;em ao projeto coletivo, ent&atilde;o surgem as &ldquo;crises&rdquo; como a que assistimos agora. Sim, a &ldquo;crise&rdquo; &eacute; real e demanda corre&ccedil;&atilde;o urgente de rumos.<\/p>\n<p>A m&iacute;dia, no entanto, al&eacute;m de operar para confundir a opini&atilde;o p&uacute;blica, ainda trata esses movimentos reivindicat&oacute;rios como se fossem a&ccedil;&otilde;es criminosas.<\/p>\n<p>Pode-se criticar a conforma&ccedil;&atilde;o do sistema pol&iacute;tico brasileiro. Enquanto o sistema n&atilde;o muda, por&eacute;m, n&atilde;o h&aacute; como governar fora dele. Ou os jornais e seus articulistas acham mesmo que ser&iacute;amos ing&ecirc;nuos ao ponto de ganhar uma elei&ccedil;&atilde;o e depois chamar a oposi&ccedil;&atilde;o para ocupar os cargos? A imprensa sabe que n&atilde;o. Por isso vive de espalhar intrigas, fofocas, mentiras, na expectativa de que os petistas escorreguem em tais cascas de banana (o que, para meu desgosto, acontece com alguma freq&uuml;&ecirc;ncia&#8230;).<br \/>\nNo mais, n&atilde;o foi o PT que inventou os mecanismos de governabilidade que est&atilde;o a&iacute; e que a m&iacute;dia hoje considera esp&uacute;rios (ali&aacute;s, apenas quando se trata do governo federal&#8230;). N&oacute;s, ao contr&aacute;rio, insistimos h&aacute; muitos anos na urg&ecirc;ncia de uma reforma pol&iacute;tica que fa&ccedil;a a democracia brasileira avan&ccedil;ar tamb&eacute;m nesse campo. Infelizmente, temos sido voz quase isolada.<\/em><\/p>\n<p><em>Francisco Rocha &eacute; coordenador da tend&ecirc;ncia mais forte do PT, a Construindo um Novo Brasil (CNB)<\/em><\/p>\n<p>\nFonte: Blog Mandacaru<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Boa reflex\u00e3o do companheiro Francisco Rocha, o Rochinha, sobre a atua\u00e7\u00e3o da grande m\u00eddia em rela\u00e7\u00e3o ao Partido dos Trabalhadores. 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