{"id":24908,"date":"2012-05-17T00:00:00","date_gmt":"2012-05-17T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.zecadirceu.com.br\/aos-38-anos-itaipu-e-uma-gigante-que-nao-para-de-crescer\/"},"modified":"2012-05-17T00:00:00","modified_gmt":"2012-05-17T03:00:00","slug":"aos-38-anos-itaipu-e-uma-gigante-que-nao-para-de-crescer","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/aos-38-anos-itaipu-e-uma-gigante-que-nao-para-de-crescer\/","title":{"rendered":"Aos 38 anos, Itaipu \u00e9 uma gigante que n\u00e3o para de crescer"},"content":{"rendered":"<p>Sexta-feira, 17 de maio de 1974. Um dia que viria a ser comemorado por muita gente &ndash; inclusive, gente que ainda nem tinha nascido. Naquele dia, h&aacute; 38 anos, o ent&atilde;o presidente do Brasil, Ernesto Geisel, encontrou-se com o presidente paraguaio, Alfredo Stroessner, &agrave;s margens do Rio Paran&aacute;, para criar a Itaipu Binacional, usina hidrel&eacute;trica que viria a ser a maior do planeta em produ&ccedil;&atilde;o de energia. A &ldquo;nossa&rdquo; Itaipu.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nUm projeto de tamanha magnitude, que implicaria no desvio do curso natural do 14&ordm; rio mais longo do mundo, n&atilde;o nasceu pronto. Exigiu estudos que come&ccedil;aram quase dez anos antes, em 1965, com as negocia&ccedil;&otilde;es entre as chancelarias brasileira e paraguaia. E os estudos logo comprovaram que aquele ponto seria ideal para construir o projeto que garantiria a energia necess&aacute;ria para o Brasil e o Paraguai crescerem.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nQuem passeia pela usina hoje e se encanta com a tranquilidade das vias, o ru&iacute;do das &aacute;guas e os animais que surgem aqui e ali mal consegue imaginar o formigueiro humano que havia no local h&aacute; menos de quatro d&eacute;cadas. Somente vendo as fotos da &eacute;poca &eacute; poss&iacute;vel compreender exatamente o que significou mudar o caminho das &aacute;guas para construir o gigante de concreto e a&ccedil;o que abriga, hoje, 20 unidades geradoras.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nMais dif&iacute;cil ainda &eacute; acreditar que em menos de dez anos depois do in&iacute;cio das obras, a usina j&aacute; gerava energia. Para isso, foi necess&aacute;rio trabalhar noite e dia, sem feriados, com muito planejamento e uma sucess&atilde;o de recordes de lan&ccedil;amento de concreto num &uacute;nico dia, m&ecirc;s ou ano.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nOs n&uacute;meros eram t&atilde;o grandiosos quanto a constru&ccedil;&atilde;o: 1,2 milh&atilde;o de folhas de desenhos e listas de materiais; nove mil resid&ecirc;ncias constru&iacute;das no Brasil e no Paraguai; uma frota de 37 mil ve&iacute;culos, entre carros, caminh&otilde;es e vag&otilde;es ferrovi&aacute;rios; 34 milh&otilde;es de ovos consumidos e 2,2 milh&otilde;es de atendimentos m&eacute;dicos e odontol&oacute;gicos num &uacute;nico ano.<br \/>\n&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<br \/>\nE, coroando todos esses valores, est&atilde;o os 94,6 bilh&otilde;es de quilowatts-hora produzidos em 2008, que garantem &agrave; Itaipu, at&eacute; hoje, o t&iacute;tulo de maior geradora de energia de todo o planeta.<br \/>\n&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<br \/>\n<strong>Esp&iacute;rito jovem<\/strong><br \/>\nSe a Itaipu nasceu para unir, no come&ccedil;o, dividiu: o in&iacute;cio de tudo foi escava&ccedil;&atilde;o de um enorme canal, por onde passariam as &aacute;guas enquanto, no leito original do rio, milhares de homens trabalhariam para erguer a hidrel&eacute;trica. A &ldquo;ilha&rdquo; que se v&ecirc; hoje das janelas do Edif&iacute;cio da Produ&ccedil;&atilde;o &eacute; a prova viva desse passado, cortando em dois o leito do Rio Paran&aacute;.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nDesviado o rio, erguida a estrutura, come&ccedil;aram a chegar as gigantescas pe&ccedil;as das unidades geradoras, em viagens que podiam levar meses. Ent&atilde;o, em dia 5 de maio de 1984, menos de dez anos depois de criada, Itaipu deixou de ser apenas uma grande obra para tornar-se uma hidrel&eacute;trica, come&ccedil;ando a produ&ccedil;&atilde;o industrial de energia da primeira unidade instalada.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nDo primeiro giro da primeira unidade at&eacute; hoje, em seu anivers&aacute;rio de 38 anos, Itaipu n&atilde;o parou de crescer. De bra&ccedil;os abertos, ampliou os investimentos e hoje gera, al&eacute;m de energia, desenvolvimento sustent&aacute;vel para milhares de pessoas no Brasil e no Paraguai. Promove o turismo, as energias renov&aacute;veis, a tecnologia e o bem-estar da popula&ccedil;&atilde;o &ndash; sem jamais abandonar seu objetivo inicial.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nTanto &eacute; que, em 2012, Itaipu pode vir a bater o pr&oacute;prio recorde de produ&ccedil;&atilde;o de energia. Os primeiros quatro meses do ano j&aacute; apontam crescimento em rela&ccedil;&atilde;o ao ano em que foi alcan&ccedil;ada a maior produ&ccedil;&atilde;o. Impressionante? Talvez. Mas, para uma usina acostumada a grandes n&uacute;meros, &eacute; apenas mais um desafio a superar. E, se depender do orgulho e do trabalho de cada um de seus empregados, o mundo pode se preparar: mesmo aos 38, a Itaipu ainda est&aacute; longe de descansar.<\/p>\n<p>FONTE: ASCOM Itaipu<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sexta-feira, 17 de maio de 1974. Um dia que viria a ser comemorado por muita gente \u2013 inclusive, gente que ainda nem tinha nascido. 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