{"id":24626,"date":"2012-06-19T00:00:00","date_gmt":"2012-06-19T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.zecadirceu.com.br\/ibge-indicadores-identificam-avancos-em-sustentabilidade-no-brasil\/"},"modified":"2012-06-19T00:00:00","modified_gmt":"2012-06-19T03:00:00","slug":"ibge-indicadores-identificam-avancos-em-sustentabilidade-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/ibge-indicadores-identificam-avancos-em-sustentabilidade-no-brasil\/","title":{"rendered":"IBGE: Indicadores identificam avan\u00e7os em sustentabilidade no Brasil"},"content":{"rendered":"<p>Os Indicadores de Desenvolvimento Sustent&aacute;vel &#8211; IDS 2012, que o IBGE divulgado durante a Rio +20, tra&ccedil;am um panorama do Pa&iacute;s, em quatro dimens&otilde;es: ambiental, social, econ&ocirc;mica e institucional. Os 62 indicadores, produzidos ou reunidos pelo IBGE, mostram ganhos e fragilidades.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nEntre os ganhos, incluem-se: a redu&ccedil;&atilde;o, em seis anos, de cerca de 77% no desmatamento bruto anual da Amaz&ocirc;nia Legal, o aumento do n&uacute;mero de &aacute;reas protegidas, a queda da mortalidade infantil, pela metade, em uma d&eacute;cada, e o acesso crescente &agrave;s redes de &aacute;gua e esgoto e aos servi&ccedil;os de coleta de lixo.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nQuase metade dos indicadores aponta resultados favor&aacute;veis, parte deles com algum tipo de ressalva. No cap&iacute;tulo relativo ao desmatamento, faz-se um alerta em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; Mata Atl&acirc;ntica &ndash; s&oacute; restam 12% de sua &aacute;rea preservada com preocupa&ccedil;&atilde;o para o maior n&uacute;mero de esp&eacute;cies amea&ccedil;adas de extin&ccedil;&atilde;o. H&aacute;, no entanto, defici&ecirc;ncias como &eacute; o caso da coleta, destina&ccedil;&atilde;o ou tratamento adequado de &aacute;gua, esgoto e lixo, que apresentaram baixos &iacute;ndices. O saneamento &eacute; considerado um dos maiores desafios.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nEste quadro traz graves conseq&uuml;&ecirc;ncias, segundo o IBGE como o elevado n&uacute;mero de doen&ccedil;as, mais comuns no Norte e no Nordeste, crescentes amea&ccedil;as aos biomas e esp&eacute;cies brasileiras sob perigo de extin&ccedil;&atilde;o. Embora o n&iacute;vel de reciclagem seja considerado elevado, est&aacute; sempre mais associado a atividades de catadores do que a coleta seletiva. A maioria dos poluentes do ar, em &aacute;reas urbanas, registrou tend&ecirc;ncia estacion&aacute;ria ou de decl&iacute;nio, mas os valores ainda s&atilde;o altos em algumas cidades e regi&otilde;es metropolitanas, acima at&eacute; dos padr&otilde;es estabelecidos.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nOutra duas fragilidades apontadas pelo IBGE s&atilde;o a perman&ecirc;ncia das desigualdades socioecon&ocirc;micas e de g&ecirc;nero e as altas taxas de homic&iacute;dios e de acidentes de transportes.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nA reflex&atilde;o sobre o meio ambiente abre a pesquisa. No levantamento de 20 indicadores que avaliam diretamente a qualidade do ar, terras e &aacute;guas, a Dimens&atilde;o Ambiental do IDS &ndash; 2012 retoma temas de debate constante, como o do uso de agrot&oacute;xicos. Mas, a complexidade da quest&atilde;o ecol&oacute;gica tamb&eacute;m pode ser avaliada no &acirc;mbito de um tema menos explorado, o das esp&eacute;cies invasoras, que podem se transformar ainda em pragas agr&iacute;colas ou vetores de doen&ccedil;as, tal como aconteceu com o mosquito da dengue, origin&aacute;rio da &Aacute;frica.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nVeja os principais temas:<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n&#8211; Dimens&atilde;o Ambiental: no per&iacute;odo 1992-2010, 90% de redu&ccedil;&atilde;o do consumo das subst&acirc;ncias destruidoras da camada de oz&ocirc;nio<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n&#8211; O modelo de desenvolvimento da agricultura brasileira, centrado em ganhos de produtividade, tem gerado aumento crescente do uso de fertilizantes e agrot&oacute;xicos.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n&#8211; Desflorestamento da Amaz&ocirc;nia cai. Na Mata Atl&acirc;ntica, sobram menos de 12% de &aacute;rea florestal. Fauna e flora t&ecirc;m mais de mil esp&eacute;cies amea&ccedil;adas, 544 s&oacute; na Mata Atl&acirc;ntica. A fauna brasileira tem 627 esp&eacute;cies amea&ccedil;adas de extin&ccedil;&atilde;o, metade das quais &ldquo;vulner&aacute;vel&rdquo;, ou seja, com risco de extin&ccedil;&atilde;o na natureza, a m&eacute;dio prazo. No esfor&ccedil;o de manuten&ccedil;&atilde;o da biodiversidade, &eacute; fundamental a delimita&ccedil;&atilde;o de &aacute;reas protegidas &#8211; Unidades de Conserva&ccedil;&atilde;o (UCs) e Reservas Particulares do Patrim&ocirc;nio Natural (RPPNs)<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n&#8211; Redes de &aacute;gua e esgoto se expandem no Pa&iacute;s, mas ainda apresentam defici&ecirc;ncias<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nAcesso a sistema de abastecimento de &aacute;gua, acesso a esgotamento sanit&aacute;rio e tratamento do esgoto, coleta e destina&ccedil;&atilde;o final do lixo s&atilde;o os indicadores de saneamento. A an&aacute;lise do acesso &agrave; rede geral de &aacute;gua mostra que tem crescido continuamente o percentual da popula&ccedil;&atilde;o com abastecimento adequado: 93,1% na zona urbana em 2009.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n&#8211; Coleta de lixo para quase toda a popula&ccedil;&atilde;o urbana (98,2%), mas com muita desigualdade regional na destina&ccedil;&atilde;o O indicador de acesso a servi&ccedil;o de coleta de lixo dom&eacute;stico apresenta resultados mais favor&aacute;veis ao desenvolvimento sustent&aacute;vel que os demais indicadores de saneamento. Em 2009, 98,2% dos moradores em &aacute;reas urbanas tiveram seu lixo coletado.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n&#8211; Dimens&atilde;o Econ&ocirc;mica: aumentam reciclagem e consumo de energia, mas sobe participa&ccedil;&atilde;o de fontes n&atilde;o renov&aacute;veis na produ&ccedil;&atilde;o energ&eacute;tica. Consumo de energia per capita alcan&ccedil;a o patamar mais alto em oito anos: 52,9 GJ\/hab. A participa&ccedil;&atilde;o das fontes renov&aacute;veis na produ&ccedil;&atilde;o de energia &eacute; de 45,5%<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n&#8211; Dimens&atilde;o Institucional: organiza&ccedil;&otilde;es da sociedade civil apresentam forte crescimento, 270%<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n&#8211; Dimens&atilde;o Social: desigualdades regionais, por g&ecirc;nero e cor ou ra&ccedil;a ainda se mant&ecirc;m, apesar dos avan&ccedil;os sociais.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n&#8211; A taxa de mortalidade infantil caiu de 29,7&permil; (por mil) em 2000 para 15,6&permil; em 2010, uma diminui&ccedil;&atilde;o de 47,5%. As regi&otilde;es Nordeste e Norte apresentaram taxas superiores &agrave; nacional (18,5&permil; e 18,1&permil;, respectivamente), enquanto Sul (12,6&permil;), Sudeste (13,1&permil;) e Centro-Oeste (14,2&permil;) encontram-se abaixo da m&eacute;dia brasileira.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n&#8211; Mesmo apresentando tend&ecirc;ncia de decl&iacute;nio a partir de 1993 (732,8 por 100 mil habitantes), o n&uacute;mero de interna&ccedil;&otilde;es por doen&ccedil;as relacionadas ao saneamento ambiental inadequado (DRSAI) ainda &eacute; elevado. Em 2010, ocorreram 320,6 casos por 100 mil habitantes, uma redu&ccedil;&atilde;o de aproximadamente 50%.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n&#8211; Percentual da popula&ccedil;&atilde;o adulta com ensino fundamental incompleto cai. Entre 1992 e 2009, houve aumento de 59,7% para 85,2% na taxa de frequ&ecirc;ncia bruta &agrave; escola dos estudantes de 15 a 17 anos.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n&#8211; Rond&ocirc;nia tem 11,9% de domic&iacute;lios adequados; no DF s&atilde;o 80,6%. O n&uacute;mero de domic&iacute;lios adequados (com at&eacute; dois moradores por dormit&oacute;rio e que possuem os servi&ccedil;os de coleta de lixo, abastecimento de &aacute;gua por rede geral e esgotamento sanit&aacute;rio por rede coletora ou fosse s&eacute;ptica) cresceu entre 1992 e 2009, passando de 36,8% para 56,8%.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n&#8211; Taxas de homic&iacute;dios do pa&iacute;s s&atilde;o elevadas, decorr&ecirc;ncia da alta e crescente taxa na popula&ccedil;&atilde;o masculina. No per&iacute;odo de 1992 a 2009, ocorreu um aumento no coeficiente de mortalidade por homic&iacute;dios, de 19,2 para 27,1 homic&iacute;dios por 100 mil habitantes. O coeficiente de mortalidade por acidentes de transporte tem se mantido elevado durante todo o per&iacute;odo. O ano de 2000 registrou o menor n&uacute;mero de &oacute;bitos por 100 mil habitantes da s&eacute;rie hist&oacute;rica (17,4), enquanto o ano com maior n&uacute;mero de ocorr&ecirc;ncias foi 1996 (22,6).<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n(PT no Senado com informa&ccedil;&otilde;es da Comunica&ccedil;&atilde;o Social do IBGE)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os Indicadores de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel &#8211; IDS 2012, que o IBGE divulgado durante a Rio +20, tra\u00e7am um panorama do Pa\u00eds, em quatro dimens\u00f5es: ambiental, social, econ\u00f4mica e institucional. 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