{"id":24318,"date":"2012-07-20T00:00:00","date_gmt":"2012-07-20T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.zecadirceu.com.br\/crescimento-economico-inclusivo-retira-27-milhoes-da-pobreza\/"},"modified":"2012-07-20T00:00:00","modified_gmt":"2012-07-20T03:00:00","slug":"crescimento-economico-inclusivo-retira-27-milhoes-da-pobreza","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/crescimento-economico-inclusivo-retira-27-milhoes-da-pobreza\/","title":{"rendered":"Crescimento econ\u00f4mico inclusivo retira 2,7 milh\u00f5es da pobreza"},"content":{"rendered":"<p>Um modelo de crescimento econ&ocirc;mico inclusivo reduziu a pobreza e a desigualdade no Brasil entre 2003 e 2009, de acordo com o estudo da Organiza&ccedil;&atilde;o Internacional do Trabalho (OIT), Perfil do Trabalho Decente no Brasil: um Olhar sobre as Unidades da Federa&ccedil;&atilde;o, divulgado nessa quinta-feira (19). De acordo com o relat&oacute;rio, 2,7 milh&otilde;es de pessoas sa&iacute;ram da situa&ccedil;&atilde;o de pobreza no per&iacute;odo.<\/p>\n<p>Apesar da crise financeira internacional, diz a OIT, o Brasil manteve a trajet&oacute;ria de decl&iacute;nio da taxa de desemprego e aumentou a formaliza&ccedil;&atilde;o. Entre 2003 e 2010, foram gerados 15,3 milh&otilde;es de postos formais de trabalho &#8211; 53,6% mais em oito anos. A expans&atilde;o do emprego formal se deu de forma generalizada em todo o Pa&iacute;s, sendo mais expressiva nas regi&otilde;es mais pobres e caracterizadas por mercados de trabalho menos estruturados, como nas regi&otilde;es Norte (85,7%) e Nordeste (64,9%).<\/p>\n<p><strong>Trabalho decente<\/strong>&nbsp;&#8211; Os avan&ccedil;os se verificaram nas dez dimens&otilde;es do trabalho decente analisadas pelo relat&oacute;rio: oportunidades de emprego; rendimentos adequados e trabalho produtivo; jornada de trabalho decente; combina&ccedil;&atilde;o entre trabalho, vida pessoal e vida familiar; trabalho a ser abolido; estabilidade e seguran&ccedil;a no trabalho; igualdade de oportunidades e de tratamento no emprego; ambiente de trabalho seguro; seguridade e di&aacute;logo social e representa&ccedil;&atilde;o de trabalhadores e empregadores.<\/p>\n<p>V&aacute;rios deles foram mais acentuados nas regi&otilde;es mais pobres do Pa&iacute;s e em grupos em situa&ccedil;&atilde;o de maior desvantagem no mercado de trabalho, como as mulheres e os negros. Como resultado, de acordo com a OIT, diminu&iacute;ram as desigualdades de g&ecirc;nero, ra&ccedil;a e entre as regi&otilde;es do pa&iacute;s.<br \/>\nEntre 2004 e 2009, o n&uacute;mero de crian&ccedil;as e adolescentes ocupados caiu de 11,8% para 9,8%. &ldquo;O Brasil &eacute; destaque internacional na erradica&ccedil;&atilde;o do trabalho infantil. A OIT apoia a dissemina&ccedil;&atilde;o das experi&ecirc;ncias brasileiras nessa &aacute;rea&rdquo;, afirma a diretora do escrit&oacute;rio da ag&ecirc;ncia no Pa&iacute;s, La&iacute;s Abramo. Uma das principais a&ccedil;&otilde;es do Brasil para enfrentar o problema &eacute; o&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.mds.gov.br\/assistenciasocial\/peti\/\" target=\"_blank\">Programa de Erradica&ccedil;&atilde;o do Trabalho Infantil (Peti)<\/a>, do Minist&eacute;rio do Desenvolvimento Social e Combate &agrave; Fome (MDS).<\/p>\n<p>De acordo com o relat&oacute;rio da OIT, quase dois ter&ccedil;os (65,8%) das crian&ccedil;as que trabalhavam em 2009 residiam em &aacute;reas urbanas e 34,2% em zonas rurais.<\/p>\n<p>O trabalho infantil diminuiu em todos os grupos et&aacute;rios. Na faixa de 5 a 9 anos, a propor&ccedil;&atilde;o de crian&ccedil;as ocupadas caiu de 1,4% para 0,8%. Entre os 10 e os 13 anos, a redu&ccedil;&atilde;o foi de 8,4% para 5,7%. Destaque, nessa faixa et&aacute;ria, para a &aacute;rea rural, onde foi de 25,1% para 15,6%. Entre jovens de 14 e 15 anos, o &iacute;ndice baixou de 19,9% para 16,1%. De 16 e 17 anos, passou de 35,1% para 32,1%.<\/p>\n<p><strong>Diminui o percentual de trabalhadores pobres<\/strong><\/p>\n<p>Entre 2004 e 2009, reduziu-se de 7,6% para 6,6% a propor&ccedil;&atilde;o de trabalhadores pobres no Pa&iacute;s, ou seja, pessoas ocupadas que viviam em domic&iacute;lios com rendimento per capita mensal de at&eacute; um quarto do sal&aacute;rio m&iacute;nimo. A redu&ccedil;&atilde;o foi de 0,9 ponto percentual tanto entre os homens (de 7,9% para 7%) quanto entre as mulheres (de 7,1% para 6,2%). O decl&iacute;nio da propor&ccedil;&atilde;o de trabalhadores pobres foi maior entre a popula&ccedil;&atilde;o ocupada negra (2 pontos percentuais) do que entre a branca (0,4 ponto percentual).<\/p>\n<p>De acordo com o estudo da OIT, a redu&ccedil;&atilde;o da pobreza esteve diretamente associada ao aumento real dos rendimentos do trabalho, sobretudo do sal&aacute;rio m&iacute;nimo, e &agrave; amplia&ccedil;&atilde;o da cobertura dos programas de transfer&ecirc;ncia de renda e de previd&ecirc;ncia e assist&ecirc;ncia social.<\/p>\n<p><strong>Menos acidentes de trabalho<\/strong><\/p>\n<p>O n&uacute;mero de acidentes de trabalho registrados no Pa&iacute;s declinou de 756 mil, em 2008, para 701 mil, em 2010, o que significou uma redu&ccedil;&atilde;o de 7,2% em dois anos. Em decorr&ecirc;ncia dessa redu&ccedil;&atilde;o, a Taxa de Incid&ecirc;ncia de Acidentes do Trabalho, que era de aproximadamente 23 por mil v&iacute;nculos empregat&iacute;cios em 2008, declinou para 21,6 em 2009 e para 19,1 em 2010.<br \/>\nTamb&eacute;m houve uma redu&ccedil;&atilde;o de 3,7% dos &oacute;bitos decorrentes de acidentes de trabalho entre 2008 e 2010 (de 2.817 para 2.712).<\/p>\n<p><strong>Negocia&ccedil;&otilde;es asseguram aumentos reais de sal&aacute;rio<\/strong><\/p>\n<p>De acordo com a OIT, uma parcela expressiva das negocia&ccedil;&otilde;es coletivas no Brasil obteve reajustes reais de sal&aacute;rio entre 2004 e 2010. O movimento em favor dos trabalhadores foi maior no ano retrasado, quando quase 89% das negocia&ccedil;&otilde;es superaram a infla&ccedil;&atilde;o medida pelo &Iacute;ndice Nacional de Pre&ccedil;os ao Consumidor (INPC). Entre 1996 e 2003, apenas por duas vezes essa propor&ccedil;&atilde;o superou 50%.<\/p>\n<p>Os setores de atividade com maior aumento salarial por negocia&ccedil;&atilde;o coletiva em 2010 foram: com&eacute;rcio, com 95,7% de reajustes acima da infla&ccedil;&atilde;o; ind&uacute;stria, com 90,5%; e servi&ccedil;os, com 82,8%.<\/p>\n<p>O rendimento m&eacute;dio real dos trabalhadores cresceu continuamente, passando de R$ 896 para R$ 1.071 entre 2004 e 2009 (aumento real de 19,5% em cinco anos).<\/p>\n<p>Por &nbsp;&gt;&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.secom.gov.br\/\">http:\/\/www.secom.gov.br<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um modelo de crescimento econ\u00f4mico inclusivo reduziu a pobreza e a desigualdade no Brasil entre 2003 e 2009, de acordo com o estudo da Organiza\u00e7\u00e3o Internacional do Trabalho (OIT), Perfil do Trabalho Decente no Brasil: um Olhar sobre as Unidades da Federa\u00e7\u00e3o, divulgado nessa quinta-feira (19). De acordo com o relat\u00f3rio, 2,7 milh\u00f5es de pessoas sa\u00edram da situa\u00e7\u00e3o de pobreza no per\u00edodo.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":24317,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[2378,1100,1717,2240,902,81,5099],"class_list":["post-24318","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias-zeca-dirceu","tag-crescimento","tag-economico","tag-internacional","tag-organizacao","tag-pobreza","tag-trabalho","tag-unidades-da-federacao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/24318","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=24318"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/24318\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/media\/24317"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=24318"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=24318"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=24318"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}