{"id":17421,"date":"2014-12-24T00:00:00","date_gmt":"2014-12-24T02:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.zecadirceu.com.br\/populacao-de-santa-terezinha-do-itaipu-conquista-novo-onibus-escolar\/"},"modified":"2024-12-10T17:45:17","modified_gmt":"2024-12-10T20:45:17","slug":"populacao-de-santa-terezinha-do-itaipu-conquista-novo-onibus-escolar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/populacao-de-santa-terezinha-do-itaipu-conquista-novo-onibus-escolar\/","title":{"rendered":"O que n\u00e3o est\u00e3o contando para voc\u00ea sobre a crise mundial do petr\u00f3leo"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Em sua eterna luta para jogar mais sombras onde j&aacute; n&atilde;o existe luz, a imprensa brasileira est&aacute; ignorando o fato mais importante do ano na economia mundial: a dram&aacute;tica queda do pre&ccedil;o do petr&oacute;leo.&nbsp;&Eacute; um fato que ter&aacute; impactos brutais no mundo globalizado, mas a m&iacute;dia nacional prefere centrar seus holofotes na Petrobras, como se se tratasse de um caso &uacute;nico de depress&atilde;o num ambiente de extrema alegria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Desde junho, quando atingiu o pico de 115 d&oacute;lares o barril, o pre&ccedil;o do petr&oacute;leo caiu pela metade. Nesta semana, o barril est&aacute; sendo vendido na casa dos 60 d&oacute;lares.&nbsp;V&aacute;rios fatores se somaram para que isso acontecesse, mas voc&ecirc; pode resumir a explica&ccedil;&atilde;o na tradicional lei da demanda e da oferta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A produ&ccedil;&atilde;o de petr&oacute;leo, hoje, supera amplamente o consumo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Isso est&aacute; ligado &agrave; crise econ&ocirc;mica mundial. Com sua economia se desacelerando, a China consome hoje muito menos petr&oacute;leo do que fazia. O mesmo ocorre com outra pot&ecirc;ncia, a Alemanha.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os Estados Unidos, tradicionalmente os maiores importadores, est&aacute; quase auto-suficiente, gra&ccedil;as ao &ldquo;shale oil&rdquo; &mdash; saudado como uma revolu&ccedil;&atilde;o no campo energ&eacute;tico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Trata-se, essencialmente, da extra&ccedil;&atilde;o de g&aacute;s e petr&oacute;leo do xisto, um tipo de rocha.&nbsp;Reduzida a demanda, era esperado que a OPEP, a organiza&ccedil;&atilde;o que congrega os maiores exportadores, baixasse sua produ&ccedil;&atilde;o, para defender o pre&ccedil;o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas n&atilde;o.&nbsp;Para surpresa generalizada, a OPEP, numa reuni&atilde;o em novembro, decidiu manter a produ&ccedil;&atilde;o nos mesmos n&iacute;veis.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Foi quando o universo do petr&oacute;leo entrou em convuls&atilde;o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas por que os produtores tomaram essa decis&atilde;o?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Especialistas acham que o objetivo maior &eacute; matar o &ldquo;shale oil&rdquo; americano. A extra&ccedil;&atilde;o &eacute; muito mais cara. Caso o barril fique barato, a ind&uacute;stria do &ldquo;shale oil&rdquo; tende a se inviabilizar, e esta seria uma excelente not&iacute;cia para os pa&iacute;ses da OPEP.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas efeitos muito mais imediatos da baixa da cota&ccedil;&atilde;o est&atilde;o j&aacute; sendo sentidos em pa&iacute;ses como a R&uacute;ssia, o Ir&atilde; e a Venezuela. Todos eles dependem visceralmente das exporta&ccedil;&otilde;es de petr&oacute;leo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para o or&ccedil;amento russo se manter equilibrado, o barril deve estar na faixa dos 100 d&oacute;lares.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Economistas j&aacute; preveem uma queda de 5% do PIB russo em 2015. O sofrimento russo deu margem a que fosse ventilada a teoria de que por tr&aacute;s de tudo estariam os Estados Unidos, empenhados em criar problemas para Putin.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Faz sentido? Faz. Ou pode fazer. Mas o custo, para os americanos, &eacute; elevado. Sua florescente ind&uacute;stria de &ldquo;shale oil&rdquo; pode simplesmente se desintegrar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E o Brasil, no meio disso tudo?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O quadro ainda n&atilde;o &eacute; totalmente claro. H&aacute; alguns benef&iacute;cios: apesar de produzir como nunca, o Brasil ainda &eacute; um grande consumidor de petr&oacute;leo.&nbsp;Isso significa que as despesas de importa&ccedil;&atilde;o se reduzir&atilde;o substancialmente. &Eacute;, tamb&eacute;m, um al&iacute;vio financeiro para a Petrobras, que subsidia os consumidores brasileiros.&nbsp;A Petrobras vende a gasolina no Brasil por um pre&ccedil;o inferior &agrave;quele pelo qual ela compra. O subs&iacute;dio se destina, primeiro e acima de tudo, a controlar a infla&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A amea&ccedil;a mais s&eacute;ria, para o Brasil, vem do pr&eacute;-sal. Como o &ldquo;shale oil&rdquo; americano, a extra&ccedil;&atilde;o do pr&eacute;-sal &eacute; mais cara que a convencional.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Alguns estudos sugerem que com o barril a 40 d&oacute;lares o pr&eacute;-sal se inviabilizaria. Mas antes disso a v&iacute;tima seria a ind&uacute;stria americana de &oacute;leo alternativo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&Eacute; razo&aacute;vel supor que o barril n&atilde;o descer&aacute; muito al&eacute;m dos 60 d&oacute;lares.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A OPEP disse que ia esperar uns meses para ver o que ocorria. Um pre&ccedil;o muito baixo, por um tempo longo, poderia ser fatal para a OPEP.&nbsp;Assim, &eacute; presum&iacute;vel que, em algum momento nos primeiros meses de 2015, a produ&ccedil;&atilde;o seja reduzida para que o pre&ccedil;o se recomponha.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Enquanto isso, as companhias petrol&iacute;feras s&atilde;o ferozmente castigadas. Nos &uacute;ltimos seis meses, as a&ccedil;&otilde;es da Goodrich Petroleum ca&iacute;ram 86%. As da Oasis Petroleum, 75%.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Petrobras &eacute; um caso entre muitos, e n&atilde;o um caso &uacute;nico, ao contr&aacute;rio do que a imprensa brasileira noticia.&nbsp;Nada na economia mundial, em 2014, foi t&atilde;o importante quanto o colapso dos pre&ccedil;os do petr&oacute;leo &ndash; mas a m&iacute;dia brasileira, no af&atilde; de bater na Petrobras e consequentemente no governo, parece que n&atilde;o percebeu.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: Paulo Nogueira,&nbsp;&nbsp;Di&aacute;rio do Centro do Mundo<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em sua eterna luta para jogar mais sombras onde j\u00e1 n\u00e3o existe luz, a imprensa brasileira est\u00e1 ignorando o fato mais importante do ano na economia mundial: a dram\u00e1tica queda do pre\u00e7o do petr\u00f3leo. \u00c9 um fato que ter\u00e1 impactos brutais no mundo globalizado, mas a m\u00eddia nacional prefere centrar seus holofotes na Petrobras, como se se tratasse de um caso \u00fanico de depress\u00e3o num ambiente de extrema alegria.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":17720,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[2409,534,1013],"class_list":["post-17421","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias-zeca-dirceu","tag-imprensa","tag-petrobras","tag-petroleo"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17421","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=17421"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17421\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/media\/17720"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=17421"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=17421"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=17421"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}