{"id":16172,"date":"2014-05-21T00:00:00","date_gmt":"2014-05-21T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.zecadirceu.com.br\/recursos-para-saude-paranaense-pautam-reuniao-com-ministro-em-brasilia\/"},"modified":"2024-12-10T17:52:13","modified_gmt":"2024-12-10T20:52:13","slug":"recursos-para-saude-paranaense-pautam-reuniao-com-ministro-em-brasilia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/recursos-para-saude-paranaense-pautam-reuniao-com-ministro-em-brasilia\/","title":{"rendered":"Mundial traz benef\u00edcios sem tirar dinheiro de \u00e1reas sociais"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align:justify\">Os gastos com os est&aacute;dios para a #CopadasCopas foram pagos com financiamento do governo federal, aportes de estados e munic&iacute;pios e recursos privados. No caso do governo federal, portanto, n&atilde;o competem os gastos com sa&uacute;de e educa&ccedil;&atilde;o, uma vez que estas pol&iacute;ticas s&atilde;o financiadas com recursos do or&ccedil;amento tirados de impostos, diferentemente dos empr&eacute;stimos.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">A constata&ccedil;&atilde;o, feita pela Escola Nacional de Forma&ccedil;&atilde;o, do PT, desmonta um dos falsos mitos fabricados em torno da Copa do Mundo de 2014. Em minucioso estudo, a entidade levanta um conjunto de raz&otilde;es em defesa da competi&ccedil;&atilde;o e mostra porque o Brasil, n&atilde;o por acaso, conquistou nos quatro cantos do planeta o t&iacute;tulo de pa&iacute;s do&nbsp;futebol.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">O estudo serve tamb&eacute;m para desconstruir em definitivo as manipula&ccedil;&otilde;es produzidas pela oposi&ccedil;&atilde;o e por setores da sociedade, seja por ignor&acirc;ncia ou m&aacute; f&eacute;. O mais absurdo deles &eacute; o de que o governo federal est&aacute; jogando dinheiro fora com est&aacute;dios, sem trazer benef&iacute;cios &agrave; popula&ccedil;&atilde;o. Nada mais falso.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Os benef&iacute;cios s&atilde;o vis&iacute;veis e imediatos. Entre eles: intensifica&ccedil;&atilde;o da exposi&ccedil;&atilde;o do Brasil ao mundo &ndash; a Copa ser&aacute; vista por metade da popula&ccedil;&atilde;o do planeta. Houve acelera&ccedil;&atilde;o de investimentos em infraestrutura, como em mobilidade urbana e aeroportos; amplia&ccedil;&atilde;o do turismo dom&eacute;stico e de estrangeiros no pa&iacute;s; e amplo retorno financeiro desses empreendimentos.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Ao todo, o plano de investimentos nas cidades-sede da Copa totaliza 25,6 bilh&otilde;es de reais. Quase 70% desse montante (17,6 bilh&otilde;es de reais) representam investimentos em infraestrutura e pol&iacute;ticas p&uacute;blicas, especialmente em mobilidade urbana (8 bilh&otilde;es de reais), aeroportos (6,2 bilh&otilde;es de reais), seguran&ccedil;a (1,9 bilh&atilde;o de reais) e portos (600 milh&otilde;es de reais).<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">S&atilde;o investimentos, em sua maior parte, que ocorreriam independentemente da Copa, mas que foram por ela antecipados ou acelerados.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Outro mito desmontado &eacute; o de que o brasileiro n&atilde;o est&aacute; nem a&iacute; para a Copa. Nada mais falso. O futebol, garante o estudo, &ldquo;&eacute; parte fundamental da cultura brasileira e uma de suas mais elevadas express&otilde;es&rdquo;. N&atilde;o por acaso, o historiador Eric Robsbawm assim se pronunciou sobre a magia do brasileiro com a bola nos p&eacute;s: &ldquo;Quem, tendo visto a sele&ccedil;&atilde;o brasileira em seus dias de gl&oacute;ria, negar&aacute; sua pretens&atilde;o &agrave; condi&ccedil;&atilde;o de arte?&rdquo;<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Somos pentacampe&otilde;es mundiais e s&eacute;rios candidatos ao hexa. O estilo peculiar do escrete brasileiro, acrescenta o estudo, &ldquo;transformou nossa sele&ccedil;&atilde;o em ponto de refer&ecirc;ncia de um futebol competitivo e, ao mesmo tempo, de alto n&iacute;vel est&eacute;tico&rdquo;.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Veja, ponto-a-ponto, os benef&iacute;cios da Copa mapeados pela Escola Nacional de Forma&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\"><strong>Por que trazer a Copa do Mundo para o Brasil?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Em primeiro lugar, porque o futebol &eacute; parte fundamental da cultura brasileira e uma de suas mais elevadas express&otilde;es.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Introduzido no pa&iacute;s no final do s&eacute;culo XIX por ingleses, rapidamente o futebol ganhou popularidade entre n&oacute;s, ao ponto de identificarmos, ainda nas primeiras d&eacute;cadas do s&eacute;culo passado, um jeito pr&oacute;prio brasileiro de jogar futebol: leve, misturado, criativo e pl&aacute;stico. No p&oacute;s Segunda Guerra, com a organiza&ccedil;&atilde;o do Mundial em 1950 e com os t&iacute;tulos de 1958, 1962 e 1970, o futebol brasileiro superou o que Nelson Rodrigues chamaria de &ldquo;complexo de vira-latas&rdquo; &ndash; a ideia de que o Brasil jamais daria certo. A sele&ccedil;&atilde;o brasileira, ent&atilde;o, alcan&ccedil;ou a supremacia (confirmada em 1994 e 2002) no esporte coletivo mais assistido, praticado e admirado no mundo.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Eric Hobsbawm, um dos mais importantes historiadores ingleses, observou com propriedade a respeito do futebol brasileiro: &ldquo;Quem, tendo visto a sele&ccedil;&atilde;o brasileira em seus dias de gl&oacute;ria, negar&aacute; sua pretens&atilde;o &agrave; condi&ccedil;&atilde;o de arte?&rdquo; O estilo peculiar do escrete brasileiro transformou nossa sele&ccedil;&atilde;o em ponto de refer&ecirc;ncia de um futebol competitivo e, ao mesmo tempo, de alto n&iacute;vel est&eacute;tico. Com a poss&iacute;vel exce&ccedil;&atilde;o da m&uacute;sica popular, nenhuma outra manifesta&ccedil;&atilde;o cultural brasileira atingiu tal padr&atilde;o de excel&ecirc;ncia no cen&aacute;rio internacional.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Al&eacute;m do significado da Copa para a hist&oacute;ria e cultura brasileira, o torneio &eacute; um evento de grande porte internacional realizado nas cinco regi&otilde;es do pa&iacute;s, o que traz diversas oportunidades, tais como: intensifica&ccedil;&atilde;o da exposi&ccedil;&atilde;o do Brasil ao mundo, uma vez que a Copa deve ser vista por metade da popula&ccedil;&atilde;o mundial; acelera&ccedil;&atilde;o de investimentos em infraestrutura, como em mobilidade urbana, aeroportos etc.; amplia&ccedil;&atilde;o do turismo dom&eacute;stico e de estrangeiros no pa&iacute;s; e amplo retorno financeiro.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\"><strong>Mas n&atilde;o era melhor investir em sa&uacute;de e educa&ccedil;&atilde;o?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Ao todo, o plano de investimentos nas cidades-sede da Copa do Mundo do Brasil totaliza R$ 25,6 bilh&otilde;es (portal da transpar&ecirc;ncia da Copa, www.copa2014.gov.br).<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Cerca de 69% deste total (17,6 bilh&otilde;es) representam investimentos em infraestrutura e pol&iacute;ticas p&uacute;blicas, especialmente em mobilidade urbana (R$ 8,0 bilh&otilde;es investidos), aeroportos (R$ 6,2 bilh&otilde;es), seguran&ccedil;a (R$ 1,9 bilh&atilde;o) e portos (R$ 0,6 bilh&atilde;o). Ou seja, nestes casos a Copa contribuiu diretamente para acelerar investimentos associados ao bem-estar da popula&ccedil;&atilde;o, bem como impulsionar a melhoria das pol&iacute;ticas p&uacute;blicas. S&atilde;o investimentos, em sua maior parte, que deveriam ocorrer independentemente da Copa, mas que foram por ela antecipados ou acelerados.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Os outros 31% (R$ 8,0 bilh&otilde;es) de despesas com o plano de investimentos para a Copa est&atilde;o sendo destinados &agrave; constru&ccedil;&atilde;o e moderniza&ccedil;&atilde;o de 12 est&aacute;dios de futebol nas cidades-sede. Os gastos em est&aacute;dios n&atilde;o ocorreriam sem a Copa, ao menos na dimens&atilde;o e na velocidade com que foram feitos. Mas isso n&atilde;o quer dizer que comprometem os investimentos em educa&ccedil;&atilde;o e sa&uacute;de ou que n&atilde;o tragam benef&iacute;cios para al&eacute;m do torneio.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Em primeiro lugar, os gastos com os est&aacute;dios foram pagos com financiamento do Governo Federal, recursos locais de Estados e Munic&iacute;pios, e recursos privados. No caso do Governo Federal, portanto, n&atilde;o competem com sa&uacute;de e educa&ccedil;&atilde;o, uma vez que estas pol&iacute;ticas s&atilde;o financiadas com recursos do or&ccedil;amento oriundos de impostos pagos pelos contribuintes, diferentemente dos empr&eacute;stimos. Ademais, al&eacute;m de n&atilde;o competirem com o or&ccedil;amento, os empr&eacute;stimos p&uacute;blicos voltam com juros para o Governo Federal. No caso dos Estados e Munic&iacute;pios que destinaram recursos pr&oacute;prios &agrave; constru&ccedil;&atilde;o\/moderniza&ccedil;&atilde;o de est&aacute;dios, como no Rio de Janeiro ou em Bras&iacute;lia, &eacute; importante lembrar que por determina&ccedil;&atilde;o legal, fiscalizada pelos Tribunais de Contas, s&atilde;o obrigados a destinar um percentual m&iacute;nimo das receitas para educa&ccedil;&atilde;o e sa&uacute;de; a constru&ccedil;&atilde;o de est&aacute;dios n&atilde;o altera essa regra. Al&eacute;m disso, est&aacute;dios como o novo Maracan&atilde; e o novo Mineir&atilde;o, concedidos &agrave; iniciativa privada, gerar&atilde;o receitas p&uacute;blicas ao longo do tempo que devem ressarcir grande parte das despesas com a moderniza&ccedil;&atilde;o. Por fim, a reforma de est&aacute;dios, como a do Beira Rio em Porto Alegre, tamb&eacute;m foi custeada com recursos privados; nestes casos, evidentemente, o investimento n&atilde;o compete com despesas p&uacute;blicas em sa&uacute;de e educa&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Em resumo, al&eacute;m de n&atilde;o competirem com os gastos federais em sa&uacute;de e educa&ccedil;&atilde;o, os investimentos em est&aacute;dios, quando financiados com recursos p&uacute;blicos locais, n&atilde;o desobrigam Estados e Munic&iacute;pios de manterem e ampliarem suas despesas com educa&ccedil;&atilde;o e sa&uacute;de.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Em segundo lugar, &eacute; preciso contextualizar melhor o real esfor&ccedil;o representado pela moderniza&ccedil;&atilde;o de est&aacute;dios em uma economia de renda m&eacute;dia como a brasileira. N&atilde;o h&aacute; d&uacute;vida de que R$ 8,0 bilh&otilde;es n&atilde;o &eacute; pouco dinheiro, mas, por outro lado, est&aacute; longe de consistir em esfor&ccedil;o acima das capacidades do pa&iacute;s. Por exemplo, entre 2010 e 2013, quando as obras para a moderniza&ccedil;&atilde;o dos est&aacute;dios se intensificaram, o produto total brasileiro (PIB) alcan&ccedil;ou R$ 18,8 trilh&otilde;es (segundo o IBGE), ou seja, o custo total dos est&aacute;dios (R$ 8,0 bilh&otilde;es) representou o equivalente a 0,04% do PIB do per&iacute;odo. Outra compara&ccedil;&atilde;o: considerando apenas os gastos p&uacute;blicos federais com educa&ccedil;&atilde;o e sa&uacute;de entre 2010 e 2013, a contabilidade p&uacute;blica revela que somaram R$ 825,3 bilh&otilde;es, ou cerca de 100 vezes o custo dos est&aacute;dios.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Por fim, a constru&ccedil;&atilde;o dos novos est&aacute;dios gerou empregos na constru&ccedil;&atilde;o civil, estimulou o setor nos &uacute;ltimos anos e potencialmente alavanca a chamada ind&uacute;stria do futebol brasileiro. De acordo com a Funda&ccedil;&atilde;o Get&uacute;lio Vargas, o potencial de movimenta&ccedil;&atilde;o de recursos ligado ao futebol brasileiro chega a R$ 60,0 bilh&otilde;es por ano com 2,1 milh&otilde;es de empregos diretos e indiretos. Os novos est&aacute;dios s&atilde;o pe&ccedil;a chave deste potencial: tomando-se por base o Campeonato Brasileiro de 2013, os novos est&aacute;dios modernizados atra&iacute;ram p&uacute;blico m&eacute;dio 88% maior do que o dos est&aacute;dios antigos na mesma competi&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\"><strong>Mas, afinal, quanto e em qu&ecirc; estamos investindo para a Copa do Mundo ?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Ao todo, o plano de investimentos nas cidades-sede da Copa do Mundo do Brasil totaliza R$ 25,6 bilh&otilde;es (portal da transpar&ecirc;ncia da Copa, www.copa2014.gov.br).<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Cerca de 69% deste total (17,6 bilh&otilde;es) representam investimentos em infraestrutura e pol&iacute;ticas p&uacute;blicas. S&atilde;o investimentos p&uacute;blicos, estatais e privados acelerados pela Copa e diretamente associados ao bem-estar da popula&ccedil;&atilde;o. A discrimina&ccedil;&atilde;o destes investimentos &eacute; apresentada a seguir:<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">&#8211; mobilidade urbana, 45 obras e R$ 8,0 bilh&otilde;es investidos em novas vias urbanas, acessos a aeroportos, corredores de &ocirc;nibus, esta&ccedil;&otilde;es de metr&ocirc;, 13 Bus Rapid Transit (BRTs) e 2 Ve&iacute;culos Leves sobre Trilhos (VLTs);<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">&#8211; aeroportos, amplia&ccedil;&atilde;o de 81% na capacidade de recep&ccedil;&atilde;o de passageiros nas cidades-sede com investimentos de R$ 6,2 bilh&otilde;es;<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">&#8211; seguran&ccedil;a, investimentos em integra&ccedil;&atilde;o de sistemas, em intelig&ecirc;ncia, nos pontos de entrada do pa&iacute;s e em 14 Centros Integrados de Comando e Controle perfazendo um total de R$ 1,9 bilh&atilde;o;<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">&#8211; portos, melhoria nos terminais de Fortaleza, Natal, Manaus, Recife e Salvador, e alinhamento do cais de Santos, totalizando R$ 587 milh&otilde;es;<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">&#8211; telecomunica&ccedil;&atilde;o, investimentos de R$ 400 milh&otilde;es em expans&atilde;o da rede de fibra &oacute;tica estatal (Telebras) e em moderniza&ccedil;&atilde;o de procedimentos e fiscaliza&ccedil;&atilde;o da Anatel;<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">&#8211; turismo, expans&atilde;o da infraestrutura e investimento em qualifica&ccedil;&atilde;o atrav&eacute;s do Programa Nacional de Acesso ao Ensino T&eacute;cnico (Pronatec Turismo) num total de R$ 196 milh&otilde;es.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Os outros 31% (R$ 8,0 bilh&otilde;es) de despesas com o plano de investimentos para a Copa est&atilde;o sendo destinados &agrave; constru&ccedil;&atilde;o e moderniza&ccedil;&atilde;o de 12 est&aacute;dios de futebol nas cidades-sede. Os gastos com est&aacute;dios foram realizados com financiamento do Governo Federal (R$ 3,9 bilh&otilde;es do BNDES), com recursos de Estados e Munic&iacute;pios e com recursos privados. Os R$ 3,9 bilh&otilde;es de financiamento do Governo Federal representaram 0,5% do total de desembolsos do BNDES entre 2010 e 2013, e voltar&atilde;o com juros para o setor p&uacute;blico.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\"><strong>Mas n&atilde;o &eacute; errado gastar dinheiro p&uacute;blico em est&aacute;dio de futebol ?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Como visto acima, os gastos com est&aacute;dios n&atilde;o envolvem apenas recursos p&uacute;blicos. O Governo Federal, por exemplo, n&atilde;o realizou despesas or&ccedil;ament&aacute;rias com est&aacute;dios, apenas emprestou para Estados, Munic&iacute;pios e clubes respons&aacute;veis pelos est&aacute;dios. Os recursos destes empr&eacute;stimos voltar&atilde;o, com juros, para o Governo Federal e n&atilde;o competem com o or&ccedil;amento e com outras pol&iacute;ticas p&uacute;blicas.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">No caso dos Estados e Munic&iacute;pios que destinaram recursos pr&oacute;prios ou tomaram empr&eacute;stimos para a constru&ccedil;&atilde;o\/moderniza&ccedil;&atilde;o de seus est&aacute;dios, isto n&atilde;o os desobriga de manter e ampliar despesas com sa&uacute;de e educa&ccedil;&atilde;o, por exemplo. Al&eacute;m disso, est&aacute;dios como o novo Maracan&atilde; e o novo Mineir&atilde;o, concedidos &agrave; iniciativa privada, gerar&atilde;o receitas p&uacute;blicas ao longo do tempo que devem ressarcir parte das despesas com a moderniza&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">J&aacute; a reforma de est&aacute;dios, como a do Beira Rio em Porto Alegre, tamb&eacute;m foi custeada com recursos privados; nestes casos, evidentemente, parte do investimento n&atilde;o compete com despesas p&uacute;blicas.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Em termos gerais, no curto prazo as obras nos est&aacute;dios da Copa movimentaram a constru&ccedil;&atilde;o civil das cidades-sede do torneio e geraram emprego e renda. Do ponto de vista simb&oacute;lico, preservam e modernizam parte do patrim&ocirc;nio cultural nacional. No m&eacute;dio e longo prazo, os novos est&aacute;dios potencializam a chamada ind&uacute;stria do futebol no pa&iacute;s, assim como grandes eventos culturais.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Por fim, uma abordagem mais pormenorizada da quest&atilde;o do dinheiro p&uacute;blico nos est&aacute;dios imp&otilde;e an&aacute;lise caso a caso, incluindo considera&ccedil;&otilde;es sobre as demandas das popula&ccedil;&otilde;es de cada uma das 12 cidades-sedes da Copa do Mundo, a import&acirc;ncia de cada uma delas para o futebol regional e nacional, perspectivas de atra&ccedil;&atilde;o de eventos e novos investimentos a partir dos est&aacute;dios etc.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\"><strong>Todos os est&aacute;dios foram constru&iacute;dos ou reformados com dinheiro p&uacute;blico?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">N&atilde;o. Como discutido acima, os gastos com os est&aacute;dios foram pagos com financiamento do Governo Federal, recursos locais de Estados e Munic&iacute;pios, e recursos privados.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">O Governo Federal, vale relembrar, n&atilde;o realizou despesas or&ccedil;ament&aacute;rias com est&aacute;dios, apenas emprestou para Estados, Munic&iacute;pios e clubes respons&aacute;veis pelos est&aacute;dios. Os recursos destes empr&eacute;stimos voltar&atilde;o, com juros, para o Governo Federal e n&atilde;o competem com outras pol&iacute;ticas p&uacute;blicas federais.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">De acordo com a Matriz de Responsabilidades da Copa, &uacute;ltima vers&atilde;o divulgada em setembro de 2013, o financiamento da constru&ccedil;&atilde;o e reforma dos est&aacute;dios da Copa se distribuiu da seguinte forma:<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">&#8211; financiamento federal previsto: R$ 3,91 bilh&otilde;es;<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">&#8211; recursos previstos dos Governos Locais: R$ 3,95 bilh&otilde;es;<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">&#8211; recursos previstos da iniciativa privada: R$ 0,13 bilh&atilde;o.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\"><strong>Mas o Brasil vai ganhar o qu&ecirc; com a Copa, al&eacute;m da parte cultural ?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">A Copa do Mundo no Brasil mais do que se paga com a renda multiplicada e gerada a partir dos investimentos a ela associados.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Levantamento da Funda&ccedil;&atilde;o de Estudos e Pesquisas Econ&ocirc;micas (FIPE), ligada &agrave; USP, estimou que a Copa das Confedera&ccedil;&otilde;es em 2013, com a presen&ccedil;a de &frac14; do n&uacute;mero de sele&ccedil;&otilde;es presentes na Copa do Mundo e com apenas 16 jogos (contra 64 da Copa do Mundo), acrescentou R$ 9,7 bilh&otilde;es ao PIB. A expectativa &eacute; que a Copa do Mundo acrescente mais R$ 30,0 bilh&otilde;es ao PIB, valor superior ao total de R$ 25,6 bilh&otilde;es inclu&iacute;dos no plano de investimentos das cidades-sede e muito maior do que o gasto de R$ 8,0 bilh&otilde;es com est&aacute;dios.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Durante os 30 dias da Copa, a previs&atilde;o &eacute; de que tenhamos a circula&ccedil;&atilde;o de mais de 600 mil turistas estrangeiros pelo pa&iacute;s, o dobro da &Aacute;frica do Sul em 2010, e mais de 3 milh&otilde;es de turistas nacionais. De acordo com a Embratur, o valor total movimentado pelo turismo durante a Copa dever&aacute; chegar a R$ 25,0 bilh&otilde;es.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Por fim, ressalte-se que a maior parte dos investimentos (R$ 17,6 bilh&otilde;es) &eacute; em infraestrutura para o pa&iacute;s, como a reforma de portos, aeroportos, mobilidade urbana e desenvolvimento tur&iacute;stico. S&atilde;o obras que ficar&atilde;o para o pa&iacute;s depois que a Copa do Mundo acabar.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Ag&ecirc;ncia PT<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os gastos com os est\u00e1dios para a #CopadasCopas foram pagos com financiamento do governo federal, aportes de estados e munic\u00edpios e recursos privados.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":18957,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[2411,1344,2403,83,411,2810,132,4,2811,1139,1684,426,272,2670,2812,6,161],"class_list":["post-16172","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias-zeca-dirceu","tag-2411","tag-aeroportos","tag-beneficios","tag-brasil","tag-copa","tag-copadascopas","tag-cultura","tag-educacao","tag-escola-nacional-de-formacao","tag-futebol","tag-governo-federal","tag-infraestrutura","tag-investimentos","tag-mobilidade-urbana","tag-politicas-publicas","tag-saude","tag-turismo"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16172","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=16172"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16172\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/media\/18957"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=16172"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=16172"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=16172"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}