{"id":15812,"date":"2014-04-10T00:00:00","date_gmt":"2014-04-10T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.zecadirceu.com.br\/ministerio-das-cidades-garante-r-3447-mil-para-recapeamento-em-luiziana\/"},"modified":"2024-12-10T17:54:08","modified_gmt":"2024-12-10T20:54:08","slug":"ministerio-das-cidades-garante-r-3447-mil-para-recapeamento-em-luiziana","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/ministerio-das-cidades-garante-r-3447-mil-para-recapeamento-em-luiziana\/","title":{"rendered":"Qual foi o comportamento no passado do PSDB e dos que hoje criticam a Petrobras"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align:justify\"><strong>PRIVATARIA: OS ESTRAGOS QUE FHC FEZ NA&nbsp;PETROBRAS! <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Circulam na internet v&aacute;rios textos sobre como foi desastrosa a gest&atilde;o na Petrobras durante o per&iacute;odo do governo Fernando Henrique Cardoso (1995-2002), com in&uacute;meros esc&acirc;ndalos e uma pol&iacute;tica francamente favor&aacute;vel &agrave; privatiza&ccedil;&atilde;o da empresa (que, de fato, aconteceu, com o leil&atilde;o de um ter&ccedil;o das a&ccedil;&otilde;es da empresa na Bolsa de Nova York, numa opera&ccedil;&atilde;o que deve render at&eacute; hoje, entre os operadores e especuladores de Wall Street, sorrisos por causa das vantagens na compra, a pre&ccedil;o de banana, de uma empresa do porte da Petrobras).&nbsp; A empresa que foi constru&iacute;da com sangue e suor do povo brasileiro, motivo de orgulho nacional, foi &#8211; e continua sendo- alvo preferencial do entreguismo tucano, tanto que FHC, no fim de semana, voltou a defender sua privatiza&ccedil;&atilde;o. Pouca gente sabe, mas os ataques contra a empresa come&ccedil;aram a ser praticados por FHC j&aacute; como ministro da Fazenda, durante o governo Itamar Franco; a pr&aacute;tica perniciosa contra o patrim&ocirc;nio nacional continuou durante os oito anos em que ficou na Presid&ecirc;ncia da Rep&uacute;blica. Engenheiros da Petrobr&aacute;s calculam que FHC foi respons&aacute;vel por um preju&iacute;zo de pelo menos 10 bilh&otilde;es de d&oacute;lares &agrave; Petrobras, sem considerar a mudan&ccedil;a na remunera&ccedil;&atilde;o das refinarias, operada tamb&eacute;m por FHC enquanto ministro da Fazenda de Itamar Franco, cujo preju&iacute;zo permanece at&eacute; hoje e pode contabilizar mais de&nbsp;US$ 50 bilh&otilde;es. Abaixo,&nbsp;um roteiro para entender o caso:<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\"><strong>1994 &ndash;&nbsp;<\/strong>Ainda como ministro da Fazenda, Fernando Henrique manipulou a estrutura de pre&ccedil;os dos derivados do petr&oacute;leo, de forma que, nos seis &uacute;ltimos meses que antecederam o Plano Real, a Petrobras teve aumentos mensais, na sua parcela dos combust&iacute;veis, em valores 8% abaixo da infla&ccedil;&atilde;o. Por outro lado, as distribuidoras de derivados tiveram, nas suas parcelas, aumentos de 32% acima da infla&ccedil;&atilde;o.&nbsp; Isto significou uma transfer&ecirc;ncia anual, permanente, do faturamento da Petrobras para o cartel dessas distribuidoras, de cerca de US$3 bilh&otilde;es anuais, que permanece at&eacute; hoje.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\"><strong>1995 &#8211;&nbsp;<\/strong>FHC deflagrou o contrato e a constru&ccedil;&atilde;o do Gasoduto Bol&iacute;via-Brasil, que foi o pior contrato que a Petrobras assinou em sua hist&oacute;ria, na an&aacute;lise de engenheiros da Petrobras. FHC, como ministro da Fazenda do governo Itamar Franco, funcionou como lobista em favor do gasoduto. Como presidente, suspendeu 15 projetos de hidrel&eacute;tricas em diversas fases, para tornar o gasoduto irrevers&iacute;vel. Esse fato, mais tarde, acarretaria o &ldquo;apag&atilde;o&rdquo; no setor el&eacute;trico brasileiro<strong>.&nbsp;<\/strong>As empresas estrangeiras, comandadas pela Enron e Repsol, donas das reservas de g&aacute;s na Bol&iacute;via, s&oacute; tinham como mercado o Brasil. Mas a constru&ccedil;&atilde;o do gasoduto era economicamente invi&aacute;vel. A taxa de retorno era de 10% ao ano, enquanto o custo financeiro era de 12% ao ano. Por isso, pressionaram o governo a determinar que a Petrobras assumisse a constru&ccedil;&atilde;o. A empresa foi obrigada a destinar recursos da Bacia de Campos, onde a taxa de retorno era de 80%, para investir nesse empreendimento<strong>.&nbsp;<\/strong>A Petrobras foi obrigada a assinar uma cl&aacute;usula de &ldquo;Take or&nbsp; Pay&rdquo;, ou seja, comprando ou n&atilde;o a quantidade contratada, ela pagaria por ela. Assim,&nbsp; por mais de dez anos, pagou por cerca de 10 milh&otilde;es de metros c&uacute;bicos, sem conseguir&nbsp; vender o g&aacute;s no mercado nacional.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\"><strong>1998 &ndash;&nbsp;<\/strong>A Petrobras &eacute; impedida pelo governo FHC de obter empr&eacute;stimos no exterior para tocar seus projetos &ndash; a juros de 6% a.a. &ndash;, e de emitir deb&ecirc;ntures que visavam &agrave; obten&ccedil;&atilde;o de recursos para os seus investimentos.&nbsp; FHC cria o Repetro, por meio do Decreto 3.161\/98, que libera as empresas estrangeiras&nbsp;&nbsp; do pagamento de impostos pelos seus produtos importados, mas sem, contudo, dar&nbsp; a contrapartida &agrave;s empresas nacionais. Isto, somado &agrave; abertura do mercado nacional iniciada por Fernando Collor, liquidou as 5 mil empresas fornecedoras de equipamentos&nbsp; para a Petrobras, gerando brutais desemprego e perda de tecnologias para o Pa&iacute;s.&nbsp; Essas empresas haviam sido criadas por meio do repasse de tecnologia que a Petrobras gerava ou absorvia. A \/presen&ccedil;a do fornecedor nacional facilitava em muito a opera&ccedil;&atilde;o&nbsp; da empresa.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\"><strong>1998 &#8211;&nbsp;<\/strong>Seis empresas multinacionais (duas delas comandaram a privatiza&ccedil;&atilde;o da YPF Argentina &ndash; Merryl Linch e Gaffney Cline) passaram a ocupar o 12&ordm; andar do pr&eacute;dio da Petrobras (Edise) para examinar minuciosamente todos os dados da estatal, sob o argumento de que se tratava de uma avalia&ccedil;&atilde;o dos dados t&eacute;cnicos e econ&ocirc;micos necess&aacute;rios &agrave; venda de a&ccedil;&otilde;es da empresa, em poder do governo. Durante dois anos, essas empresas receberam todas as informa&ccedil;&otilde;es que quiseram dos&nbsp; gerentes da Petrobras, inclusive as mais confidenciais e estrat&eacute;gicas, de todas as &aacute;reas.&nbsp; Reviraram as entranhas da estatal, de uma forma jamais realizada em qualquer&nbsp; empresa que aliene suas a&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\"><strong>1999 &ndash;&nbsp;<\/strong>Muda-se o estatuto da Petrobras com tr&ecirc;s finalidades: Reichstul inicia o mandato cancelando atabalhoadamente (propositalmente?) o contrato da empresa Mar&iacute;tima &ndash; fornecimento de seis plataformas para perfura&ccedil;&atilde;o explorat&oacute;ria &ndash; um m&ecirc;s antes de ela incorrer numa grave inadimpl&ecirc;ncia. O cancelamento salvou a Mar&iacute;tima de pesadas multas e ainda deu a ela argumentos para processar a Petrobras, pedindo R$2 bilh&otilde;es de indeniza&ccedil;&atilde;o pelo incr&iacute;vel cancelamento. Ganhou em primeira inst&acirc;ncia. Reichstul viaja aos EUA com o ex-jogador Pel&eacute; e, juntos, fazem propaganda do&nbsp; lan&ccedil;amento e venda de a&ccedil;&otilde;es da Petrobras em Wall Street; o governo vende, ent&atilde;o,&nbsp; 20% do capital total da Petrobras, que estavam em seu poder.&nbsp;<strong>Posteriormente, mais 16% foram vendidos pelo irris&oacute;rio valor total de US$5 bilh&otilde;es<\/strong>.&nbsp;Privatiza&ccedil;&atilde;o da REFAP foi feita pela troca de ativos com a Repsol Argentina (pertencente ao Banco Santander, bra&ccedil;o do Royal Scotland Bank Co.), onde a Petrobras deu ativos no valor de US$500 milh&otilde;es &ndash; que se avalia em US$2 bilh&otilde;es &ndash; e recebeu ativos no valor de US$500 milh&otilde;es,&nbsp;os quais, dois dias depois, com a crise da Argentina, passaram a valer US$170 milh&otilde;es. Houve tamb&eacute;m o naufr&aacute;gio da P-36, com 11 mortes e preju&iacute;zos que podem ser calculados em mais de US$ 2 bilh&otilde;es, por lucro cessante, como resultado da paralisa&ccedil;&atilde;o da produ&ccedil;&atilde;o, at&eacute; que nova plataforma fosse posicionada e a produ&ccedil;&atilde;o dos po&ccedil;os retomada.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\"><strong>2000 &ndash;&nbsp;<\/strong>Na Bahia, foi assinado um estranho contrato com a PetroRec&ocirc;ncavo, sem licita&ccedil;&atilde;o, que transferiu a opera&ccedil;&atilde;o de 12 campos de petr&oacute;leo para esta empresa (50% Opportunity), sem prazo para terminar e sem cl&aacute;usulas de multas, em caso de descumprimento do contrato. Foi estimado preju&iacute;zo de mais de US$ 200 milh&otilde;es.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\"><strong>2001 &ndash;<\/strong>Gros compra 51% da Pecom Argentina, por US$1,1 bilh&atilde;o, embora a dita empresa tenha declarado, publicamente, um d&eacute;ficit de US$1,5 bilh&atilde;o; Faz, ainda, um contrato de constru&ccedil;&atilde;o de duas plataformas com a Halliburton (EUA), com uma negocia&ccedil;&atilde;o obscura, sem concorrentes. Apesar desses atrasos, a Halliburton n&atilde;o pagou multa e ainda ganhou cerca de US$500 milh&otilde;es adicionais da Petrobras, em tribunal americano.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Confira no texto, as a\u00e7\u00f5es desastrosas que a gest\u00e3o do PSDB praticou na Petrobras. 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