{"id":15776,"date":"2014-04-05T00:00:00","date_gmt":"2014-04-05T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.zecadirceu.com.br\/deputado-zeca-dirceu-aproveita-o-recesso-para-trabalhar-na-base-eleitoral\/"},"modified":"2024-12-10T17:54:18","modified_gmt":"2024-12-10T20:54:18","slug":"deputado-zeca-dirceu-aproveita-o-recesso-para-trabalhar-na-base-eleitoral","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/deputado-zeca-dirceu-aproveita-o-recesso-para-trabalhar-na-base-eleitoral\/","title":{"rendered":"Artigo de Lula: A sa\u00fade das economias emergentes"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align:justify\">Os que pensam assim n&atilde;o compreendem o alcance das transforma&ccedil;&otilde;es que o mundo viveu nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas e o verdadeiro significado do salto hist&oacute;rico que deram pa&iacute;ses como a China, a &Iacute;ndia, o Brasil, a Turquia e a &Aacute;frica do Sul, entre v&aacute;rios outros. N&atilde;o percebem que a economia desses pa&iacute;ses, al&eacute;m de crescer de modo extraordin&aacute;rio, passou tamb&eacute;m por uma mudan&ccedil;a de qualidade. Tornou-se &nbsp;mais diversificada, eficiente e profissional. E muito mais rigorosa e prudente do ponto de vista macroecon&ocirc;mico, sobretudo no que se refere &agrave;s pol&iacute;ticas fiscal e monet&aacute;ria. N&atilde;o levam em conta que os pa&iacute;ses emergentes, com tremendo esfor&ccedil;o e determina&ccedil;&atilde;o, &nbsp;reduziram sistematicamente &nbsp;a sua vulnerabilidade interna e externa e agora est&atilde;o muito mais aptos a enfrentar as oscila&ccedil;&otilde;es econ&ocirc;micas globais. Por isso, quem os avalia por crit&eacute;rios superados, de d&eacute;cadas atr&aacute;s &ndash; os estere&oacute;tipos sobre as eternas mazelas do &ldquo;terceiro mundo&rdquo;&ndash; acaba subestimando a sua solidez e o seu potencial de crescimento.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">At&eacute; pelos erros de avalia&ccedil;&atilde;o cometidos na v&eacute;spera da crise de 2008, quando grandes empresas norte- americanas e europeias &agrave; beira da fal&ecirc;ncia eram consideradas por muitos analistas como modelo de solidez e compet&ecirc;ncia, penso que seria recomend&aacute;vel maior objetividade nos diagn&oacute;sticos e, principalmente, nos progn&oacute;sticos.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Um dos principais ensinamentos a tirar da crise, que n&atilde;o surgiu nas &nbsp;na&ccedil;&otilde;es em desenvolvimento, mas nos pa&iacute;ses mais ricos do planeta, &eacute; que as opini&otilde;es sobre as economias e o destino dos pa&iacute;ses devem evitar tanto o elogio inconsistente quanto o alarmismo sem fundamento. A busca equilibrada da verdade &eacute; sempre o melhor caminho. E isso sup&otilde;e examinar de perto, meticulosamente, sem preconceitos nem velhos clich&ecirc;s, a economia real de cada pa&iacute;s.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Os pa&iacute;ses emergentes, obviamente, n&atilde;o est&atilde;o nem nunca estiveram isentos de desafios. Integrados ao mercado mundial, tem que lidar com as consequ&ecirc;ncias de um maior ou menor dinamismo da economia global. Mas hoje n&atilde;o dependem exclusivamente das exporta&ccedil;&otilde;es que, apesar da crise, mantiveram um volume muito expressivo. Os pa&iacute;ses emergentes criaram fortes mercados internos, ainda com enorme horizonte de expans&atilde;o. &nbsp;A retomada dos Estados Unidos e da Europa n&atilde;o torna essas economias menos atrativas para o investimento estrangeiro, que continua a chegar em grande quantidade. As economias desenvolvidas precisam, mais do que nunca, de mercados ainda el&aacute;sticos para a sua produ&ccedil;&atilde;o, e esses mercados est&atilde;o principalmente na &Aacute;sia, na Am&eacute;rica Latina e na &Aacute;frica. Sem falar que o crescimento norte-americano e europeu tende a favorecer o conjunto do com&eacute;rcio mundial.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">A queda no ritmo de crescimento dos emergentes costuma ser exemplificada com a situa&ccedil;&atilde;o da China, que chegou a crescer 14 por cento ao ano e hoje cresce em torno de 7%. &nbsp;&Eacute; evidente que, com a desacelera&ccedil;&atilde;o dos pa&iacute;ses ricos, a China n&atilde;o poderia manter a mesma velocidade de expans&atilde;o. O que se esquece, por&eacute;m, &eacute; que 10 anos atr&aacute;s o PIB da China era de cerca de 1.6 trilh&atilde;o de d&oacute;lares e hoje &eacute; de quase 9 trilh&otilde;es de d&oacute;lares. A taxa de crescimento &eacute; menor, mas sobre uma base muit&iacute;ssimo maior. Al&eacute;m disso, deixou de ser um pa&iacute;s quase que exclusivamente exportador, para desenvolver tamb&eacute;m o seu mercado interno, o que demanda novas importa&ccedil;&otilde;es. Por outro lado, gra&ccedil;as &agrave; imensa poupan&ccedil;a e ac&uacute;mulo de reservas, a China passou a ser uma importante fonte de investimentos externos na &Aacute;sia, na &Aacute;frica e na Am&eacute;rica Latina.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Embora sejam economias menores do que a China, os outros emergentes, com diferentes ritmos de crescimento &ndash; mas sempre crescendo &ndash; tamb&eacute;m apresentam boas perspectivas.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">&Eacute; o caso do Brasil, que est&aacute; sabendo ajustar-se ao novo cen&aacute;rio internacional e tem condi&ccedil;&otilde;es concretas n&atilde;o s&oacute; de manter as suas conquistas econ&ocirc;micas e sociais, mas de continuar avan&ccedil;ando.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Os dados da economia brasileira falam por si. No &uacute;ltimo dec&ecirc;nio, o Brasil conseguiu tornar-se em v&aacute;rios aspectos um novo pa&iacute;s. O PIB, que em 2003 era de 550 bilh&otilde;es de d&oacute;lares, hoje &nbsp;supera os 2.1 trilh&otilde;es. Somos hoje a s&eacute;tima economia do mundo. O com&eacute;rcio externo passou de 119 bilh&otilde;es de d&oacute;lares anuais em 2003 para 480 bilh&otilde;es em 2013. O pa&iacute;s tornou-se um dos seis maiores destinos de investimento externo direto, recebendo 63 bilh&otilde;es de d&oacute;lares s&oacute; no ano passado, de acordo com as Na&ccedil;&otilde;es Unidas. &Eacute; grande produtor de autom&oacute;veis, m&aacute;quinas agr&iacute;colas, celulose, alum&iacute;nio, avi&otilde;es; e l&iacute;der mundial em carnes, soja, caf&eacute;, a&ccedil;&uacute;car, laranja e etanol.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Baixamos a infla&ccedil;&atilde;o de 12.5 por cento em 2002 para 5.9 por cento em 2013. H&aacute; dez anos consecutivos ela permanece dentro dos limites estabelecidos pela autoridade monet&aacute;ria, mesmo com a acelera&ccedil;&atilde;o do crescimento. Reduzimos a divida p&uacute;blica l&iacute;quida praticamente &agrave; metade; de 60.4 por cento do PIB para 33.8 por cento. Desde 2008, o pa&iacute;s fez super&aacute;vit prim&aacute;rio m&eacute;dio anual de 2.5 por cento, o melhor desempenho entre as grandes economias. E a Presidenta Dilma Rousseff anunciou o esfor&ccedil;o fiscal necess&aacute;rio para manter a trajet&oacute;ria de redu&ccedil;&atilde;o da divida em 2014.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Com 376 bilh&otilde;es de d&oacute;lares em reservas, dez vezes mais do que em 2002. Diferentemente do passado, hoje o Brasil pode lidar com flutua&ccedil;&otilde;es externas ajustando o c&acirc;mbio sem turbul&ecirc;ncias nem artif&iacute;cios.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Esses resultados poderiam ter sido ainda melhores, n&atilde;o fossem os impactos da crise sobre o cr&eacute;dito, o c&acirc;mbio e o com&eacute;rcio global. A recupera&ccedil;&atilde;o dos Estados Unidos &eacute; uma excelente not&iacute;cia, mas neste momento a economia mundial reflete a retirada dos est&iacute;mulos do FED. E, mesmo nessa conjuntura adversa, o Brasil cresceu 2.3 por cento no ano passado, um dos melhores resultados dentre os pa&iacute;ses do G-20 que j&aacute; divulgaram os indicadores de 2013.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">O mais not&aacute;vel &eacute; que, desde 2008, enquanto o mundo, segundo a OIT, destruiu 62 milh&otilde;es de empregos, o Brasil criou 10.5 milh&otilde;es de novos postos de trabalho. A taxa de desemprego &eacute; a menor da nossa hist&oacute;ria. N&atilde;o vejo indicador mais robusto da sa&uacute;de de uma economia.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">H&aacute; uma d&eacute;cada o pa&iacute;s trabalha ativamente para ampliar e modernizar a sua infraestrutura. Aumentamos a capacidade energ&eacute;tica de 80 mil MW para 122 mil MW e estamos construindo tr&ecirc;s hidrel&eacute;tricas de grande porte. Al&eacute;m disso, o governo lan&ccedil;ou um vasto programa de concess&otilde;es de portos, aeroportos, rodovias, hidrovias e distribui&ccedil;&atilde;o e gera&ccedil;&atilde;o de energia no valor de mais de 170 bilh&otilde;es de d&oacute;lares.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Recentemente estive com investidores globais, em Nova Iorque, mostrando como o Brasil se prepara para dar passos ainda maiores na nova etapa da economia mundial. Pude comprovar que eles &nbsp;tem uma vis&atilde;o ao mesmo tempo realista e positiva do pa&iacute;s e do seu potencial de crescimento. Seguir&atilde;o investindo no Brasil e, com certeza, ter&atilde;o bons resultados, crescendo junto com o nosso povo.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">O novo papel que os pa&iacute;ses emergentes assumiram na economia global n&atilde;o &eacute; algo ef&ecirc;mero, transit&oacute;rio. Eles vieram para ficar. A sua for&ccedil;a evitou que o mundo mergulhasse, a partir de 2008, numa recess&atilde;o generalizada. E n&atilde;o ser&aacute; menos importante para que a economia global volte a ter um ciclo de crescimento sustentado.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">PT no Senado<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nos \u00faltimos meses t\u00eam surgido na m\u00eddia internacional alguns ju\u00edzos apressados e superficiais sobre um inevit\u00e1vel decl\u00ednio econ\u00f4mico dos chamados pa\u00edses emergentes e a sua suposta \u201cfragilidade\u201d.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":19356,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-15776","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias-zeca-dirceu"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15776","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=15776"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15776\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/media\/19356"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=15776"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=15776"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=15776"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}