{"id":15648,"date":"2014-03-20T00:00:00","date_gmt":"2014-03-20T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.zecadirceu.com.br\/ha-quatro-meses-governo-do-estado-ignora-interdicao-de-rodovias-estaduais-no-parana\/"},"modified":"2024-12-10T17:55:08","modified_gmt":"2024-12-10T20:55:08","slug":"ha-quatro-meses-governo-do-estado-ignora-interdicao-de-rodovias-estaduais-no-parana","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/ha-quatro-meses-governo-do-estado-ignora-interdicao-de-rodovias-estaduais-no-parana\/","title":{"rendered":"Gleisi defende Petrobras das acusa\u00e7\u00f5es de A\u00e9cio"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align:justify\">Desde a manh&atilde; desta quarta-feira (19\/03), o site da Ag&ecirc;ncia Estado, pertencente ao grupo empresarial que controla o jornal O Estado de S.Paulo, j&aacute; anunciava: o senador A&eacute;cio Neves (PSDB-MG), pr&eacute;-candidato de seu partido &agrave; Presid&ecirc;ncia da Rep&uacute;blica, ocuparia o plen&aacute;rio para discursar sobre a manchete do jornal de hoje. Como os demais sites dos jornais, a chamada grande imprensa repercutiu a not&iacute;cia do Estado de que documentos obtidos mostram que, em 2006, a ent&atilde;o ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, presidiu a reuni&atilde;o do Conselho da Petrobras que aprovou a aquisi&ccedil;&atilde;o da refinaria de Pasadena (Texas), nos EUA.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">A repercuss&atilde;o no plen&aacute;rio do Senado de temas levantados pela imprensa tornou-se pr&aacute;tica comum, desde o final do ano passado, com a sucess&atilde;o de ondas noticiosas que desenham um ambiente de crise iminente, quando, na verdade, n&atilde;o h&aacute; crise alguma. Assim foi com a inclus&atilde;o do Brasil entre os pa&iacute;ses de economia mais fr&aacute;geis do mundo, ou com o descontrole da infla&ccedil;&atilde;o ou ainda com a possibilidade de um apag&atilde;o e, mais recentemente, a quebra do setor el&eacute;trico &ndash; para ficar em apenas alguns exemplos, todos eles desmentidos pela realidade dos n&uacute;meros, conforme demonstram os dados mais recentes sobre crescimento dos investimentos no Brasil, recorde na gera&ccedil;&atilde;o de emprego, saldo positivo nas exporta&ccedil;&otilde;es e recuo da infla&ccedil;&atilde;o, por exemplo.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Como de praxe, a presid&ecirc;ncia da Rep&uacute;blica respondeu &agrave; mat&eacute;ria do jornal Estado informando que o conselho de administra&ccedil;&atilde;o da Petrobras (presidido na ocasi&atilde;o por Dilma Rousseff) tomou uma decis&atilde;o embasada num relat&oacute;rio com informa&ccedil;&otilde;es incompletas e de um parecer t&eacute;cnico juridicamente falho.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">O pr&eacute;-candidato &agrave; presid&ecirc;ncia viu nessa mat&eacute;ria a chance de us&aacute;-la politicamente para atacar Dilma Rousseff da tribuna do Senado, para dizer que seria uma prova de que a presidenta n&atilde;o conhece o setor petrol&iacute;fero porque, se conhecesse, n&atilde;o teria aceitado os pareceres que recomendaram a compra pela Petrobras da refinaria Pasadena.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">A&eacute;cio Neves praticamente repetiu o que a imprensa vem colocando h&aacute; um ano sobre a aquisi&ccedil;&atilde;o da refinaria ocorrida em 2006, de que a Petrobras teria sido obrigada a assumir um preju&iacute;zo de mais de US$ 1 bilh&atilde;o naquela transa&ccedil;&atilde;o. Mais uma vez, no entanto, o pr&eacute;-candidato omitiu informa&ccedil;&otilde;es relevantes, at&eacute; porque o ex-presidente da Petrobras, Jos&eacute; S&eacute;rgio Gabrielli, em audi&ecirc;ncia p&uacute;blica no Senado no dia 6 de agosto de 2013, lembrou que o executivo Rog&eacute;rio Manso, da gest&atilde;o anterior a Gabrielli ajudara a montar o plano de neg&oacute;cios que recomendou a compra de Pasadena, l&aacute; em 1999. Como refrescou a mem&oacute;ria naquele dia o senador Jorge Viana, quem presidia o conselho de administra&ccedil;&atilde;o da Petrobras quando o plano de neg&oacute;cios recomendou a compra de Pasadena era o ex-ministro da Fazenda Pedro Malan. &ldquo;Mas nem por isso podemos afirmar que houve m&aacute;-f&eacute;&rdquo;, disse Jorge.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Em aparte a A&eacute;cio na tarde de hoje, o l&iacute;der do PT e do Bloco de Apoio ao Governo, senador Humberto Costa (PT-PE), fez duas coloca&ccedil;&otilde;es fundamentais: a primeira &eacute; de que essa compra &eacute; objeto de investiga&ccedil;&atilde;o pela pr&oacute;pria Petrobras, pelo Tribunal de Contas da Uni&atilde;o e pela Controladoria Geral da Uni&atilde;o. &ldquo;O ex-presidente da empresa Jos&eacute; S&eacute;rgio Gabrielli, quando esteve aqui, deixou absolutamente claras as decis&otilde;es feitas a partir do mercado, j&aacute; que naquele momento o Brasil decidiu que precisava ampliar a capacidade de refino. Duas empresas de consultoria estrangeiras &ndash; a Mckinsey e o Citigroup &ndash; manifestaram que os valores estavam dentro do mercado&rdquo;, afirmou.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Humberto Costa disse que o segundo ponto diz respeito ao fato de que n&atilde;o se pode julgar a compet&ecirc;ncia por conta desse epis&oacute;dio porque qualquer outro gestor p&uacute;blico poderia ter tomado a mesma decis&atilde;o. &ldquo;Ao saber que na verdade tinham essas cl&aacute;usulas, a decis&atilde;o foi correta de enfrentar e negar a adquirir o restante das a&ccedil;&otilde;es da refinaria&rdquo;, salientou.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Esse detalhe A&eacute;cio tamb&eacute;m omitiu, porque a Petrobras, quando se negou a adquirir as a&ccedil;&otilde;es restantes da refinaria, teve como consequ&ecirc;ncia a abertura de um processo arbitral em decorr&ecirc;ncia da previs&atilde;o contratual e de acordo com as regras da American Arbitration Association, institui&ccedil;&atilde;o norte-americana para arbitragem de conflitos empresariais. Conforme nota divulgada hoje pela presid&ecirc;ncia da Rep&uacute;blica, a aquisi&ccedil;&atilde;o pela Petrobras das a&ccedil;&otilde;es remanescentes de Pasadena se deu em 13 de junho de 2006, ao ser cumprido o laudo arbitral proferido pela C&acirc;mara Internacional de Arbitragem de Nova York, posi&ccedil;&atilde;o confirmada por decis&atilde;o das Cortes Superiores do Texas.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Como disse o l&iacute;der, a compra foi num momento que o Brasil necessitava de investir em refinaria, s&oacute; que a partir da crise de 2008 v&aacute;rias situa&ccedil;&otilde;es no mercado petrol&iacute;fero foram alteradas como, por exemplo, a descoberta de reservas gigantes de petr&oacute;leo na camada pr&eacute;-sal e Pasadena n&atilde;o foi inclu&iacute;da no plano de neg&oacute;cios da Petrobras como proposta de desinvestimentos. &ldquo;N&atilde;o podemos acusar que foi um mau neg&oacute;cio porque as margens de lucro no refino s&atilde;o aceit&aacute;veis e sinalizam uma opera&ccedil;&atilde;o rent&aacute;vel&rdquo;, afirmou.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">A senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) questionou sobre quais os reais motivos para A&eacute;cio Neves n&atilde;o ter sido veemente ainda em 2012 quando a revista Veja, com estardalha&ccedil;o, denunciava a aquisi&ccedil;&atilde;o. &ldquo;N&atilde;o ouvi e nem me recordo de manifesta&ccedil;&atilde;o. Penso que o pronunciamento que traz agora utiliza de forma oportunista um momento em que a presidenta, inclusive, j&aacute; esclareceu&rdquo;, disse ela. Ali&aacute;s, foi Dilma Rousseff que exigiu da diretoria para que a Petrobras tomasse provid&ecirc;ncias l&aacute; em 2006.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Interessante &eacute; notar que a mat&eacute;ria do Estado de S. Paulo ocupa uma p&aacute;gina inteira e, num espa&ccedil;o bem pequeno, quase invis&iacute;vel, indica para seus leitores a leitura de outro texto, no caderno de economia. A chamada diz o seguinte: Fundos Estrangeiros querem vaga no conselho da Petrobras. O texto da mat&eacute;ria diz que, capitaneado pelo fundo brit&acirc;nico Aberdeen Asset, o grupo defende a abertura de uma nova vaga independente (no conselho da Petrobras) para aprimorar, entre aspas, a governan&ccedil;a da estatal, considerada cr&iacute;tica, tamb&eacute;m entre aspas.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Vale relembrar que no dia da audi&ecirc;ncia em que Gabrielli esteve no Senado, h&aacute; um ano, A&eacute;cio Neves nem apareceu na comiss&atilde;o que discutia a compra de Pasadena e, ainda l&aacute; atr&aacute;s, olhando no retrovisor, a oposi&ccedil;&atilde;o continuava com sua cantilena de tentar fazer colar que havia uma situa&ccedil;&atilde;o cr&iacute;tica na Petrobras, como acontece agora. Mas naquele dia da audi&ecirc;ncia, a senadora Vanessa Graziottin (PCdoB) rebateu o autor do requerimento Ivo Cassol (PP-Ro) que dizia que a empresa passava por descr&eacute;dito mundial, mas foi obrigado, junto com a oposi&ccedil;&atilde;o, a ouvir uma resposta indigesta: &ldquo;Se a companhia n&atilde;o tivesse cr&eacute;dito de confian&ccedil;a jamais conseguiria fazer a maior capta&ccedil;&atilde;o de recursos de uma empresa no mercado internacional como aconteceu neste ano (2013), que em menos de quinze minutos captou US$ 11 bilh&otilde;es&rdquo;, enfatizou Vanessa.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A senadora Gleisi Hoffmann  questionou sobre quais os reais motivos para A\u00e9cio Neves n\u00e3o ter sido veemente ainda em 2012 quando a revista Veja, com estardalha\u00e7o, denunciava a aquisi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":19490,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[601,1046,534],"class_list":["post-15648","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias-zeca-dirceu","tag-dilma","tag-gleisi","tag-petrobras"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15648","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=15648"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15648\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/media\/19490"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=15648"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=15648"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=15648"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}