{"id":15546,"date":"2014-03-12T00:00:00","date_gmt":"2014-03-12T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.zecadirceu.com.br\/jantar-comemora-10-anos-de-cultura-e-esporte-em-cruzeiro-do-oeste\/"},"modified":"2024-12-10T17:55:48","modified_gmt":"2024-12-10T20:55:48","slug":"jantar-comemora-10-anos-de-cultura-e-esporte-em-cruzeiro-do-oeste","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/jantar-comemora-10-anos-de-cultura-e-esporte-em-cruzeiro-do-oeste\/","title":{"rendered":"Gleisi: mente quem diz que haver\u00e1 racionamento de energia"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;A senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), com o conhecimento que tem sobre o setor el&eacute;trico por ter ocupado por quase tr&ecirc;s anos o posto de ministra da Casa Civil da Presid&ecirc;ncia da Rep&uacute;blica, explicou hoje s&atilde;o mentirosas as an&aacute;lises e afirmativas divulgadas pelos meios de comunica&ccedil;&atilde;o de que o Brasil pode ter um racionamento de energia nos mesmos moldes do que a popula&ccedil;&atilde;o conviveu no per&iacute;odo de 2001 a 2002 quando o Pa&iacute;s era comandado pelo PSDB. &ldquo;Tem se vendido que n&oacute;s teremos uma crise de energia, que n&oacute;s estamos prestes a ter um racionamento. Isso n&atilde;o &eacute; verdade. N&atilde;o estamos prestes e nem perto do que aconteceu&rdquo;, afirmou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"line-height:1.6em\">A senadora explicou que em 2001 e 2002 existiam duas situa&ccedil;&otilde;es, a primeira, que levou ao apag&atilde;o el&eacute;trico e, a segunda, ao racionamento de energia, provocadas pelo desequil&iacute;brio estrutural, ou seja, n&atilde;o havia produ&ccedil;&atilde;o de energia e nem linhas de transmiss&atilde;o ou uma integra&ccedil;&atilde;o do sistema el&eacute;trico. &ldquo;N&atilde;o t&iacute;nhamos capacidade de despachar a energia do Sul para outras regi&otilde;es do Pa&iacute;s e n&atilde;o t&iacute;nhamos gera&ccedil;&atilde;o de energia, porque n&atilde;o havia investimentos, ou seja, a forma como o sistema estava estruturado n&atilde;o dava garantias aos investidores que n&atilde;o sabiam se haveria compradores de energia, j&aacute; que as distribuidoras n&atilde;o tinham compromisso de comprar&rdquo;, disse. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"line-height:1.6em\">Essa situa&ccedil;&atilde;o come&ccedil;ou a mudar com o novo marco regulat&oacute;rio do setor el&eacute;trico, conduzido pela presidenta Dilma Rousseff quando dirigia o Minist&eacute;rio de Minas e Energia. O marco garantiu seguran&ccedil;a aos investimentos e tarifas mais baratas. Entre 1995 e 1998, no primeiro mandato do governo de Fernando Henrique, a capacidade de gera&ccedil;&atilde;o de energia cresceu em m&eacute;dia apenas 1.590 megawatts por ano. No per&iacute;odo de 1995 a 2000, antes do racionamento, a m&eacute;dia ficou em 2.200 megawatts, praticamente a metade dos 4 mil megawatts que foram acrescentados ao sistema nos &uacute;ltimos onde anos, durante os governos de Lula e Dilma. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"line-height:1.6em\">Outro detalhe que esvazia o discurso daqueles que torcem por um racionamento diz respeito &agrave; situa&ccedil;&atilde;o das linhas de transmiss&atilde;o. &ldquo;A incapacidade gerencial n&atilde;o estava centrada apenas na gera&ccedil;&atilde;o de energia, faltava linhas para transmitir, tanto &eacute; que assistimos ao ins&oacute;lito espet&aacute;culo de ver usinas do nordeste e sudeste vertendo &aacute;gua sem gerar energia, por n&atilde;o ter linha de transmiss&atilde;o&rdquo;, observou Gleisi. No primeiro governo tucanos a m&eacute;dia de constru&ccedil;&atilde;o de linhas foi de 600 quil&ocirc;metros; no segundo mandato subiu para a m&eacute;dia anual de 2 mil quil&ocirc;metros. &ldquo;Nos onze anos dos governos de Lula e Dilma a m&eacute;dia &eacute; a constru&ccedil;&atilde;o de 4 mil quil&ocirc;metros por ano. Apenas no ano passado fizemos 9.990 quil&ocirc;metros em linhas de transmiss&atilde;o&rdquo;, enfatizou. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"line-height:1.6em\">Gleisi destaca que as diferen&ccedil;as entre o racionamento vivido pelas pessoas em 2001 e 2002 s&atilde;o evidentes, at&eacute; porque o parque gerador tinha nos governos tucanos uma pot&ecirc;ncia instalada para gera&ccedil;&atilde;o de 80 mil megawatts e hoje em dia s&atilde;o 126 mil megawatts dispon&iacute;veis para o setor produtivo e pela popula&ccedil;&atilde;o. Hoje as linhas de transmiss&atilde;o somam 116 mil quil&ocirc;metros, quase o dobro dos 73 mil quil&ocirc;metros que existiam em 2002. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"line-height:1.6em\">&ldquo;&Eacute; importante deixar isso claro porque n&atilde;o h&aacute; semelhan&ccedil;a com o que aconteceu em 2001 e 2002. N&atilde;o temos hoje um desequil&iacute;brio estrutural. O que n&oacute;s temos semelhante diz respeito a uma situa&ccedil;&atilde;o conjuntural, &eacute; que a baixa flu&ecirc;ncia h&iacute;drica at&eacute; mais severa do que naquele per&iacute;odo&rdquo;, disse a senadora.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"line-height:1.6em\">Sobre as cr&iacute;ticas em torno da Medida Provis&oacute;ria 579 que garantiu a redu&ccedil;&atilde;o em at&eacute; 28% nas tarifas de energia el&eacute;trica, Gleisi ressaltou que a renova&ccedil;&atilde;o das concess&otilde;es que venciam at&eacute; 2017 n&atilde;o embutem na tarifa a amortiza&ccedil;&atilde;o porque os investimentos j&aacute; foram dilu&iacute;dos no tempo, da&iacute; o valor do megawatt situar-se em R$ 32,00. &ldquo;A maioria das usinas aderiu &agrave; renova&ccedil;&atilde;o. Ocorre que tr&ecirc;s usinas n&atilde;o aderiram, a Cesp, a Cemig e a Copel, ficando livres para vender a energia gerada no chamado mercado de curt&iacute;ssimo prazo. E o valor dessa energia &eacute; de R$ 800,00 o megawatt, &nbsp;o que prejudica as distribuidoras que s&atilde;o obrigadas a contratar 100% da energia nesse mercado. Por isso o Tesouro Nacional est&aacute; tendo de socorrer as distribuidoras. N&atilde;o &eacute; por conta de um desequil&iacute;brio, &eacute; por conta da n&atilde;o ades&atilde;o dessas tr&ecirc;s empresas&rdquo;, explicou. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"line-height:1.6em\">S&oacute; que essa situa&ccedil;&atilde;o que joga contra a popula&ccedil;&atilde;o pode estar com os dias contados. &Eacute; porque os contratos de concess&atilde;o dessas empresas vencer&atilde;o a partir de 2015 at&eacute; 2017. A&iacute; essas empresas com novos contratos de concess&atilde;o ter&atilde;o de praticar uma tarifa de R$ 32,00 por megawatt\/hora e n&atilde;o R$ 800,00. &ldquo;O que estamos vendo &eacute; o empurrar da barriga com um valor que afeta o consumidor e a economia brasileira. H&aacute; muita gente falando sobre o setor el&eacute;trico, plantando o caos, dizendo que h&aacute; crise. Mas reafirmo a seriedade com que o governo tem tratado essa quest&atilde;o&rdquo;, comentou.&nbsp;<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), explicou hoje s\u00e3o mentirosas as an\u00e1lises e afirmativas divulgadas pelos meios de comunica\u00e7\u00e3o de que o Brasil pode ter um racionamento de energia.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":19596,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[811,1046,1608,117],"class_list":["post-15546","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias-zeca-dirceu","tag-energia","tag-gleisi","tag-governofederal","tag-pt"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15546","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=15546"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15546\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/media\/19596"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=15546"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=15546"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=15546"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}