{"id":15309,"date":"2014-02-08T00:00:00","date_gmt":"2014-02-08T02:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.zecadirceu.com.br\/mirador-tem-garantidos-recursos-para-aquisicao-de-trator-agricola\/"},"modified":"2024-12-10T17:57:09","modified_gmt":"2024-12-10T20:57:09","slug":"mirador-tem-garantidos-recursos-para-aquisicao-de-trator-agricola","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/mirador-tem-garantidos-recursos-para-aquisicao-de-trator-agricola\/","title":{"rendered":"M\u00eddia esconde elogio ao Bolsa Fam\u00edlia nos EUA"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align:justify\">O vetusto The Washington Post, que n&atilde;o pode ser classificado como de esquerda, muito menos petista, publicou na &uacute;ltima sexta-feira, artigo de seu comentarista Howard Schneider que, como se repete h&aacute; dez anos, foi ignorado pela chamada grande m&iacute;dia brasileira por falar bem do Bolsa Fam&iacute;lia.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Pelo contr&aacute;rio. Alguns dos t&iacute;tulos das reportagens mais recentes do importante jornal norte-americano que foram reproduzidas foram os seguintes:<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Washington Post faz alerta a atletas que v&ecirc;m ao Brasil (TV UOL, 25\/11\/2013)<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Deu no &ldquo;Washington Post&rdquo;: o pr&eacute;-sal n&atilde;o &eacute; bem assim (Ricardo Setti &ndash; blog da Veja, 14\/01\/2014)<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">&#39;Washington Post&#39;: Dura realidade do petr&oacute;leo no Brasil (Jornal do Brasil\/Portal Terra, 7\/1\/2014)<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Distante dos dois pesos, duas medidas aplicados, faz uma compara&ccedil;&atilde;o entre os resultados do principal programa social brasileiro com os que alcan&ccedil;ados pelos diversos programas sociais lan&ccedil;ados pelo governo norte-americano para mitigar a crise econ&ocirc;mica de 2008.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">O t&iacute;tulo do artigo &eacute; um indicativo da conclus&atilde;o do colunista do Washington Post: &ldquo;Quer acabar com a pobreza? Resposta brasileira: d&ecirc; dinheiro ao povo&rdquo;.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">O texto que se reproduz abaixo, de tradu&ccedil;&atilde;o livre, cont&eacute;m ainda outras defini&ccedil;&otilde;es que nenhum grande jornal brasileiro tem a isen&ccedil;&atilde;o de publicar.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Qual a raz&atilde;o dessa diferen&ccedil;a?<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Simples: nos EUA, seja qual for a ideologia que guia as publica&ccedil;&otilde;es e demais ve&iacute;culos de m&iacute;dia, a predile&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica do dono n&atilde;o inibe os jornalistas para a publica&ccedil;&atilde;o da verdade tal e qual ela se apresenta. &nbsp;No Brasil, a independ&ecirc;ncia dos jornalistas da grande m&iacute;dia tem limite: os interesses das empresas que controlam os jornais. Interesses que nem sempre est&atilde;o entre os mais nobres, como demonstra a hist&oacute;ria recente de apoio dessas publica&ccedil;&otilde;es a in&uacute;meros golpes contra a democracia no nosso Pa&iacute;s.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Como se ver&aacute; nas linhas seguintes, um dos jornais mais influentes do mundo n&atilde;o apelou para uma das manipula&ccedil;&otilde;es mais comuns na imprensa brasileira: omitir o que deu certo, o que &eacute; positivo, e ampliar o que &eacute; ruim ou n&atilde;o deu certo.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">O texto publicado &eacute; o seguinte:<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">&ldquo;Eis uma ideia brilhante para ajudar as pessoas pobres: dar dinheiro a elas. Especificamente, dar a elas dinheiro suficiente para acabar com sua pobreza.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Essa &eacute; a proposta da ministra do Desenvolvimento Social do Brasil, Tereza Campello, que esteve em Washington esta semana &#91;a &uacute;ltima semana de janeiro] discutindo a experi&ecirc;ncia do Pa&iacute;s em sua primeira d&eacute;cada de vig&ecirc;ncia do badalado programa de transfer&ecirc;ncia de renda Bolsa Fam&iacute;lia.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Essa &eacute; uma discuss&atilde;o relevante para os Estados Unidos, envolvendo um simples contrato social que entrega dinheiro vivo &mdash; sem maiores condi&ccedil;&otilde;es sobre como ele ser&aacute; gasto ou quem ser&aacute; considerado membro da fam&iacute;lia que recebe o benef&iacute;cio &mdash; desde que as crian&ccedil;as da fam&iacute;lia frequentem a escola.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Campello falou para executivos e funcion&aacute;rios do Banco Mundial &mdash; institui&ccedil;&atilde;o que considera o Bolsa Fam&iacute;lia um modelo que poder&aacute; ser exportado para outros pa&iacute;ses em desenvolvimento &mdash; em um painel promovido pela Brookings Institution para analisar o desempenho dos programas sociais dos Estados Unidos durante este per&iacute;odo de recess&atilde;o. Tem havido uma enxurrada de pesquisas sobre o tema. Algumas conclus&otilde;es s&atilde;o animadoras. Outras n&atilde;o.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Em geral, afirma Robert Moffitt, professor de economia da Universidade Johns Hopkins que avaliou os gastos sociais e os dados dos EUA sobre a renda durante os anos da crise econ&ocirc;mica, programas como o que reduz o imposto a pagar de fam&iacute;lias de baixa renda, o seguro desemprego, ou ainda os cupons de alimenta&ccedil;&atilde;o e outras iniciativas que comp&otilde;em a rede de seguridade americana. Todos mantiveram milh&otilde;es de pessoas acima da linha de pobreza.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Um estudo do U.S. Council of Economic Advisers (Associa&ccedil;&atilde;o de Assessores Econ&ocirc;micos) estima que o impulso dos gastos norte-americanos com programas sociais detiveram o crescimento da pobreza em n&iacute;veis m&iacute;nimos, &nbsp;mesmo nos momentos em que o pa&iacute;s atravessava o pior momento econ&ocirc;mico dos &uacute;ltimos 100 anos.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Mas Moffitt tamb&eacute;m destacou que a atual configura&ccedil;&atilde;o dos programas sociais americanos n&atilde;o permite tantos avan&ccedil;os quanto se espera. Os &ldquo;pobres empregados&rdquo;, que t&ecirc;m renda maior, tendem a se beneficiar mais do sistema de dedu&ccedil;&otilde;es de impostos, enquanto os que t&ecirc;m menor rendimento contam apenas com os programas tradicionais de benef&iacute;cios sociais, que tendem a ficar mais retra&iacute;dos. Ao mesmo tempo, gastos com cupons de alimenta&ccedil;&atilde;o tiveram sens&iacute;vel crescimento durante a recess&atilde;o, ao contr&aacute;rio do que aconteceu com o TANF, sigla em ingl&ecirc;s dos programas de assist&ecirc;ncia tempor&aacute;ria para fam&iacute;lias sob risco social.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Cada programa tem sua pr&oacute;pria lista de exig&ecirc;ncias. Os cupons de alimenta&ccedil;&atilde;o, por exemplo, determinam o que pode ser comprado com eles. J&aacute; o TANF condiciona a concess&atilde;o do benef&iacute;cio ao trabalho, treinamento e n&uacute;mero de filhos na fam&iacute;lia, dependendo do estado da Uni&atilde;o em que &eacute; aplicado.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Em resumo, afirma Moffitt, os programas parecem ter cumprido sua miss&atilde;o de ajudar as fam&iacute;lias durante a recess&atilde;o.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Mas o impacto de longo prazo &ndash; a capacidade de retirar as pessoas da pobreza de maneira em car&aacute;ter mais permanente &ndash; &eacute; outra hist&oacute;ria. Um estudo recente sobre mobilidade social nos Estados Unidos apurou que essa taxa tem estado inalterada por meio s&eacute;culo, a despeito de toda a gama de programas destinados a ajudar os mais pobres a elevar seu padr&atilde;o de vida.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">H&aacute;, &eacute; claro, um acalorado debate sobre como os governos devem atuar nessa quest&atilde;o, e at&eacute; mesmo se eles devem atuar.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Fonte: PT no Senado<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Foto: Internet<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O The Washington Post, publicou na \u00faltima sexta-feira, artigo de seu comentarista Howard Schneider que foi ignorado pela chamada grande m\u00eddia brasileira por falar bem do programa.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":19822,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[1269,83,3038,554,2988,1608,3039,902,3040],"class_list":["post-15309","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias-zeca-dirceu","tag-bolsafamilia","tag-brasil","tag-brilhante","tag-eua","tag-familias","tag-governofederal","tag-ideia","tag-pobreza","tag-washington"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15309","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=15309"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15309\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/media\/19822"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=15309"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=15309"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=15309"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}