{"id":15015,"date":"2013-12-22T00:00:00","date_gmt":"2013-12-22T02:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.zecadirceu.com.br\/mec-divulga-instituicoes-selecionadas-e-classificadas-para-implantar-novos-cursos-de-medicina\/"},"modified":"2024-12-10T17:58:37","modified_gmt":"2024-12-10T20:58:37","slug":"mec-divulga-instituicoes-selecionadas-e-classificadas-para-implantar-novos-cursos-de-medicina","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/mec-divulga-instituicoes-selecionadas-e-classificadas-para-implantar-novos-cursos-de-medicina\/","title":{"rendered":"NEM PAULISTA NEM FARIA LIMA"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<p>L&aacute; se vai 2013 e com ele um ano cheio de pol&ecirc;micas. Uns afirmam que o Brasil vai muito mal, amea&ccedil;ado por infla&ccedil;&atilde;o, descontrole fiscal e baixo crescimento. Outros garantem que a economia est&aacute; at&eacute; bem se comparada com as de outros pa&iacute;ses no atual cen&aacute;rio de crise global.<\/p>\n<p>Qualquer observador atento diria que a maior virtude da economia brasileira neste ano foi a gera&ccedil;&atilde;o de empregos. Apesar do PIB fraco, segundo estimativas, o pa&iacute;s criou 1,5 milh&atilde;o de postos de trabalho em 12 meses, excelente resultado se o par&acirc;metro for a Uni&atilde;o Europeia, por exemplo. O &iacute;ndice de desemprego aqui &eacute; de 5,2%, o mais baixo da s&eacute;rie hist&oacute;rica do IBGE.<\/p>\n<p>Muitos colocariam o resultado fiscal entre os pontos negativos do ano. Eu, n&atilde;o. H&aacute; excesso de gastos &#8212; n&atilde;o com investimentos, infelizmente &#8212; e isso exige mais controle. Mas o setor p&uacute;blico deve ter ainda superavit prim&aacute;rio superior a 2% do PIB e deficit nominal de 3% do PIB. Isso num momento em que o deficit &eacute; de 4% nos EUA, 8% no Jap&atilde;o, 7,2% no Reino Unido, 7,1% na Espanha e 5,2% na &Iacute;ndia. Deve-se alertar para a tend&ecirc;ncia de piora nessa &aacute;rea, e, se isso ocorrer, combater fortemente.<\/p>\n<p>Tamb&eacute;m &eacute; preciso admitir que, apesar de alguns trope&ccedil;os, o ano terminou bem na &aacute;rea das concess&otilde;es.<\/p>\n<p>No primeiro leil&atilde;o do pr&eacute;-sal sob a vig&ecirc;ncia do novo marco regulat&oacute;rio para a explora&ccedil;&atilde;o de petr&oacute;leo, o campo de Libra foi arrematado por R$ 15 bilh&otilde;es.<\/p>\n<p>Depois, ocorreu a concess&atilde;o dos aeroportos do Gale&atilde;o, no Rio, e de Confins, em Minas. Foram mais R$ 20,8 bilh&otilde;es faturados no leil&atilde;o de novembro, embora esse dinheiro deva ser pago ao longo dos anos. Mais que os recursos financeiros, por&eacute;m, o que conta &eacute; a moderniza&ccedil;&atilde;o das instala&ccedil;&otilde;es aeroportu&aacute;rias do pa&iacute;s, deixadas durante d&eacute;cadas nas m&atilde;os da burocr&aacute;tica administra&ccedil;&atilde;o estatal. Caber&aacute; ao Estado, agora, a atua&ccedil;&atilde;o reguladora para que os investimentos nesses aeroportos, assim como em Cumbica e Viracopos, j&aacute; concedidos anteriormente, sejam realizados de acordo com os editais.<\/p>\n<p>Tamb&eacute;m foram bem as concess&otilde;es de rodovias, em tr&ecirc;s leil&otilde;es, principalmente o da BR-163 de MT (hoje ser&aacute; leiloada a BR-163 de MS), importante canal para o escoamento da produ&ccedil;&atilde;o de gr&atilde;os.<\/p>\n<p>O observador imparcial se obriga a constatar a vulgariza&ccedil;&atilde;o da viol&ecirc;ncia no pa&iacute;s em 2013, nas manifesta&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas, nos crimes em grandes centros urbanos e at&eacute; nos est&aacute;dios de futebol. Cenas deplor&aacute;veis foram repassadas para o mundo, como a de mascarados quebrando o patrim&ocirc;nio p&uacute;blico e privado e a de torcedores massacrando torcedores. No caso das manifesta&ccedil;&otilde;es, ocorreu uma inexplic&aacute;vel inercia de algumas autoridades. Nota zero para o Brasil nesse quesito em 2013.<\/p>\n<p>O crescimento da economia decepcionou mais uma vez. Come&ccedil;amos o ano com a expectativa de crescer 4%, mas aos poucos as proje&ccedil;&otilde;es murcharam. O PIB vai crescer pouco mais de 2%, &iacute;ndice pr&oacute;ximo da m&eacute;dia mundial, mas insuficiente para um pa&iacute;s ainda pobre e desigual como o Brasil. A produ&ccedil;&atilde;o industrial deve se expandir tamb&eacute;m 2%, &iacute;ndice que n&atilde;o recupera o setor do tombo de 2,16% em 2012.<\/p>\n<p>A infla&ccedil;&atilde;o preocupou, mas termina o ano mais comportada, em n&iacute;vel inferior ao previsto inicialmente pelo mercado financeiro e abaixo do teto da meta do Banco Central.<\/p>\n<p>Frustrante foi a volta dos juros para o n&iacute;vel de dois d&iacute;gitos &#8211;o Brasil est&aacute; de novo entre os pa&iacute;ses com as taxas mais altas do mundo. Tamb&eacute;m decepcionou a oferta de cr&eacute;dito pelo setor financeiro privado, que n&atilde;o teve crescimento real e foi compensado pela maior agressividade dos bancos p&uacute;blicos.<\/p>\n<p>Pena que o ano tenha sido tamb&eacute;m t&atilde;o decepcionante para o mercado de a&ccedil;&otilde;es. As companhias abertas, financeiras ou do setor produtivo, at&eacute; apresentaram resultados positivos, mas a perda de confian&ccedil;a foi preponderante. Sem um mercado de capitais robusto, fica dif&iacute;cil sustentar o investimento privado.<\/p>\n<p>Num balan&ccedil;o honesto, precisam ser colocadas todas essas vari&aacute;veis. N&atilde;o foi o ano da esperada e necess&aacute;ria recupera&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica, mas tamb&eacute;m n&atilde;o se pode consider&aacute;-lo um desastre. Um funcion&aacute;rio do governo, n&atilde;o identificado, disse na semana passada que o mau humor dominante no ano veio &quot;da Paulista e da Faria Lima&quot;. Na verdade, n&atilde;o de toda a Paulista e nem de toda a Faria Lima.<\/p>\n<p>BENJAMIN STEINBRUCH &ndash; Folha de S.Paulo.&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Confira o texto de Benjamin Steinbruch, na Folha de S\u00e3o Paulo, sobre as verdades e inven\u00e7\u00f5es de 2013 em rela\u00e7\u00e3o ao crescimento da economia do Brasil. Vale a pena!<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":20100,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[83,361,368,3098,360],"class_list":["post-15015","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias-zeca-dirceu","tag-brasil","tag-dirceu","tag-economia","tag-variaveis","tag-zeca"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15015","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=15015"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15015\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/media\/20100"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=15015"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=15015"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=15015"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}