{"id":14653,"date":"2013-11-04T00:00:00","date_gmt":"2013-11-04T02:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.zecadirceu.com.br\/revitalizacao-da-praca-da-matriz-e-inaugurada-em-quarto-centenario\/"},"modified":"2024-12-10T18:00:35","modified_gmt":"2024-12-10T21:00:35","slug":"revitalizacao-da-praca-da-matriz-e-inaugurada-em-quarto-centenario","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/revitalizacao-da-praca-da-matriz-e-inaugurada-em-quarto-centenario\/","title":{"rendered":"\u201cParan\u00e1 nunca recebeu tanto investimento federal\u201d, diz Zeca Dirceu"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align:justify\">O deputado federal Zeca Dirceu &eacute; filho do ex-ministro da Casa Civil do governo Lula, Jos&eacute; Dirceu, que de fundador e um dos homens mais poderosos do PT e da Rep&uacute;blica, se tornou r&eacute;u no processo do mensal&atilde;o. E at&eacute; pela condi&ccedil;&atilde;o de filho, prefere n&atilde;o comentar os meandros desse processo no Supremo Tribunal Federal, que seu partido v&ecirc; como algo contaminado pela press&atilde;o pol&iacute;tica e da m&iacute;dia conservadora. J&aacute; quando se trata do governo, Zeca Dirceu n&atilde;o pensa duas vezes, assumindo claramente a defesa da administra&ccedil;&atilde;o federal. A come&ccedil;ar na pol&ecirc;mica com o governo Beto Richa (PSDB), cujas acusa&ccedil;&otilde;es de discrimina&ccedil;&atilde;o ele responde com uma longa lista de obras e iniciativas que, segundo ele, provam que o Paran&aacute; nunca recebeu tantos investimentos de Bras&iacute;lia.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">E &eacute; com essa mesma certeza que Zeca garante que a ministra chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, tem tudo para mudar, em 2014, a escrita segundo a qual o PT nunca conseguiu ser competitivo na disputa pelo governo do Estado. &ldquo;N&atilde;o &eacute; por acaso o Paran&aacute; est&aacute; recebendo tantos investimentos assim&rdquo;, afirma. &ldquo;Eu diria que ela (Gleisi) est&aacute; no piso (das inten&ccedil;&otilde;es de voto para o governo nas pesquisas), e tende a crescer. O governador est&aacute; no teto&rdquo;, avalia o parlamentar, em entrevista ao Bem Paran&aacute;, onde comenta tamb&eacute;m a pol&ecirc;mica sobre as biografias n&atilde;o-autorizadas e a crise pol&iacute;tica provocada pelas manifesta&ccedil;&otilde;es populares.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\"><strong>Bem Paran&aacute; &ndash; O seu pai, o ex-ministro Jos&eacute; Dirceu, foi alvo de uma biografia n&atilde;o autorizada, contestada por ele e pelos cr&iacute;ticos. O que acha da pol&ecirc;mica levantada pelo grupo de artistas do &ldquo;Procure saber&rdquo; sobre esse tema?Zeca Dirceu &ndash;<\/strong>&nbsp;Acho que liberdade de imprensa &eacute; importante e necess&aacute;ria. Em rela&ccedil;&atilde;o ao livro, eu n&atilde;o li, n&atilde;o vou ler. A minha m&atilde;e teve o desprazer de ler algumas partes e se sentiu ofendida por ter avalia&ccedil;&otilde;es e situa&ccedil;&otilde;es, na rela&ccedil;&atilde;o amorosa entre ela e meu pai, coisas muito &iacute;ntimas que jamais algu&eacute;m poderia opinar ou saber a n&atilde;o ser ela e meu pr&oacute;prio pai.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\"><strong>BP &ndash; Mas voc&ecirc;s n&atilde;o chegaram a tomar iniciativa de barrar o livro na Justi&ccedil;a para tir&aacute;-lo do mercado?Zeca Dirceu &ndash;<\/strong>&nbsp;N&atilde;o. Meu pai declarou na imprensa que n&atilde;o faria isso e n&atilde;o o fez. Eu li a cr&iacute;tica feita por um jornalista na revista Piau&iacute;. Ali ele provou centenas de inverdades. Discrep&acirc;ncias inclusive de fatos hist&oacute;ricos. Ent&atilde;o, um livro desse n&atilde;o merece ser lido. N&atilde;o perdi meu tempo nem de ler, nem de pensar qualquer outra atitude. O que eu acho que a legisla&ccedil;&atilde;o do Brasil precisa ser aperfei&ccedil;oada para que voc&ecirc; tenha &ndash; talvez n&atilde;o caiba no caso de biografias, mas em outros casos &ndash; o direito de resposta e para que haja algum tipo de penaliza&ccedil;&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o ao ataque &agrave; honra, cal&uacute;nia, difama&ccedil;&atilde;o. Eu mesmo fui v&iacute;tima de cal&uacute;nia e difama&ccedil;&atilde;o, entrei com a&ccedil;&atilde;o de repara&ccedil;&atilde;o de danos, ganhei a a&ccedil;&atilde;o, agora, depois de dez anos em uma delas que eu vou come&ccedil;ar a receber aquilo que a Justi&ccedil;a determinou. &Eacute; muito tempo. Tem a ver com a legisla&ccedil;&atilde;o, mas tem um pouco haver com a estrutura Judici&aacute;ria do Pa&iacute;s que &eacute; falha, lenta e demorada. Acho que toda a liberdade e esses dois cuidados, o direito de resposta e para que voc&ecirc; tenha mais facilidade para reparar o dano. Hoje muitas vezes n&atilde;o &eacute; reparado, outras demora d&eacute;cadas.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\"><strong>BP &ndash; Como o senhor recebeu a decis&atilde;o do STF de acatar os recursos dos r&eacute;us do chamado caso do mensal&atilde;o?Zeca Dirceu &ndash;<\/strong>&nbsp;Eu sou filho. Amo meu pai. Natural que o jornalista me questione sobre isso. Mas eu estou sentimentalmente envolvido. Ent&atilde;o n&atilde;o tem como fazer avalia&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica, t&eacute;cnica e jur&iacute;dica de todos esses fatos.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\"><strong>BP &#8211; Como o senhor v&ecirc; a onda de manifesta&ccedil;&otilde;es que tivemos a partir de junho e tudo o que aconteceu desde ent&atilde;o?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify\"><strong>Zeca Dirceu &ndash;<\/strong>&nbsp;Acho que foram importantes, positivas. S&atilde;o conden&aacute;veis os excessos que existiram e est&atilde;o existindo at&eacute; hoje de depreda&ccedil;&atilde;o, destrui&ccedil;&atilde;o do patrim&ocirc;nio p&uacute;blico e at&eacute; mesmo a inviabiliza&ccedil;&atilde;o das pr&oacute;prias manifesta&ccedil;&otilde;es pelos chamados black blocs. A presidenta Dilma foi muito corajosa, porque n&atilde;o era uma manifesta&ccedil;&atilde;o contra ela, o governo dela, mas ela tomou a frente no sentido de ouvir. Ela tomou &agrave; frente no sentido de propor a&ccedil;&otilde;es, algumas que ela tomou como governo, que j&aacute; est&atilde;o repercutindo resultados. E outras que ela sugeriu ao Congresso, &agrave; classe pol&iacute;tica, ao Pa&iacute;s, que infelizmente n&atilde;o prosperaram. Eu classifico como talvez, a maior falha de todos n&oacute;s, a n&atilde;o realiza&ccedil;&atilde;o de uma reforma pol&iacute;tica. O PT tem sido derrotado, sistematicamente, e foi derrotado de novo, no sentido de tirar do dia a dia das campanhas o poder do dinheiro. Mas acho que a presidenta cumpriu um grande papel. Ela chamou a aten&ccedil;&atilde;o para uma parcela dos brasileiros, que por mais que eles talvez n&atilde;o estivessem evidenciando isso nas manifesta&ccedil;&otilde;es, que esse &eacute; um problema do Pa&iacute;s. Infelizmente o cidad&atilde;o, na grande maioria, n&atilde;o percebe isso. Ele acha que a distor&ccedil;&atilde;o da representa&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica, de ele n&atilde;o se sentir representado, &eacute; fruto do acaso. N&atilde;o &eacute;. &Eacute; fruto de um sistema em que impera o dinheiro. Mas infelizmente a maioria que est&aacute; l&aacute; (no Congresso), eu convivo, n&atilde;o quer mudar. E a maioria mudaria mais rapidamente por press&atilde;o popular. Mas infelizmente para esse tipo de a&ccedil;&atilde;o n&atilde;o h&aacute; press&atilde;o popular. A popula&ccedil;&atilde;o n&atilde;o entende que isso tem a ver com os problemas que ela vive. Essa &eacute; a parte negativa. A parte positiva foram as decis&otilde;es que n&oacute;s tivemos na sa&uacute;de e na educa&ccedil;&atilde;o. O Pr&eacute;-sal, a gente votou no Congresso a destina&ccedil;&atilde;o de 100% dos royalties para educa&ccedil;&atilde;o e sa&uacute;de, isso n&atilde;o &eacute; pouca coisa. S&oacute; isso j&aacute; valeu as manifesta&ccedil;&otilde;es. A cria&ccedil;&atilde;o do programa Mais M&eacute;dicos, novos cursos de Medicina, tamb&eacute;m n&atilde;o &eacute; pouca coisa. S&atilde;o (medidas) esperadas h&aacute; d&eacute;cadas.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\"><strong>Manifesta&ccedil;&otilde;es<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify\"><strong>&ldquo;PT j&aacute; tomou decis&atilde;o de renovar o partido&rdquo;<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\"><strong>&nbsp;Bem Paran&aacute; &ndash; Nas manifesta&ccedil;&otilde;es, os partidos em geral, inclusive o PT, foram hostilizados. O partido perdeu a conex&atilde;o com as massas, em especial os jovens?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify\"><strong>Zeca Dirceu &ndash;<\/strong>&nbsp;Acho que todos os partidos e a classe pol&iacute;tica em geral enfrenta hoje uma dificuldade na rela&ccedil;&atilde;o e at&eacute; uma certa incompreens&atilde;o que eu classificaria at&eacute; como exagerada. Mas ela &eacute; estimulada pela grande m&iacute;dia, Rede Globo principalmente, que diariamente condena e distorce a realidade do exerc&iacute;cio da pol&iacute;tica. Acho muito ruim quando a gente chega em uma situa&ccedil;&atilde;o com essa. Sem partidos, sem pol&iacute;ticos, voc&ecirc; tem que ter um regime ditatorial para conduzir as coisas. N&atilde;o existe outro regime. O PT h&aacute; dois, tr&ecirc;s anos tomou uma decis&atilde;o que tem a ver com o que est&aacute; acontecendo, de renovar o partido. Por exemplo, obrigatoriamente 20% das dire&ccedil;&otilde;es (do partido) t&ecirc;m que ser formadas por jovens. Ningu&eacute;m pode ocupar o mesmo cargo por mais de tr&ecirc;s mandatos, inclusive de presidente municipal, estadual, nacional. Inclusive dos cargos eletivos. Eu n&atilde;o posso ser deputado federal mais do que tr&ecirc;s vezes. O partido l&aacute; atr&aacute;s j&aacute; tomou essa decis&atilde;o de renova&ccedil;&atilde;o. J&aacute; tinha cota de g&ecirc;nero, trouxe para 50%. S&atilde;o decis&otilde;es que v&atilde;o de encontro ao que se viu nas ruas, de renova&ccedil;&atilde;o da pol&iacute;tica.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\"><strong>BP &ndash; E o Congresso, o senhor acha que entendeu o recado?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify\"><strong>Zeca Dirceu &ndash;<\/strong>&nbsp;Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; reforma pol&iacute;tica n&atilde;o. Agora o Congresso entendeu o recado quando decidiu aprovar a destina&ccedil;&atilde;o dos royalties para a educa&ccedil;&atilde;o. &Eacute; importante lembrar que por duas vezes tentamos aprovar e perdemos a disputa. O Congresso mudou de opini&atilde;o por press&atilde;o das urnas.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\"><strong>Elei&ccedil;&otilde;es 2014<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify\"><strong>&ldquo;Gleisi adquiriu bagagem para disputar o governo&rdquo;<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\"><strong>Bem Paran&aacute; &ndash; O governo Beto Richa tem acusado o governo federal de discrimina&ccedil;&atilde;o na destina&ccedil;&atilde;o de verbas e na demora para a libera&ccedil;&atilde;o de empr&eacute;stimos ao Paran&aacute;. Como o senhor v&ecirc; essa acusa&ccedil;&atilde;o?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify\"><strong>Zeca Dirceu &ndash;<\/strong>&nbsp;O Paran&aacute; nunca recebeu tantos investimentos federais quanto est&aacute; recebendo agora. N&oacute;s vamos provar, e j&aacute; estamos provando isso. O cidad&atilde;o vai perceber isso quando come&ccedil;ar a refletir, e vai fazer isso mais na elei&ccedil;&atilde;o, quando as aten&ccedil;&otilde;es se voltam para a pol&iacute;tica. Em qualquer cidade do interior que voc&ecirc; for hoje, 80%, 90% das obras p&uacute;blicas t&ecirc;m recurso federal. O governo do Estado n&atilde;o tem um programa, n&atilde;o tem praticamente obras acontecendo. A presidente esteve no Paran&aacute;, inaugurou um trecho da estrada da Boiadeira, BR-487, que todo mundo falava que era imposs&iacute;vel. O governo federal investiu R$ 50 milh&otilde;es no ano passado, autorizou um segundo trecho. Est&aacute; duplicando a BR 163, de Toledo at&eacute; Gua&iacute;ra. Vai duplicar de Cascavel at&eacute; o Sudoeste. Est&aacute; licitando a segunda ponte com o Paraguai. O Porto de Paranagu&aacute; tem h&aacute; anos R$ 150 milh&otilde;es para fazer a dragagem, n&atilde;o conseguiu a licen&ccedil;a ambiental, parece que agora vai conseguir, para usar o dinheiro. O Paran&aacute; tinha uma universidade, tem cinco unidades federais. O governo federal disp&ocirc;s recursos para construir dez escolas t&eacute;cnicas regionais, o governo do Estado est&aacute; concluindo, terminou algumas e n&atilde;o coloca para funcionar. Em Terra R&ocirc;xa est&aacute; h&aacute; seis meses a escola pronta, n&atilde;o &eacute; colocada em funcionamento. O PAC tem obras de saneamento em mais de 100 cidades do Paran&aacute;. Os fatos, o dia a dia, mostram isso. O ano que vem esse discurso vai por &aacute;gua. O governador est&aacute; dando um tiro no p&eacute; porque ele est&aacute; chamando a aten&ccedil;&atilde;o para uma coisa que beneficia a Gleisi (Hoffmann) por ela ser a ministra da Casa Civil e ter tido nessa a&ccedil;&atilde;o um papel determinante. N&atilde;o &eacute; por acaso o Paran&aacute; est&aacute; recebendo tantos investimentos assim.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\"><strong>BP &ndash; A ministra Gleisi tem um papel decisivo no governo como chefe da Casa Civil, mas tamb&eacute;m sofre desgaste por pol&ecirc;micas com a demarca&ccedil;&atilde;o das terras ind&iacute;genas, do Porto. O senhor acha que isso pode prejudic&aacute;-la na elei&ccedil;&atilde;o?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify\"><strong>Zeca Dirceu &ndash;<\/strong>&nbsp;Eu acho que n&atilde;o. As atitudes dela s&atilde;o sempre muito equilibradas. Nesta quest&atilde;o ind&iacute;gena, eu sou de Umuarama, fui prefeito de Cruzeiro d&acute;Oeste, atuo na regi&atilde;o que tem um conflito. Eu vi os agricultores aplaudirem ela quando ela puxou a discuss&atilde;o para o governo de que teria que mudar a maneira como as demarca&ccedil;&otilde;es vinham sendo feitas. O governo tomou essa decis&atilde;o, n&atilde;o &eacute; mais apenas a Funai que sozinha d&aacute; o veredito e encaminha essas quest&otilde;es. Ela trouxe para dentro a Embrapa, no caso de Foz do Igua&ccedil;u, a Itaipu. Acho que ela s&oacute; ganhou ponto ocupando o cargo e a experi&ecirc;ncia que ela adquiriu prepara ela ainda mais para governar o Paran&aacute;. Ela tinha carisma, simpatia, hist&oacute;ria sem nenhum tipo de m&aacute;cula, e tinha voto. Em 2010, ela teve mais voto (para o Senado) que o pr&oacute;prio governador. Mas ela n&atilde;o tinha bagagem de um cargo de gest&atilde;o como esse da Casa Civil. Ent&atilde;o ela vem com tudo,&nbsp; est&aacute; muito bem preparada. Qual que &eacute; o &uacute;nico problema do cargo? Ela ficou afastada do contato do dia a dia (da pol&iacute;tica local), da presen&ccedil;a. Mas isso resolve em janeiro, ela volta para ser senadora, pode visitar, viajar, participar de eventos e atividades como bem entender. Ela vai ter uma agenda muito intensa, de janeiro a junho. S&atilde;o seis meses, muito tempo. Ent&atilde;o isso vai mexer com a popularidade, os &iacute;ndices das pesquisas. Eu diria que ela est&aacute; no piso (das inten&ccedil;&otilde;es de voto), e tende a crescer. O governador fez isso tr&ecirc;s anos, ele est&aacute; no teto. O m&aacute;ximo que ele podia ter de inten&ccedil;&atilde;o de voto ele tem hoje.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\"><strong>Sucess&atilde;o presidencial<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify\"><strong>&ldquo;Hist&oacute;rias de Campos e Marina n&atilde;o batem&rdquo;<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\"><strong>Bem Paran&aacute; &ndash; Diante das movimenta&ccedil;&otilde;es da ex-ministra Marina Silva, como o senhor v&ecirc; o cen&aacute;rio das elei&ccedil;&otilde;es presidenciais de 2014?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify\"><strong>Zeca Dirceu &ndash;<\/strong>&nbsp;Melhorou para a presidenta Dilma. A hist&oacute;ria, os &iacute;ndices das elei&ccedil;&otilde;es mostram que quanto menos candidatos mais as chances de ser decidido no primeiro turno. A presidenta tem uma vantagem muito grande em rela&ccedil;&atilde;o aos advers&aacute;rios, ela vem em uma recupera&ccedil;&atilde;o, em uma tend&ecirc;ncia de crescimento, ela n&atilde;o est&aacute; estabilizada nas pesquisas. Eu j&aacute; considerava a candidatura do (governador de Pernambuco) Eduardo Campos (PSB) a candidatura da incoer&ecirc;ncia, da falsidade. Uma pessoa que participa de um governo, apoia, ajuda a construir, de uma hora para a outra fazer de conta que n&atilde;o participou, que n&atilde;o conhece, que n&atilde;o tem responsabilidade pelos erros e pelos acertos, em um primeiro momento pode at&eacute; enganar o cidad&atilde;o. Mas o cidad&atilde;o n&atilde;o &eacute; bobo, ele percebe que uma pessoa condenar pr&aacute;ticas pol&iacute;ticas que ele executa em seu estado &agrave; exaust&atilde;o, do fisiologismo, da ocupa&ccedil;&atilde;o de cargos, da velha pol&iacute;tica, com (o ex-presidente da C&acirc;mara) Severino Cavalcanti. Uma pessoa se apresentar como o novo tendo aliados como Ronaldo Caiado, Jorge Borhausen, que s&atilde;o de extrema direita, n&atilde;o funciona. O eleitor n&atilde;o admite ser enganado. E quando voc&ecirc; faz a jun&ccedil;&atilde;o dele com a Marina, que a Marina n&atilde;o queria. A hist&oacute;ria dos dois n&atilde;o bate. O que os dois pensam sobre quest&otilde;es ambientais, desenvolvimento, n&atilde;o fecha. Ent&atilde;o isso n&atilde;o vai dar certo. A tend&ecirc;ncia, na minha avalia&ccedil;&atilde;o, no ano que vem, &eacute; ter uma disputa entre o PT e o PSDB. O PSDB pode ter todos os defeitos que na minha avalia&ccedil;&atilde;o eles t&ecirc;m, mas eles t&ecirc;m coer&ecirc;ncia.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\"><strong>BP &ndash; No Paran&aacute; a maior vota&ccedil;&atilde;o do PT para o governo foi com o Padre Roque, em 2002 (18%). Tanto o Lula quanto a Dilma tiveram menos votos que o Jos&eacute; Serra e o Geraldo Alckmin no Estado. O senhor acha que o partido hoje tem condi&ccedil;&otilde;es de superar isso?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify\"><strong>Zeca Dirceu &ndash;<\/strong>&nbsp;Acho que a Gleisi j&aacute; provou isso em 2010 quando ela foi a lideran&ccedil;a mais votada de todo o Estado, inclusive do governador. Ela consegue dialogar com for&ccedil;as pol&iacute;ticas, com segmentos que v&atilde;o muito al&eacute;m dos que tradicionalmente o PT conseguiu dialogar no Estado. N&atilde;o acredito que h&aacute; uma restri&ccedil;&atilde;o ao PT. Se n&atilde;o o PT n&atilde;o teria tido, por exemplo, a vota&ccedil;&atilde;o que teve (nas elei&ccedil;&otilde;es para prefeito em 2012) em Maring&aacute;, Cascavel e Ponta Grossa, 46%, 48%, 49% dos votos. Se n&atilde;o o PT n&atilde;o teria ajudado o processo de elei&ccedil;&atilde;o (do prefeito Gustavo Fruet, do PDT) aqui em Curitiba, com a candidatura da (vice-prefeita) Miriam (Gon&ccedil;alves). N&atilde;o acho que o partido seja algo estranho, inaceit&aacute;vel aos paranaenses.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\"><strong>FONTE: Bem Paran&aacute;<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fico satisfeito cada vez que tenho a oportunidade de divulgar as a\u00e7\u00f5es federais que acontecem no nosso Estado.Confira a minha entrevista de hoje no Jornal Bem Paran\u00e1.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":20456,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[3190,361,118,272,86,360],"class_list":["post-14653","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias-zeca-dirceu","tag-bem","tag-dirceu","tag-entrevista","tag-investimentos","tag-parana","tag-zeca"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14653","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=14653"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14653\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/media\/20456"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=14653"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=14653"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=14653"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}