{"id":14273,"date":"2013-09-30T00:00:00","date_gmt":"2013-09-30T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.zecadirceu.com.br\/cruzeiro-do-oeste-tera-r-75-mil-pra-saude-bucal\/"},"modified":"2024-12-10T18:02:35","modified_gmt":"2024-12-10T21:02:35","slug":"cruzeiro-do-oeste-tera-r-75-mil-pra-saude-bucal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/cruzeiro-do-oeste-tera-r-75-mil-pra-saude-bucal\/","title":{"rendered":"Gazeta do Povo condena revolta do jaleco branco"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align:justify\">247 &#8211; Aos poucos, at&eacute; mesmo os meios de comunica&ccedil;&atilde;o mais conservadores come&ccedil;am a condenar a postura de entidades m&eacute;dicas diante do programa Mais M&eacute;dicos, do governo federal. Foi o que fez, nesta segunda, a Gazeta do Povo, em editorial. Leia abaixo:<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">A revolta do jaleco branco &#8211; EDITORIAL GAZETA DO POVO &#8211; PR<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Profissionais da medicina precisam desenvolver agenda positiva, fazendo da crise gerada pelo Mais M&eacute;dicos um degrau para avan&ccedil;os na sa&uacute;de p&uacute;blica<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">O ano de 2013 vai ser lembrado como aquele em que a medicina no Brasil passou por um tsunami. O programa Mais M&eacute;dicos, do governo federal, se tornou alvo de toda a sorte de improp&eacute;rios. Ainda se pode ouvir o eco da voz de Roberto D&rsquo;&Aacute;vila, presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), tachando o projeto de &ldquo;demag&oacute;gico, eleitoreiro, populista, atrasado&rdquo;. Na batalha verbal, os m&eacute;dicos sa&iacute;ram em desvantagem. Havia uma demanda reprimida na sociedade em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; categoria, que no imagin&aacute;rio do cidad&atilde;o comum paga a conta pelas defici&ecirc;ncias dos servi&ccedil;os de sa&uacute;de no pa&iacute;s. Os predicados creditados pelos populares aos m&eacute;dicos em geral n&atilde;o s&atilde;o cartas de amor: corporativistas, ligeiros no atendimento, n&atilde;o raro negligentes.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Infelizmente, tudo indica que o governo n&atilde;o assinou a Medida Provis&oacute;ria 621, de 8 de julho, apenas para sanar a falta de profissionais de medicina nos rinc&otilde;es do pa&iacute;s. Aproveitou a deixa para tirar proveito da m&aacute; fase dos m&eacute;dicos com a popula&ccedil;&atilde;o. Nesse sentido, o protesto de D&rsquo;&Aacute;vila merece o eco que teve. Houve uma dose de covardia nessa hist&oacute;ria. Trouxe efeitos colaterais. Numa das centenas de textos publicados na imprensa sobre o assunto, um dos mais contundentes &ndash; do fil&oacute;sofo Luiz Felipe Pond&eacute; &ndash; chama o governo de fascista. Acusa a turma de Bras&iacute;lia de agir com os m&eacute;dicos da mesma maneira como Hitler um dia agiu com os judeus, demonizando-os, reduzindo-os a comerciantes preocupados com a reserva de mercado.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Ora, n&atilde;o &eacute; preciso um grande racioc&iacute;nio para saber que as opini&otilde;es gen&eacute;ricas sobre os m&eacute;dicos s&atilde;o o que s&atilde;o: gen&eacute;ricas. Nesse exato momento, milhares de profissionais est&atilde;o fazendo valer o juramento de Hip&oacute;crates e exercendo sua profiss&atilde;o com lisura, pois isso lhes &eacute; natural. Como diz o ditado popular, n&atilde;o &eacute; por causa dos b&ecirc;bados que se vai jogar todo o vinho fora. A indigna&ccedil;&atilde;o dos m&eacute;dicos com as investidas do governo faz o maior sentido. N&atilde;o podem aceitar o r&oacute;tulo antip&aacute;tico que lhes foi colocado, e ponto.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Salvo que o ressentimento n&atilde;o &eacute; um bom conselheiro. O atual estado das coisas exige uma agenda positiva. Urge n&atilde;o s&oacute; lamentar a geografia m&eacute;dica do pa&iacute;s &ndash; alta concentra&ccedil;&atilde;o nas capitais, baixa concentra&ccedil;&atilde;o no interior. Tem-se de entender por que se tornou cada vez mais rara a figura do m&eacute;dico idealista, que se instalava para cidades pequenas. Mudou a medicina &ndash; que se sofisticou. Mudaram os m&eacute;dicos. E esse &eacute; o ponto de partida.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Mal n&atilde;o faria ao governo aplicar intelig&ecirc;ncia e criatividade para conseguir mobilidade m&eacute;dica. Alguns dir&atilde;o &ldquo;bem que tentou&rdquo;, mas o fez de forma autorit&aacute;ria, sem dialogar com a sociedade organizada. A grita toda dos profissionais reside a&iacute;. Na semana passada, os pr&oacute;prios paranaenses viram aonde pode chegar a indigna&ccedil;&atilde;o: para n&atilde;o ferir a pr&oacute;pria consci&ecirc;ncia, como alegou, o presidente do CRM do Paran&aacute;, Alexandre Bley, renunciou ao posto.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Bley p&ocirc;s mais uma vez &agrave; mostra o estado de &acirc;nimo da discuss&atilde;o. N&atilde;o haver&aacute; paz t&atilde;o cedo se o governo n&atilde;o admitir que usou de estrat&eacute;gias duvidosas para resolver uma rela&ccedil;&atilde;o muito delicada. A estrat&eacute;gia &ndash; tratar centenas de m&eacute;dicos estrangeiros como intercambistas, logo, bolsistas &ndash; soou como uma negativa das pautas de reivindica&ccedil;&otilde;es dos profissionais da medicina. Foi como se a alegada falta de condi&ccedil;&otilde;es para o exerc&iacute;cio do of&iacute;cio, em determinadas partes do pa&iacute;s, n&atilde;o passasse de conversa mole.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Do outro lado, cabe aos m&eacute;dicos reconhecer que o governo tinha de tomar uma atitude, e que os pr&oacute;prios calos da medicina dificultam qualquer sorte de negocia&ccedil;&atilde;o. Dif&iacute;cil. Crente nisso, o Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de n&atilde;o pediu licen&ccedil;a e veio como um rolo compressor. Tinha a seu favor os dados nauseabundos do setor. Respondeu com baldes de pipoca: num informe, fez o an&uacute;ncio de que s&atilde;o 681 profissionais &agrave; espera de autoriza&ccedil;&atilde;o e boa vontade dos CRMs; noutro, a informa&ccedil;&atilde;o de que em outubro receberemos mais 2 mil cubanos.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">&Eacute; um morde sem assopra. Dados bem azeitados, sa&iacute;dos do Ipea, mostram que a medicina tem a mais alta taxa de ocupa&ccedil;&atilde;o e os melhores sal&aacute;rios. A escassez concorre a favor da categoria. Faltam m&eacute;dicos. F&oacute;runs governamentais precisam se formar &ndash; para que a defesa dos m&eacute;dicos ganhe forma e a discuss&atilde;o v&aacute; para al&eacute;m desse telecatch que se formou.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Por certo, o debate revelar&aacute; que a quest&atilde;o &eacute; muito mais org&acirc;nica do que se imagina. A falta de profissionais passa pela estrutura capenga do interior brasileiro: estradas, escolas, conex&atilde;o. A lista vai longe. Quem quer viver nessas dist&acirc;ncias insalubres? A medicina &eacute; a car&ecirc;ncia mais not&oacute;ria, mas s&atilde;o tantas que a sigla &ldquo;Mais&rdquo; poderia ser aplicada a pelo menos uma dezena de categorias profissionais.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Fonte:&nbsp;<span style=\"color:rgb(34, 34, 34); font-family:arial,sans-serif\">Portal Brasil 247<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Jornal paranaense afirma que entidades m\u00e9dicas, lideradas pelo Conselho Federal de Medicina, deveriam desenvolver agenda positiva para melhorar a sa\u00fade p\u00fablica no Pa\u00eds.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":20810,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[205,3,3259,6],"class_list":["post-14273","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias-zeca-dirceu","tag-medicina","tag-medicos","tag-revolta","tag-saude"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14273","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=14273"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14273\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/media\/20810"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=14273"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=14273"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=14273"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}