{"id":14074,"date":"2013-09-11T00:00:00","date_gmt":"2013-09-11T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.zecadirceu.com.br\/em-cafe-da-manha-zeca-dirceu-conversa-com-prefeitos-sobre-investimentos-e-obras\/"},"modified":"2024-12-10T18:03:29","modified_gmt":"2024-12-10T21:03:29","slug":"em-cafe-da-manha-zeca-dirceu-conversa-com-prefeitos-sobre-investimentos-e-obras","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/em-cafe-da-manha-zeca-dirceu-conversa-com-prefeitos-sobre-investimentos-e-obras\/","title":{"rendered":"Minha Casa, Minha Vida agora cresce mais na baixa renda"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align:justify\"><span style=\"font-size:13px\">O volume de contrata&ccedil;&otilde;es na primeira faixa do Minha Casa Minha Vida 2 triplicou neste ano em rela&ccedil;&atilde;o ao ano passado e reverteu o baixo ritmo de 2012, que apontava para o n&atilde;o cumprimento da meta estipulada para o fim de 2014. Sem a lentid&atilde;o causada pela paralisa&ccedil;&atilde;o no segundo semestre de 2011 e com a adi&ccedil;&atilde;o de verbas municipais e estaduais, a faixa mais subsidiada pelo governo puxou o resultado global do programa neste ano. Por outro lado, a faixa dois, que havia sustentado os bons resultados de 2012, desacelerou em fun&ccedil;&atilde;o da sa&iacute;da de construtoras dessa &aacute;rea de atua&ccedil;&atilde;o.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">\n<p>Segundo balan&ccedil;o do Minist&eacute;rio das Cidades, de janeiro a julho, o Minha Casa 2 contratou 327 mil unidades na primeira faixa, destinada a fam&iacute;lias com renda mensal de at&eacute; R$ 1.600. Mesmo com o avan&ccedil;o, o ritmo precisa ser acelerado para a meta ser alcan&ccedil;ada. Desde o in&iacute;cio da segunda parte do programa, em 2011, foram contratadas 828 mil unidades, mas o governo planeja a contrata&ccedil;&atilde;o de 1,6 milh&otilde;es de casas para essa faixa at&eacute; o fim do pr&oacute;ximo ano.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">\n<p>Na faixa dois, que encampa renda familiar mensal entre R$ 1.600 e R$ 3.100, as contrata&ccedil;&otilde;es n&atilde;o passaram de 194 mil unidades de janeiro a julho deste ano, volume 21,5% menor do que o registrado pelo minist&eacute;rio no mesmo per&iacute;odo do ano passado. Na faixa tr&ecirc;s, para renda familiar at&eacute; R$ 5.000, houve pequeno aumento e o total contratado foi de 45 mil unidades.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">\n<p>A desacelera&ccedil;&atilde;o nas contrata&ccedil;&otilde;es na faixa dois se deve &agrave; sa&iacute;da de algumas construtoras do programa, de acordo com Leonardo Corr&ecirc;a, diretor de finan&ccedil;as da MRV Engenharia. A sa&iacute;da, diz ele, est&aacute; relacionada a um ajuste no foco de atua&ccedil;&atilde;o de algumas empresas.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">\n<p>Construtora com maior penetra&ccedil;&atilde;o nesse segmento &#8211; 12% das unidades nas faixas dois e tr&ecirc;s &#8211; a MRV foi na contram&atilde;o e aumentou a receita com o programa em 40,9% no primeiro semestre deste ano em rela&ccedil;&atilde;o ao ano passado. O n&uacute;mero de apartamentos contratados pela MRV foi de 19,4 mil unidades, 26% maior do que em 2012. A meta global do Minha Casa Minha Vida 2 &eacute; de 2,4 milh&otilde;es de casas contratadas at&eacute; o fim do ano que vem &#8211; tr&ecirc;s quartos foram atingidos at&eacute; agora.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">\n<p>No primeiro semestre do ano passado, a Funda&ccedil;&atilde;o Getulio Vargas (FGV) fez um estudo sobre o andamento do programa e constatou que o n&uacute;mero de unidades contratadas na faixa um &quot;estava em um ritmo que se mostrava insuficiente para alcan&ccedil;ar a meta&quot;, segundo Ana Maria Castelo, economista e coordenadora de pesquisas da funda&ccedil;&atilde;o. De janeiro a julho daquele ano foram contratadas 106 mil unidades nessa faixa.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">\n<p>Contrapartidas de Estados, como em S&atilde;o Paulo, e de munic&iacute;pios, como em Belo Horizonte, ajudaram a &quot;alavancar&quot; o ritmo de contrata&ccedil;&otilde;es. Na capital mineira, a participa&ccedil;&atilde;o do governo pode chegar a R$ 10 mil por unidade.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">\n<p>Neste ano, em outra pesquisa feita pela FGV, desta vez com empres&aacute;rios da constru&ccedil;&atilde;o civil ligados ao Minha Casa Minha Vida, Ana Maria constatou que as principais reclama&ccedil;&otilde;es haviam mudado e estavam mais ligadas &agrave; burocracia com os processos de contrata&ccedil;&atilde;o e o alto custo dos terrenos do que com a demanda ou a disponibilidade de financiamentos governamentais.<\/p>\n<p>A mudan&ccedil;a no perfil das contrata&ccedil;&otilde;es em 2013 tamb&eacute;m ajuda a explicar o recuo de 4,1% nos desembolsos do Tesouro destinados ao programa no primeiro semestre do ano em rela&ccedil;&atilde;o ao mesmo per&iacute;odo do ano passado, da ordem de R$ 9,9 bilh&otilde;es. Outra explica&ccedil;&atilde;o para o custeio mais baixo, segundo o Minist&eacute;rio da Fazenda, &eacute; que na primeira metade de 2012 houve maior execu&ccedil;&atilde;o devido a desembolsos referentes aos restos a pagar relativos &agrave; conclus&atilde;o de obras da primeira fase do Minha Casa.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">\n<p>Empres&aacute;rios do setor tamb&eacute;m dizem que houve avan&ccedil;os em rela&ccedil;&atilde;o ao ano passado, mas reclamam que o pagamento de R$ 76 mil por unidade pelo governo &#8211; que pode variar de acordo com a regi&atilde;o &#8211; pode desacelerar novas contrata&ccedil;&otilde;es. O valor &eacute; o mesmo desde o agosto do ano passado. No acumulado dos &uacute;ltimos doze meses, o &Iacute;ndice Nacional de Custos da Constru&ccedil;&atilde;o &#8211; Mercado (INCC-M) apurado pela FGV subiu 7,7%.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">\n<p>Vice-presidente comercial da Emccamp Residencial, construtora com maior n&uacute;mero de obras no faixa um, Andr&eacute; Campos diz que recebe semanalmente pedidos de encontros com prefeitos do pa&iacute;s para que a empresa construa unidades do Minha Casa em seus munic&iacute;pios. No entanto, segundo ele, o repasse atual por unidade torna a margem de lucro da maioria das opera&ccedil;&otilde;es invi&aacute;vel.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">\n<p>&quot;Est&aacute; aumentando a dificuldade em fazer novas contrata&ccedil;&otilde;es. No momento estamos aguardando para ver se o valor pago sobe, pois em alguns lugares o or&ccedil;amento &eacute; simplesmente invi&aacute;vel. Se o munic&iacute;pio n&atilde;o oferece algo a mais, n&atilde;o consigo construir&quot;, diz.<\/p>\n<p>A cidade do Rio de Janeiro &eacute; um exemplo citado por Campos. O alto pre&ccedil;o dos terrenos impede que novas unidades sejam contratadas na capital fluminense. A faixa um representa cerca de 70% do faturamento da empresa com o programa. Neste ano, a Emccamp assinou contratos para a constru&ccedil;&atilde;o de 30 mil unidades, a maioria em S&atilde;o Paulo e Belo Horizonte.<\/p>\n<p>Mesmo em S&atilde;o Paulo, onde o governo oferece R$ 20 mil para cada unidade, o valor n&atilde;o est&aacute; atrativo como em 2012, de acordo com o Sindicato da Ind&uacute;stria da Constru&ccedil;&atilde;o Civil do Estado de S&atilde;o Paulo (Sinduscon-SP). Para o presidente Sergio Watanabe, a falta de sinaliza&ccedil;&atilde;o de quando poder&aacute; ocorrer um reajuste no repasse governamental &eacute; um gargalo do programa. &quot;N&atilde;o h&aacute; crit&eacute;rio de reajuste claro em um cen&aacute;rio de uma infla&ccedil;&atilde;o mais alta. O maior problema do empres&aacute;rio &eacute; n&atilde;o ter previsibilidade sobre sua constru&ccedil;&atilde;o&quot;, afirma.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Fonte: <strong>Valor Econ&ocirc;mico<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O  &#8220;Minha Casa, Minha Vida&#8221;, continua dando bons resultados. As contrata\u00e7\u00f5es de janeiro a julho deste ano contratou 327 mil unidades destinada a fam\u00edlias com renda mensal de at\u00e9 R$ 1.600.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":20975,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[3253,600,74,269,1889],"class_list":["post-14074","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias-zeca-dirceu","tag-baixa","tag-federal","tag-governo","tag-mcmv","tag-renda"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14074","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=14074"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14074\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/media\/20975"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=14074"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=14074"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=14074"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}