{"id":13959,"date":"2013-08-28T00:00:00","date_gmt":"2013-08-28T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.zecadirceu.com.br\/cameras-de-seguranca-sao-instaladas-em-pontos-estrategicos-de-goioere\/"},"modified":"2024-12-10T18:04:10","modified_gmt":"2024-12-10T21:04:10","slug":"cameras-de-seguranca-sao-instaladas-em-pontos-estrategicos-de-goioere","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/cameras-de-seguranca-sao-instaladas-em-pontos-estrategicos-de-goioere\/","title":{"rendered":"Eles s\u00e3o os respons\u00e1veis pelo corredor Polon\u00eas?"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-size:13px\">O que move o mundo s&atilde;o as ideias. Para frente ou para tr&aacute;s. A instala&ccedil;&atilde;o do nazismo, na Alemanha dos anos 1930, foi precedida pela publica&ccedil;&atilde;o do ide&aacute;rio de Adolf Hitler, o livro Mein Kempf. Na China comunista, Mao Ts&eacute;-Tung tinha o seu Livro Vermelho, de leitura obrigat&oacute;ria nas escolas. De ambos nasceram ideologias totalit&aacute;rias, cegas aos direitos humanos, avessas &agrave; diversidade, pregadoras da viol&ecirc;ncia.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Hoje, no Brasil, o conjunto dos ideais disseminados por alguns dos mais conhecidos colunistas da m&iacute;dia tradicional aponta para um caminho an&aacute;logo, sem volta, de interdi&ccedil;&atilde;o do debate, aviltamento do advers&aacute;rio, exclus&atilde;o do diferente. Corteja o totalitarismo j&aacute; superado pela sociedade brasileira.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&quot;Escravos, escravos!&quot;. A palavra de ordem dos m&eacute;dicos cearenses contra seus colegas cubanos, que se preparavam para receber as primeiras no&ccedil;&otilde;es sobre que Brasil &eacute; esse que eles vieram apoiar, n&atilde;o foi gritada por acaso. Essa figura foi gravada no imagin&aacute;rio coletivo dos m&eacute;dicos cearenses &ndash; e pode estar se multiplicando em outras regi&otilde;es brasileiras &ndash; por tr&ecirc;s, em particular, colunistas adulados na m&iacute;dia tradicional.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Do conforto de suas reda&ccedil;&otilde;es, Reinaldo Azevedo, primeiro, classificou em Veja os m&eacute;dicos cubanos, cujo trabalho &eacute; elogiado em todo o mundo no qual eles atuam em programas do tipo Mais M&eacute;dicos, da Finl&acirc;ndia &agrave; &Aacute;frica, de &quot;escravos&quot;. Na Folha, a decana Eliane Cantanh&ecirc;de disse que os profissionais viajariam em &quot;avi&otilde;es negreiros&quot;. Augusto Nunes, para n&atilde;o ficar atr&aacute;s, escreveu em seu blog que o ministro da Sa&uacute;de, Alexandre Padilha, se tornou uma &quot;princesa Isabel &agrave;s avessas&quot;. Todos, sem exce&ccedil;&atilde;o, com a mesma imagem de degrada&ccedil;&atilde;o do ser humano.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>N&atilde;o ocorreu &agrave; trinca de colunistas circunscrever suas diatribes ao irm&atilde;os Castro, Fidel e Ra&uacute;l, ou a Karl Marx e Frederic Engels, os grande te&oacute;ricos do comunismo. N&atilde;o. Eles pularam na jugular de cada um e de todos os m&eacute;dicos cubanos que atenderam, sob supervis&atilde;o da Organiza&ccedil;&atilde;o Panamericana de Sa&uacute;de, ao chamamento oficial do governo brasileiro.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Na leitura de Azevedo, Eliane e Nunes, depreende-se que eles s&atilde;o &quot;escravos&quot; porque merecem. Vivem em Cuba porque s&atilde;o covardes para enfrentar a sua ditadura. Isso de um lado. Noutra hip&oacute;tese, felizes, percorrem o mundo para agirem como arautos do socialismo, espi&otilde;es &agrave; luz do dia, propagandistas de uma ideologia ultrapassada. Nenhuma linha sobre o trabalho que os m&eacute;dicos cubanos desempenharam no Haiti p&oacute;s terremoto que devastou o pa&iacute;s em 2010, classificado de &quot;maravilhoso&quot; por seus colegas de primeiro mundo (finlandeses). Nada sobre a a&ccedil;&atilde;o pacificadora na &Aacute;frica, na d&eacute;cada de 1970. Nenhuma refer&ecirc;ncia ao mundialmente exemplar programa de medicina da fam&iacute;lia executado dentro da pr&oacute;pria Cuba, que por este tipo de expediente tem um &Iacute;ndice de Desenvolvimento Humano maior que o do Brasil. Zero.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Igualmente, os tr&ecirc;s colunistas n&atilde;o comentaram sobre os m&eacute;dicos de outros pa&iacute;ses &ndash; Espanha, Portugal, Argentina, It&aacute;lia &ndash; que igualmente aceitaram a proposta do governo brasileiro para preencher vagas que os m&eacute;dicos brasileiros recusaram &ndash; com sal&aacute;rios de R$ 10 mil por m&ecirc;s. Afinal, por que entrar em quest&otilde;es mais complexas para an&aacute;lise, se o mais importante &eacute; se divertir pela humilha&ccedil;&atilde;o aos cubanos?<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Sabe-se que, por este tipo de posicionamento rasteiro, a m&iacute;dia tradicional est&aacute; se afogando pela soma de d&iacute;vidas demais e leitores de menos. Mas guarda-se ainda, &eacute; claro, um tipo de influ&ecirc;ncia muito &uacute;til os momentos mais intensos de polaridade ideol&oacute;gica. Nessas horas, diante de programas como o Mais M&eacute;dicos, que, efetivamente, podem mudar para melhor o padr&atilde;o de atendimento de sa&uacute;de nos rinc&otilde;es do Pa&iacute;s. Os mesmos rinc&otilde;es que n&atilde;o recebem m&eacute;dicos desde seu desbravamento.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Os tr&ecirc;s colunistas poderiam usar seus espa&ccedil;os para discutir, porque, afinal, a chamada classe m&eacute;dica jamais, em tempo algum, como um todo, voltou seus esfor&ccedil;os para o Brasil real. A orienta&ccedil;&atilde;o da medicina brasileira &eacute; cobrar, e caro, pelo menor atendimento. Os m&eacute;dicos querem os grandes hospitais, jamais os pequenos pronto-socorros. Podia-se alegar, at&eacute; aqui, que faltava incentivo para o avan&ccedil;o pelas art&eacute;rias do Pa&iacute;s, mas agora n&atilde;o h&aacute; mais. A remunera&ccedil;&atilde;o oferecida pelo governo superou todas as expectativas. O programa Mais M&eacute;dicos, por outro lado, nada mais &eacute; que uma c&oacute;pia escarrada do que j&aacute; existe em diferentes partes do mundo, notadamente nos pa&iacute;ses mais avan&ccedil;ados, como Inglaterra e Alemanha. L&aacute; como c&aacute; foi preciso importar profissionais para superar car&ecirc;ncias. O que fazer, ent&atilde;o, para dizer que o Mais M&eacute;dicos n&atilde;o presta?<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Ocorreu aos tr&ecirc;s colunistas chamarem os cubanos &ndash; esquecendo-se de todos os outros &ndash; de escravos. Uma distor&ccedil;&atilde;o n&atilde;o apenas da situa&ccedil;&atilde;o que eles vivem em Cuba, mas uma covardia contra cada um e todos os integrantes do grupo rec&eacute;m-chegado. A op&ccedil;&atilde;o foi criar um clima hostil, de guerra, de oposi&ccedil;&atilde;o total e completa &agrave; presen&ccedil;a deles aqui. Viraram a mira de seus canh&otilde;es para os mais fracos e indefesos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Ap&oacute;s chamar os profissionais de escravos, restar&aacute; aos colunistas continuar o linchamento moral sobre eles. Poderiam, como Gandhi ou Luther King, atuarem pela concilia&ccedil;&atilde;o entre os homens, mas se inspiraram em Hitler e Mao para disseminar o &oacute;dio. O resultado foi visto no Cear&aacute;.&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fonte: Brasil 247<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A grande imprensa est\u00e1 disseminando coment\u00e1rios preconceituodos aos m\u00e9dicos cubanos que est\u00e3o chegando em nosso pa\u00eds para trabalhar. Confira o texto e veja quem s\u00e3o estes profissionais e porque est\u00e3o fazendo este trabalho.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":21089,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[3318,982,7,3,776],"class_list":["post-13959","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias-zeca-dirceu","tag-colunistas","tag-jornais","tag-mais","tag-medicos","tag-midia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13959","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=13959"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13959\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/media\/21089"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=13959"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=13959"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=13959"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}