{"id":13811,"date":"2013-08-14T00:00:00","date_gmt":"2013-08-14T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.zecadirceu.com.br\/ramilandia-ira-receber-r-100-mil-para-custeios-em-saude\/"},"modified":"2024-12-10T18:04:58","modified_gmt":"2024-12-10T21:04:58","slug":"ramilandia-ira-receber-r-100-mil-para-custeios-em-saude","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/ramilandia-ira-receber-r-100-mil-para-custeios-em-saude\/","title":{"rendered":"Propina da Alstom ajudou a bancar reelei\u00e7\u00e3o de FHC"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align:justify\">O arquivo digital de publica&ccedil;&otilde;es como Folha de S. Paulo e a pr&oacute;pria Veja permite juntar os pontos e conectar as propinas pagas pela Alstom no Brasil ao caixa dois da campanha presidencial do PSDB em 1998, que reelegeu Fernando Henrique Cardoso. Nessa trama, um dos personagens centrais &eacute; o vereador Andrea Matarazzo, que foi recentemente indiciado pela Pol&iacute;cia Federal, mas alega inoc&ecirc;ncia e vem sendo ardorosamente defendido por &aacute;ulicos do PSDB, como o blogueiro Reinaldo Azevedo.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Matarazzo desponta nesse jogo numa reportagem da Folha de S. Paulo de 12 de novembro de 2000, assinada pelos jornalistas Wladimir Gramacho e Andrea Michael. &quot;Documento revela doa&ccedil;&otilde;es n&atilde;o registradas para a campanha de FHC&quot;, diz o t&iacute;tulo do texto, que foi uma das manchetes principais da Folha naquele dia.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Segundo a reportagem, pelo menos R$ 10,1 milh&otilde;es n&atilde;o foram declarados ao Tribunal Superior Eleitoral. E as informa&ccedil;&otilde;es vinham de uma planilha feita pelo ex-ministro Luiz Carlos Bresser Pereira, que foi o tesoureiro das duas campanhas presidenciais de FHC.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Dos R$ 10,1 milh&otilde;es, a maior parte, segundo a planilha de Bresser Pereira, havia sido arrecadada por Matarazzo. Eis o que diz a reportagem:<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\"><em>A maior doa&ccedil;&atilde;o n&atilde;o declarada ao TSE, de R$ 3 milh&otilde;es, &eacute; atribu&iacute;da pela planilha ao hoje ministro Andrea Matarazzo, da Secretaria de Comunica&ccedil;&atilde;o da Presid&ecirc;ncia. Dinheiro sem proced&ecirc;ncia nem destino conhecidos, de acordo com o documento.<\/em><\/p>\n<p><em><em>&quot;N&atilde;o pode ser. N&atilde;o conhe&ccedil;o a planilha. N&atilde;o tenho id&eacute;ia. Muito menos valores desse tamanho&quot;, reagiu Matarazzo. &quot;Eu n&atilde;o fui arrecadador. N&atilde;o me ponha como arrecadador. Fiz alguns jantares com empres&aacute;rios. E s&oacute;&quot;, rebateu o ministro.<\/em><\/p>\n<p><em>Seus colegas de campanha dizem coisa diferente. &quot;O Andrea tamb&eacute;m foi (arrecadador), no come&ccedil;o&quot;, lembra Bresser. &quot;Havia uma certa competi&ccedil;&atilde;o, talvez em fun&ccedil;&atilde;o da vontade dele de ir para Bras&iacute;lia&quot;, conta o publicit&aacute;rio Luiz Fernando Furquim, outro coletor.<\/em><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Ou seja: embora Matarazzo tenha negado agir como arrecadador, seu papel nesse trabalho de levantar recursos foi confirmado pelo pr&oacute;prio Bresser Pereira e pelo publicit&aacute;rio Luiz Fernando Furquim.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Diante da gravidade da den&uacute;ncia da Folha, a pr&oacute;pria Veja decidiu repercutir o caso. E o fez numa reportagem do jornalista Alexandre Oltramari, de 22 de novembro de 2000.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">No texto &quot;O caixa dois de volta &agrave; luz&quot;, Veja n&atilde;o fez contorcionismos ret&oacute;ricos para negar o caixa dois na campanha de FHC &ndash; uma vez que o pr&oacute;prio tesoureiro de campanha, Bresser Pereira, o confirmara. O que Veja fez foi afirmar que outros partidos, como o PT, subestimaram os seus gastos.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">A reportagem de Oltramari n&atilde;o poupa Andrea Matarazzo, acusado de mentir &agrave; revista. Eis um trecho da reportagem, a partir do subt&iacute;tulo autoexplicativo &quot;Que teve, teve&quot;:<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\"><strong><em>Que teve, teve&nbsp;<\/em><\/strong><em>&ndash; Num primeiro momento, os tucanos, atingidos pela den&uacute;ncia, ensaiaram uma vers&atilde;o de que a planilha do caixa dois podia n&atilde;o ser verdadeira. Ap&oacute;s receber um telefonema de Fernando Henrique, no qual o presidente demonstrava preocupa&ccedil;&atilde;o com a not&iacute;cia, Bresser Pereira tentou explicar-se. Admitiu ser o dono da planilha e contou que seu irm&atilde;o, S&eacute;rgio Luiz, o ajudou no trabalho, por&eacute;m afirmou que ela foi alterada. &quot;Eu montei uma planilha, mas abandonei o sistema depois de dois meses porque n&atilde;o funcionava&quot;, disse o ex-ministro. &quot;N&atilde;o houve gastos nem receitas que n&atilde;o foram contabilizados. N&atilde;o sei explicar de onde saiu isso.&quot; A ordem no Planalto era para que ningu&eacute;m no governo comentasse o assunto. No apartamento de Bresser, em S&atilde;o Paulo, os empregados avisavam aos jornalistas que ele viajara para os Estados Unidos. O ministro Andrea Matarazzo, que aparece na lista do &quot;por fora&quot; com uma doa&ccedil;&atilde;o de 3 milh&otilde;es de reais, mandou seus assessores dizer que tinha ido para a fazenda e estava &quot;incomunic&aacute;vel&quot;. Puro teatro. Nem Bresser havia embarcado para os Estados Unidos nem Matarazzo estava &quot;incomunic&aacute;vel&quot;.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\"><em>No final da semana, ningu&eacute;m tinha mais d&uacute;vida de que a planilha revelava o caixa dois da campanha. Al&eacute;m de Bresser Pereira, outras duas pessoas tinham acesso &agrave; contabilidade da campanha de Fernando Henrique: o ex-presidente dos Correios Egydio Bianchi e Adroaldo Wolf. Em conversa com VEJA, um deles admitiu que a campanha, de fato, usou a contabilidade paralela. &quot;Que teve uma contabilidade paralela, eu n&atilde;o tenho d&uacute;vida. O que eu n&atilde;o sei &eacute; se desviaram o dinheiro ou se n&atilde;o declararam para proteger a identidade do doador&quot;, diz um dos tesoureiros. Na quarta-feira passada, falando de seu apartamento em S&atilde;o Paulo, Bresser desabafou: &quot;N&atilde;o posso ser responsabilizado por tudo que ocorreu de alto a baixo na campanha&quot;, disse. &quot;Se algu&eacute;m recebeu dinheiro e n&atilde;o registrou, como eu posso saber?&quot; Entre os tucanos, o nome de Egydio Bianchi, que entrou no governo pelas m&atilde;os do ex-ministro Sergio Motta, circulava como o principal suspeito de ter vazado as planilhas com o caixa dois da campanha. Demitido dos Correios h&aacute; quatro meses pelo ministro Pimenta da Veiga, das Comunica&ccedil;&otilde;es, Bianchi saiu atirando. Chegou a ter um encontro com Fernando Henrique no qual torpedeou a administra&ccedil;&atilde;o de Pimenta da Veiga e prometeu entregar um dossi&ecirc; com acusa&ccedil;&otilde;es.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Em 2008, depois que eclodiu o esc&acirc;ndalo internacional das propinas da Alstom, pela primeira vez, a imprensa brasileira associou a multinacional francesa a doa&ccedil;&otilde;es de campanha para o PSDB. Isso foi feito na reportagem &quot;Caixa dois de FHC citava empresas da Alstom&quot;, de Jos&eacute; Ernesto Credendio, Mario Cesar Carvalho e Andrea Michael.&nbsp;Leia aqui um trecho:<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\"><em>Duas empresas do grupo franc&ecirc;s Alstom s&atilde;o citadas nas planilhas eletr&ocirc;nicas do comit&ecirc; financeiro do PSDB que deveriam abastecer o caixa dois da campanha do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso &agrave; reelei&ccedil;&atilde;o, em 1998. As empresas s&atilde;o a Cegelec e a ABB.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\"><em>As planilhas, tornadas p&uacute;blicas em 2000, atribuem ao atual secret&aacute;rio de Subprefeituras de S&atilde;o Paulo, Andrea Matarazzo (PSDB), ent&atilde;o secret&aacute;rio de Energia do Estado, a miss&atilde;o de buscar recursos junto a empresas. As estatais de energia eram os principais clientes da Alstom no governo de S&atilde;o Paulo.&nbsp;<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\"><em>Por&eacute;m, n&atilde;o era atribu&iacute;da &agrave; Cegelec e &agrave; ABB nenhuma meta de arrecada&ccedil;&atilde;o. A planilha tamb&eacute;m n&atilde;o informa se elas deram dinheiro ao PSDB. Em 1998, Matarazzo acumulou o cargo de secret&aacute;rio com o de presidente da Cesp (Companhia Energ&eacute;tica de S&atilde;o Paulo), justamente uma das principais clientes da Alstom.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">\n&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\"><em>Memorandos internos trocados em 1997 entre diretores da Alstom, na Fran&ccedil;a, apreendidos por promotores da Su&iacute;&ccedil;a, dizem que seriam pagas &quot;comiss&otilde;es&quot; para obter neg&oacute;cios com o governo paulista.<\/em><br \/>\n&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\"><em>Num desses memorandos, um diretor da Cegelec em Paris diz estar disposto a pagar 7,5% para obter um contrato de R$ 110 milh&otilde;es da Eletropaulo.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">\n&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\"><em>A Alstom comprou a Cegelec justamente naquele ano.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">\n&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\"><em>Os pap&eacute;is citam que a comiss&atilde;o seria dividida entre &quot;as finan&ccedil;as do partido&quot;, &quot;o tribunal de contas&quot; e &quot;a Secretaria de Energia&quot;. A Eletropaulo era subordinada at&eacute; abril de 1998 &agrave; pasta dirigida por Matarazzo.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Por essas e outras raz&otilde;es, Andrea Matarazzo foi indiciado pela Pol&iacute;cia Federal, que usou, inclusive, a teoria do dom&iacute;nio do fato para incrimin&aacute;-lo. Os ind&iacute;cios s&atilde;o mais do que veementes e conectam as propinas da Alstom ao caixa dois da campanha de FHC, que foi admitido pelo pr&oacute;prio tesoureiro Bresser Pereira.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">No entanto, num post publicado ontem, o blogueiro Reinaldo Azevedo d&aacute; mais um piti em defesa de Matarazzo. Puro desespero.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Fonte: brasil247<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Confira o texto sobre o caixa dois da campanha presidencial do PSDB em 1998, que reelegeu Fernando Henrique Cardoso. A popula\u00e7\u00e3o precisa ter conhecimento sobre o assunto!<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":21234,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[315,569,1233,1260,2432,726,3358,807],"class_list":["post-13811","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias-zeca-dirceu","tag-caixa","tag-de","tag-dois","tag-fhc","tag-folha","tag-paulo","tag-publicacoes","tag-sao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13811","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=13811"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13811\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/media\/21234"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=13811"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=13811"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=13811"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}