{"id":13608,"date":"2013-07-17T00:00:00","date_gmt":"2013-07-17T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.zecadirceu.com.br\/zeca-dirceu-entregou-recursos-em-diamante-do-oeste\/"},"modified":"2024-12-10T18:06:10","modified_gmt":"2024-12-10T21:06:10","slug":"zeca-dirceu-entregou-recursos-em-diamante-do-oeste","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/zeca-dirceu-entregou-recursos-em-diamante-do-oeste\/","title":{"rendered":"O PIB cresce 4% ao ano"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align:justify\">O t&iacute;tulo deste texto n&atilde;o &eacute; uma piada, nem uma proje&ccedil;&atilde;o, nem mesmo a express&atilde;o de um desejo. &Eacute; apenas a constata&ccedil;&atilde;o de um fato: os &uacute;ltimos n&uacute;meros publicados para o &Iacute;ndice de Atividade do Banco Central, o IBC-BR, que pode ser considerado uma aproxima&ccedil;&atilde;o em base mensal para o PIB trimestral do IBGE, indicam claramente que no segundo trimestre de 2013 a economia brasileira estava crescendo ao ritmo de 4% ao ano.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Mas espere um momento! N&atilde;o foram esses n&uacute;meros que repercutiram de forma t&atilde;o negativa na imprensa, sugerindo at&eacute; que estamos novamente a caminho da recess&atilde;o? Basta olhar os t&iacute;tulos de algumas das mat&eacute;rias publicadas: Indicador do BC mostra pa&iacute;s na rota da recess&atilde;o; Economia tem maior retra&ccedil;&atilde;o desde 2008; Cada vez mais dif&iacute;cil decolar; Bancos oficiais j&aacute; prev&ecirc;em crescimento abaixo de 2%; IBC-BR refor&ccedil;a sinais da lenta perda de g&aacute;s da economia em 2013; Pibinho de inverno.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">&Eacute; no m&iacute;nimo temer&aacute;rio extrair qualquer sinal de dire&ccedil;&atilde;o de movimento com base na observa&ccedil;&atilde;o de um &uacute;nico m&ecirc;s<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Na realidade, a &uacute;nica coisa que fica clara aqui &eacute; que a m&iacute;dia especializada e a grande maioria dos analistas da economia parecem sofrer atualmente de um pessimismo obsessivo. De fato a leitura que foi feita dos n&uacute;meros do BC configura um caso cl&aacute;ssico do que a psicologia cognitiva denomina de vi&eacute;s de confirma&ccedil;&atilde;o (confirmation bias), que ocorre quando as pessoas s&oacute; s&atilde;o sensibilizadas por informa&ccedil;&otilde;es que pare&ccedil;am confirmar suas cren&ccedil;as ou hip&oacute;teses, ignorando qualquer evid&ecirc;ncia em sentido contr&aacute;rio.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Todo esse pessimismo foi produzido apenas pela observa&ccedil;&atilde;o de que a varia&ccedil;&atilde;o percentual de maio sobre abril do IBC-BR com ajuste sazonal foi de menos 1,4%. Acontece, por&eacute;m, que essa s&eacute;rie de varia&ccedil;&atilde;o mensal tem muito ru&iacute;do. &Eacute; no m&iacute;nimo temer&aacute;rio extrair qualquer sinal de dire&ccedil;&atilde;o de movimento com base na observa&ccedil;&atilde;o de um &uacute;nico m&ecirc;s. Al&eacute;m disso, quando usamos dados mensais a introdu&ccedil;&atilde;o do ajustamento sazonal n&atilde;o aumenta muito o poder informativo de uma observa&ccedil;&atilde;o isolada. No dado mensal o padr&atilde;o de sazonalidade pode variar muito ao longo do tempo em resposta a uma serie de fatores, como feriados, greves, paralisa&ccedil;&otilde;es ou mudan&ccedil;as institucionais. Sabemos que n&atilde;o existe t&eacute;cnica perfeita de ajuste sazonal, mas com dados mensais as dificuldades ficam ainda maiores.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Se quisermos ter uma ideia precisa do que est&aacute; acontecendo com uma economia, o caminho mais seguro &eacute; trabalhar com varia&ccedil;&otilde;es em doze meses. Mesmo assim uma observa&ccedil;&atilde;o mensal isolada tem que ser vista com cautela. Por exemplo, a varia&ccedil;&atilde;o em doze meses do IBC-BR at&eacute; maio de 2013 (portanto sobre maio de 2012) foi de 2,28%, mostrando sem d&uacute;vida uma desacelera&ccedil;&atilde;o importante em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; varia&ccedil;&atilde;o em doze meses de 7,3% at&eacute; abril. Note-se, por&eacute;m, que esse excepcional resultado de abril foi simplesmente ignorado tanto pela imprensa como pela maioria dos analistas de economia. Por outro lado, a varia&ccedil;&atilde;o em doze meses de maio significou acelera&ccedil;&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s varia&ccedil;&otilde;es de 1,16% at&eacute; mar&ccedil;o e de 0,44% at&eacute; fevereiro. Que dire&ccedil;&atilde;o de movimento estaria sendo sinalizada aqui?<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Existe amplo consenso de que a forma mais segura para se analisar o movimento do PIB &eacute; usar dados trimestrais. N&atilde;o &eacute; por outra raz&atilde;o que contas nacionais em toda parte s&atilde;o sempre elaboradas em base trimestral, como acontece tamb&eacute;m com o nosso IBGE. O que ent&atilde;o pode ser conclu&iacute;do quando os dados do IBC-BR s&atilde;o transformados por m&eacute;dia para uma base trimestral? Se compararmos o trimestre composto pelos meses de mar&ccedil;o a maio de 2013 com o mesmo per&iacute;odo de 2012 obtemos uma varia&ccedil;&atilde;o de 3,74%. Podemos notar tamb&eacute;m que ao longo do ano essa varia&ccedil;&atilde;o em doze meses calculada para grupos sucessivos de tr&ecirc;s meses s&oacute; aumentou: 1,55% at&eacute; janeiro. 1,71% at&eacute; fevereiro, 2,86% at&eacute; mar&ccedil;o, 3,5% at&eacute; abril e 3,74% at&eacute; maio.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Para calcular a varia&ccedil;&atilde;o em doze meses do segundo trimestre de 2013 precisaremos ter tamb&eacute;m uma estimativa para o IBC-BR de junho. Para ser bem conservador, vamos admitir que o n&uacute;mero de junho fique 2,5% abaixo do n&uacute;mero de maio, repetindo um comportamento observado em 2012. Isto significa um n&uacute;mero de junho 5,6% abaixo do de abril. Nesse caso a varia&ccedil;&atilde;o em doze meses para o PIB do segundo trimestre ser&aacute; de 3,95%. Ou seja, parece grande a probabilidade de que a taxa de crescimento em quatro trimestres do PIB do segundo trimestre fique muito pr&oacute;xima de 4%.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Se isso for tamb&eacute;m confirmado pelo IBGE (e &eacute; dif&iacute;cil imaginar porque n&atilde;o seria), poderemos estar falando de uma varia&ccedil;&atilde;o trimestral na serie com ajuste sazonal do PIB superior a 1%, talvez at&eacute; pr&oacute;xima de 1,5%. Vai ser bem mais dif&iacute;cil sustentar o pessimismo quando esses n&uacute;meros forem publicados em agosto. Ainda assim, &eacute; importante insistir de imediato numa leitura mais precisa dos dados da economia. Afinal ningu&eacute;m pode razoavelmente desejar que o pessimismo de hoje venha a afetar negativamente decis&otilde;es empresariais de produzir e investir, comprometendo nosso crescimento futuro.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Francisco Lafaiete Lopes &#8211; PhD por Harvard, s&oacute;cio da consultoria Macrom&eacute;trica e ex-presidente do Banco Central (BC).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O ex-presidente do Banco Central no governo FHC, Chico Lopes, em artigo publicado pelo jornal Valor Econ\u00f4mico de hoje contraria o pessimismo e o catastrofismo da oposi\u00e7\u00e3o e da grande m\u00eddia, e afirma que o PIB cresce 4% ao ano.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":21436,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[600,74,1273],"class_list":["post-13608","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias-zeca-dirceu","tag-federal","tag-governo","tag-pib"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13608","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=13608"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13608\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/media\/21436"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=13608"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=13608"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=13608"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}