{"id":13166,"date":"2013-05-19T00:00:00","date_gmt":"2013-05-19T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.zecadirceu.com.br\/zeca-dirceu-trata-da-crise-carceraria-do-parana-na-comissao-de-direitos-humanos\/"},"modified":"2024-12-10T18:08:40","modified_gmt":"2024-12-10T21:08:40","slug":"zeca-dirceu-trata-da-crise-carceraria-do-parana-na-comissao-de-direitos-humanos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/zeca-dirceu-trata-da-crise-carceraria-do-parana-na-comissao-de-direitos-humanos\/","title":{"rendered":"Mais m\u00e9dicos: o cidad\u00e3o n\u00e3o pode esperar, por Alexandre Padilha"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"text-align: justify;\">Atrair m&eacute;dicos estrangeiros para o Brasil n&atilde;o pode ser um tabu. Abordagens desse tema, por vezes preconceituosas, n&atilde;o podem mascarar uma constata&ccedil;&atilde;o: o Brasil precisa de mais m&eacute;dicos com qualidade e mais perto da popula&ccedil;&atilde;o.<\/span><\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n\t<br \/>\n\tTemos 1,8 m&eacute;dico para cada 1.000 brasileiros, &iacute;ndice abaixo de pa&iacute;ses desenvolvidos como Reino Unido (2,7), Portugal (4) e Espanha (4) e de outros latino-americanos como Argentina (3,2) e M&eacute;xico (2).<\/p>\n<p>\tSe do ponto de vista nacional, a escassez desses profissionais j&aacute; &eacute; latente, os desn&iacute;veis regionais tornam o quadro ainda mais dram&aacute;tico: 22 Estados t&ecirc;m m&eacute;dia inferior &agrave; nacional, como Maranh&atilde;o (0,58), Amap&aacute; (0,76) e Par&aacute; (0,77). Mesmo em S&atilde;o Paulo, apenas cinco regi&otilde;es est&atilde;o acima do &iacute;ndice nacional, deixando o Estado com 2,49 m&eacute;dicos por 1.000 habitantes.<\/p>\n<p>\tDesse modo, n&atilde;o surpreende que quase 60% da popula&ccedil;&atilde;o, segundo o Ipea, aponte a falta de m&eacute;dicos como maior problema do SUS. A popula&ccedil;&atilde;o, assim como os gestores, sabe que n&atilde;o se faz sa&uacute;de sem m&eacute;dico.<\/p>\n<p>\tDe 2003 a 2011, surgiram 147 mil vagas de primeiro emprego formal para m&eacute;dicos, mas s&oacute; 93 mil se formaram. Al&eacute;m desse deficit, os investimentos do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de em novos hospitais, UPAs (unidades de pronto atendimento) e unidades b&aacute;sicas demandar&atilde;o a contrata&ccedil;&atilde;o de mais 26 mil m&eacute;dicos at&eacute; 2014.<\/p>\n<p>\tNas &aacute;reas mais carentes, seja nas comunidades ribeirinhas da Amaz&ocirc;nia, seja na periferia da Grande S&atilde;o Paulo, a dificuldade de por m&eacute;dicos &agrave; disposi&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o &eacute; cr&ocirc;nica: em alguns casos, sal&aacute;rios acima dos pagos aos ministros do Supremo Tribunal Federal e planos de carreira regionais n&atilde;o bastam.<\/p>\n<p>\tFoi esse n&oacute; cr&iacute;tico que levou prefeitos de todo o pa&iacute;s a pressionarem o governo federal por medidas para levar mais m&eacute;dicos para perto da popula&ccedil;&atilde;o. Para enfrentar essa realidade, os minist&eacute;rios da Sa&uacute;de e da Educa&ccedil;&atilde;o est&atilde;o analisando modelos exitosos adotados em outros pa&iacute;ses com dificuldades semelhantes.<\/p>\n<p>\tEm primeiro lugar, estamos trabalhando para estimular os jovens brasileiros que abra&ccedil;am a miss&atilde;o de salvar vidas como profiss&atilde;o, com a&ccedil;&otilde;es como o Programa de Valoriza&ccedil;&atilde;o da Aten&ccedil;&atilde;o B&aacute;sica (Provab), que oferece bolsa de R$ 8.000 mensais e b&ocirc;nus de 10% nas provas de resid&ecirc;ncia a quem atua em &aacute;reas carentes, e a expans&atilde;o das vagas em cursos de medicina e de resid&ecirc;ncia para formar especialistas.<\/p>\n<p>\tMas oito anos de forma&ccedil;&atilde;o &eacute; tempo demais para quem sofre &agrave; espera de atendimento.<\/p>\n<p>\tA experi&ecirc;ncia internacional tem apontado para duas estrat&eacute;gias complementares entre si: uma em que o m&eacute;dico se submete a exame de valida&ccedil;&atilde;o do diploma e obt&eacute;m o direito de exercer a medicina em qualquer regi&atilde;o; e outra espec&iacute;fica para as zonas mais carentes, em que se concede autoriza&ccedil;&atilde;o especial para atua&ccedil;&atilde;o restrita &agrave;quela &aacute;rea, na aten&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica, por um per&iacute;odo fixo.<\/p>\n<p>\tAdotadas em pa&iacute;ses desenvolvidos, essas a&ccedil;&otilde;es representaram decisivo ganho da capacidade de atendimento. Na Inglaterra, por exemplo, quase 40% dos m&eacute;dicos em atua&ccedil;&atilde;o se graduaram em outros pa&iacute;ses &ndash;&iacute;ndice que &eacute; de 25% nos Estados Unidos, de 22% no Canad&aacute; e de 17% na Austr&aacute;lia&ndash;, enquanto, no Brasil, apenas 1% dos profissionais se formaram no exterior.<\/p>\n<p>\tO debate tem sido conduzido com responsabilidade. Ainda n&atilde;o h&aacute; uma proposta definida, mas alguns pontos j&aacute; foram descartados: n&atilde;o haver&aacute; valida&ccedil;&atilde;o autom&aacute;tica de diploma; n&atilde;o admitiremos profissionais vindos de pa&iacute;ses com menos m&eacute;dicos que o Brasil; e s&oacute; atrairemos profissionais formados em institui&ccedil;&otilde;es de ensino autorizadas e reconhecidas em seus pa&iacute;ses de origem.<\/p>\n<p>\tCom isso, atrair profissionais qualificados ser&aacute; mais uma das medidas para levar mais m&eacute;dicos para onde os brasileiros mais precisam.<\/p>\n<p>\tAlexandre Padilha, ministro da Sa&uacute;de<\/p><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Excelente a iniciativa do Mist\u00e9rio da Sa\u00fade em trazer m\u00e9dicos estrangeiros para trabalhar no Brasil. Fui prefeito de Cruzeiro do Oeste por dois mandatos e conhe\u00e7o bem as dificuldades encontradas pelos gestores com a falta desses profissionais. N\u00e3o \u00e9 momento para rea\u00e7\u00f5es corporativistas e preconceituosas. \u00c9 hora de aumentar o n\u00famero de m\u00e9dicos e universalizar cada vez mais o acesso \u00e0 sa\u00fade. O povo agradece!<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":21866,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[3654,3632,1636,6],"class_list":["post-13166","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias-zeca-dirceu","tag-assistencia-basica","tag-medicos-estrangeiros","tag-qualidade","tag-saude"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13166","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=13166"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13166\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/media\/21866"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=13166"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=13166"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=13166"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}