{"id":12222,"date":"2013-01-11T00:00:00","date_gmt":"2013-01-11T02:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.zecadirceu.com.br\/senado-emite-nota-reconhecendo-que-brasil-e-signatario-de-pacto-da-onu\/"},"modified":"2024-12-10T18:13:21","modified_gmt":"2024-12-10T21:13:21","slug":"senado-emite-nota-reconhecendo-que-brasil-e-signatario-de-pacto-da-onu","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/senado-emite-nota-reconhecendo-que-brasil-e-signatario-de-pacto-da-onu\/","title":{"rendered":"Nunca houve tanto \u00f3dio na m\u00eddia conservadora do Brasil"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align: justify;\">\n\tOs brasileiros no exterior que acompanham o notici&aacute;rio brasileiro pela internet t&ecirc;m a impress&atilde;o de que o pa&iacute;s nunca esteve t&atilde;o mal. Explodem os casos de corrup&ccedil;&atilde;o, a crise ronda a economia, a infla&ccedil;&atilde;o est&aacute; de volta, e o pa&iacute;s vive imerso no caos moral. Isso &eacute; o que querem nos fazer crer as reda&ccedil;&otilde;es jornal&iacute;sticas do eixo Rio-S&atilde;o Paulo. Com seus gatekeepers escolhidos a dedo, Folha de S. Paulo, Estad&atilde;o, Veja e O Globo investem pesadamente no caos com duas inten&ccedil;&otilde;es: inviabilizar o governo da presidenta Dilma Rousseff e destruir a imagem p&uacute;blica do ex-presidente Lula da Silva. At&eacute; a&iacute; nada novo.<br \/>\n\t&nbsp;<br \/>\n\tTanto Lula quanto Dilma sabem que a m&iacute;dia n&atilde;o lhes dar&aacute; tr&eacute;gua, embora n&atilde;o tenham nem ter&atilde;o a coragem de uma Cristina Kirchner de levar a cabo uma nova legisla&ccedil;&atilde;o que democratize os meios de comunica&ccedil;&atilde;o e redistribua as verbas para o setor. Pelo contr&aacute;rio, a Pol&iacute;cia Federal segue perseguindo as r&aacute;dios comunit&aacute;rias e os conglomerados de m&iacute;dia Globo\/Veja celebram os recordes de cotas de publicidade governamentais. O PT sofre da s&iacute;ndrome de Estocolmo (aquela na qual o sequestrado se apaixona pelo sequestrador) e o exemplo mais emblem&aacute;tico disso &eacute; a posi&ccedil;&atilde;o de Marta Suplicy como colunista de um jornal cuja marca tem sido o linchamento e a inviabiliza&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica das duas administra&ccedil;&otilde;es petistas em S&atilde;o Paulo.<br \/>\n\t&nbsp;<br \/>\n\tO que chama a aten&ccedil;&atilde;o na nova onda conservadora &eacute; o time de intelectuais e artistas com uma ret&oacute;rica que amedronta. Que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso use a gram&aacute;tica sociol&oacute;gica para confundir os menos atentos j&aacute; era de se esperar, como &eacute; o caso das an&aacute;lises de Dem&eacute;trio Magnoli, especialista s&ecirc;nior da imprensa em todas as &aacute;reas do conhecimento. Nunca algu&eacute;m assumiu com tanta maestria e com tanta desenvoltura papel t&atilde;o med&iacute;ocre quanto Magnoli: especialista em pol&iacute;ticas p&uacute;blicas, cotas raciais, sindicalismo, movimentos sociais, comunica&ccedil;&atilde;o, direitos humanos, pol&iacute;tica internacional&#8230; Dem&eacute;trio Magnoli &eacute; o porta-voz maior do que a direita brasileira tem de pior, ainda que seus artigos n&atilde;o resistam a uma an&aacute;lise cr&iacute;tica.<br \/>\n\t&nbsp;<br \/>\n\tAgora, a nova cruzada moral recebe, al&eacute;m dos j&aacute; conhecidos defensores dos valores civilizat&oacute;rios, nomes como Ferreira Gullar e Jo&atilde;o Ubaldo Ribeiro. A raiva com que escrevem poderia ser canalizada para causas bem mais nobres se ambos n&atilde;o se deixassem cativar pelo canto da sereia. Eles assumiram a constru&ccedil;&atilde;o midi&aacute;tica do esc&acirc;ndalo, e do que chamam de degeneresc&ecirc;ncia moral, com o fato. E, porque est&atilde;o convencidos de que o pa&iacute;s est&aacute; em perigo, de que o ex-presidente Lula &eacute; a encarna&ccedil;&atilde;o do mal, e de que o PT deve ser extinguido para que o pa&iacute;s sobreviva, reproduzem a ret&oacute;rica dos conglomerados de m&iacute;dia com uma ingenuidade inconceb&iacute;vel para quem tanto nos inspirou com sua imagina&ccedil;&atilde;o liter&aacute;ria.<br \/>\n\t&nbsp;<br \/>\n\tFerreira Gullar e Jo&atilde;o Ubaldo Ribeiro fazem parte agora daquela intelligentsia nacional que d&aacute; legitimidade cient&iacute;fica a uma insidiosa pr&aacute;tica jornal&iacute;stica que tem na Veja sua maior express&atilde;o. Para al&eacute;m das diverg&ecirc;ncias ideol&oacute;gicas com o projeto pol&iacute;tico do PT as quais eu tamb&eacute;m tenho, o discurso pol&iacute;tico que emana dos colunistas dos jornal&otilde;es paulistanos\/cariocas impressiona pela brutalidade. Os mais sofisticados sugerem que a exemplo de Get&uacute;lio Vargas, o ex-presidente Lula cometa suic&iacute;dio; os menos c&iacute;nicos celebraram o c&acirc;ncer como a &uacute;nica forma de imobiliz&aacute;-lo. Os leitores de tais jornais, claro, celebram seus argumentos com coment&aacute;rios irreproduz&iacute;veis aqui.<br \/>\n\t&nbsp;<br \/>\n\tQuais os limites da ret&oacute;rica de &oacute;dio contra o ex-presidente metal&uacute;rgico? Seria o &oacute;dio contra o seu papel pol&iacute;tico, a sua condi&ccedil;&atilde;o nordestina, o lugar que ocupa no imagin&aacute;rio das elites? Como figuras p&uacute;blicas t&atilde;o preparadas para a leitura social do mundo se juntam ao coro de um discurso t&atilde;o cruel e t&atilde;o covarde j&aacute; fartamente reproduzido pelos colunistas de sempre? Se a morte biol&oacute;gica do inimigo pol&iacute;tico j&aacute; &eacute; celebrada abertamente e a morte simb&oacute;lica ritualizada cotidianamente nos discursos desumanizadores estar&iacute;amos inaugurando uma nova etapa no jornalismo lombrosiano?<br \/>\n\t&nbsp;<br \/>\n\tPara al&eacute;m da nossa condena&ccedil;&atilde;o aos crimes cometidos por dirigentes dos partidos pol&iacute;ticos na era Lula, os textos de Dem&eacute;trio Magnoli , Marco Antonio Villa, Ricardo Noblat, Merval Pereira, Dora Kramer, Reinaldo Azevedo, Augusto Nunes, Eliane Cantanh&ecirc;de, al&eacute;m dos que agora se somam a eles, s&atilde;o fontes preciosas para as futuras gera&ccedil;&otilde;es de jornalistas e estudiosos da comunica&ccedil;&atilde;o entenderem o que Perseu Abramo chamou apropriadamente de padr&otilde;es de manipula&ccedil;&atilde;o na m&iacute;dia brasileira. Seus textos ser&atilde;o utilizados nas disciplinas de ontologia jornal&iacute;stica n&atilde;o apenas com o exemplos concretos da fal&ecirc;ncia &eacute;tica do jornalismo tal qual entend&iacute;amos at&eacute; aqui, mas tamb&eacute;m como sintoma dos novos desafios para uma profiss&atilde;o cada vez mais dominada por uma economia da moralidade que confere legitimidade a pr&aacute;ticas corporativas inquisitoriais vendidas como de interesse p&uacute;blico.<br \/>\n\t&nbsp;<br \/>\n\tO chamado mensal&atilde;o tem recebido a proje&ccedil;&atilde;o de uma bomba de Hiroshima n&atilde;o porque os bar&otilde;es da m&iacute;dia e os seus gatekeepers estejam ultrajados em sua sensibilidade humana. Bobagem! Tamanha dilig&ecirc;ncia n&atilde;o se viu em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; s&eacute;rie de assaltos &agrave; na&ccedil;&atilde;o empreendidos no governo do presidente soci&oacute;logo! A verdade &eacute; que o mensal&atilde;o surge como a oportunidade hist&oacute;rica para que se fa&ccedil;a o que a oposi&ccedil;&atilde;o que nas palavras de um dos colunistas da Veja se recusa a fazer o seu papel n&atilde;o conseguiu at&eacute; aqui: destruir a biografia do presidente metal&uacute;rgico, inviabilizar o governo da presidenta Dilma Rousseff e reconduzir o projeto da elite &quot;sudestina&quot; ao Pal&aacute;cio do Planalto.<br \/>\n\t&nbsp;<br \/>\n\tMinha esperan&ccedil;a ing&ecirc;nua e ut&oacute;pica &eacute; que o Partido dos Trabalhadores aprenda a li&ccedil;&atilde;o e leve adiante as propostas de refunda&ccedil;&atilde;o do pa&iacute;s abandonadas com o acordo t&aacute;cito para uma tr&eacute;gua da m&iacute;dia. N&atilde;o haver&aacute; tr&eacute;gua, ainda que a nova ministra da Cultura se sinta tentada a corroborar com o lobby da Folha de S. Paulo pela lei dos direitos autorais, ou que o governo Dilma continue derramando milh&otilde;es de reais nos cofres das organiza&ccedil;&otilde;es Globo e Abril via publicidade oficial. N&atilde;o &eacute; o PT, o Congresso Nacional ou o governo federal que est&atilde;o nas m&atilde;os da m&iacute;dia.<br \/>\n\t&nbsp;<br \/>\n\tSomos todos ref&eacute;ns da meia d&uacute;zia de jornais que definem o que &eacute; not&iacute;cia, as pr&aacute;ticas de corrup&ccedil;&atilde;o que merecem ser condenadas, e, incrivelmente, quais e como devem ser julgadas pela mais alta corte de Justi&ccedil;a do pa&iacute;s. Na &uacute;ltima sess&atilde;o do julgamento da A&ccedil;&atilde;o Penal 470, por exemplo, um furioso ministro-relator exigia a distribui&ccedil;&atilde;o antecipada do voto do ministro-revisor para agilizar o trabalho da imprensa (!). O STF se transformou na nova arena midi&aacute;tica onde o enredo jornal&iacute;stico do espet&aacute;culo da puni&ccedil;&atilde;o exemplar vai sendo sancionado.<br \/>\n\t&nbsp;<br \/>\n\tDepois de cinco anos morando fora do pa&iacute;s, estou menos convencido por que diabos tenho um diploma de jornalismo em minhas m&atilde;os. Por outro lado, estou mais convencido de que estou melhor informado sobre o Brasil assistindo &agrave; imprensa internacional. Foi pelas ag&ecirc;ncias de not&iacute;cias internacionais que informei aos meus amigos no Brasil de que a pol&iacute;tica externa do ex-presidente metal&uacute;rgico se transformou em tema padr&atilde;o na cobertura jornal&iacute;stica por aqui. Informei-lhes que o protagonismo pol&iacute;tico do Brasil na media&ccedil;&atilde;o de um acordo nuclear entre Ir&atilde; e Turquia recebeu aten&ccedil;&atilde;o muito mais generosa da m&iacute;dia estadunidense, ainda que boicotado na m&iacute;dia nacional. Informei-lhes que acompanhei daqui o presidente analfabeto receber o t&iacute;tulo de doutor honoris causa em institui&ccedil;&otilde;es europ&eacute;ias, e avisei-lhes que por causa da pol&iacute;tica soberana do governo do presidente metal&uacute;rgico, ser brasileiro no exterior passou a ter uma outra conota&ccedil;&atilde;o. O Brasil finalmente recebeu um status de respeitabilidade e o presidente nordestino projetou para o mundo nossa estrat&eacute;gia de uma America Latina soberana.<br \/>\n\t&nbsp;<br \/>\n\tMeus amigos no Brasil s&atilde;o privados do direito &agrave; informa&ccedil;&atilde;o e continuar&atilde;o a ser porque nem o governo federal nem o Congresso Nacional est&atilde;o dispostos a pagar o pre&ccedil;o por uma reforma em &aacute;rea t&atilde;o estrat&eacute;gica e t&atilde;o fundamental para o exerc&iacute;cio da cidadania. Com 70% de aprova&ccedil;&atilde;o popular, e com os movimentos sociais nas ruas, Lula da Silva n&atilde;o teve coragem de enfrentar o monstro e agora paga caro por sua covardia.Ter&aacute; a Dilma coragem com aprova&ccedil;&atilde;o semelhante, ou nossa meia d&uacute;zia de Murdochs seguir&atilde;o intoc&aacute;veis sob o manto da liberdade de e(i)mprensa?<\/p>\n<p>\tPor&nbsp;Jaime Amparo Alves<\/p><\/div>\n<p>\nFoto internet.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quais os limites da ret\u00f3rica de \u00f3dio contra o ex-presidente metal\u00fargico? Confira na \u00edntegra o artigo escrito por Jaime Amparo Alves.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":22778,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[601,170,776,1921],"class_list":["post-12222","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias-zeca-dirceu","tag-dilma","tag-lula","tag-midia","tag-odio"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12222","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=12222"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12222\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/media\/22778"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=12222"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=12222"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=12222"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}