{"id":11072,"date":"2012-08-22T00:00:00","date_gmt":"2012-08-22T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.zecadirceu.com.br\/umuarama-recebe-r-122-mil-para-construcao-de-escola-na-avenida-goiania-e-pavimentacao-em-serra-dos-dourados\/"},"modified":"2024-12-10T18:18:59","modified_gmt":"2024-12-10T21:18:59","slug":"umuarama-recebe-r-122-mil-para-construcao-de-escola-na-avenida-goiania-e-pavimentacao-em-serra-dos-dourados","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/umuarama-recebe-r-122-mil-para-construcao-de-escola-na-avenida-goiania-e-pavimentacao-em-serra-dos-dourados\/","title":{"rendered":"Impress\u00e3o preliminar, por Janio  de Freitas"},"content":{"rendered":"<p>A apresenta&ccedil;&atilde;o das defesas fez ru&iacute;rem algumas dedu&ccedil;&otilde;es e pretensas provas importantes para a acusa&ccedil;&atilde;o, ainda que sem alterar os conceitos mais difundidos para a opini&atilde;o p&uacute;blica sobre o caso mensal&atilde;o. Resta o voto de anunciadas mil p&aacute;ginas do ministro-relator Joaquim Barbosa para esclarecimentos e contesta&ccedil;&otilde;es convincentes ao dito nas defesas. Caso os fa&ccedil;a.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nAs 50 horas de acompanhamento (sem cochilos) das sess&otilde;es do Supremo Tribunal Federal n&atilde;o mudaram, a meu ver, o que me parece ser um aspecto crucial do caso: a falta de comprova&ccedil;&atilde;o da alegada finalidade de compra de votos na C&acirc;mara, pelo PT. Houve, por&eacute;m, a distribui&ccedil;&atilde;o petista de dinheiro. Com que finalidade, ent&atilde;o? N&atilde;o uma s&oacute;, mas v&aacute;rias. Como est&aacute; evidente j&aacute; a partir da identidade dos recebedores.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nQuando deputados, todos aliados do governo. Cujos votos, portanto, n&atilde;o se condicionavam &agrave; compra. At&eacute; por ter havido compra dos n&atilde;o petistas muito antes da distribui&ccedil;&atilde;o de dinheiro, e por outra modalidade. Foi, em parte, na distribui&ccedil;&atilde;o de cargos no novo governo, em variados n&iacute;veis, a t&iacute;tulo de retribui&ccedil;&atilde;o &agrave; alian&ccedil;a eleitoral. Acordos feitos na campanha presidencial e estadual de 2002, p&uacute;blicos e noticiados, como p&uacute;blicas e noticiadas foram as nomea&ccedil;&otilde;es compensat&oacute;rias.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nA segunda parte do custo das alian&ccedil;as foi o compromisso de custear ou contribuir para as campanhas dos partidos aliados.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nUm dos acertos dessa segunda parte foi tamb&eacute;m noticiado: o encontro das c&uacute;pulas de PT e PL, ocasi&atilde;o em que Lula, como as not&iacute;cias expuseram, a certa altura disse a Jos&eacute; Alencar, naquele momento confirmado como candidato a vice: &quot;J&aacute; acertamos o nosso lado &#91;o lado pol&iacute;tico, claro]. Vamos l&aacute; pra dentro e deixar eles acertarem o resto&quot; &#91;os cargos e os cifr&otilde;es, n&atilde;o menos claro].<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nA divis&atilde;o societ&aacute;ria variou em dinheiro e em cargos, mas a conclus&atilde;o das diversas alian&ccedil;as foi sempre a mesma. Na pol&iacute;tica brasileira, &eacute; sempre a mesma, n&atilde;o importa que partidos fa&ccedil;am a opera&ccedil;&atilde;o e que candidaturas se envolvam.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nParte do dinheiro distribu&iacute;do pelo PT foi, por certo, em cumprimento aos acordos financeiros de alian&ccedil;a e campanha. De algum modo o PT teria que quitar essas contas, mas sa&iacute;ra quebrado da campanha presidencial, o que tamb&eacute;m foi objeto de notici&aacute;rio bastante expl&iacute;cito. Marcos Val&eacute;rio e o seu sistema propunham a solu&ccedil;&atilde;o.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nMas viria logo outra elei&ccedil;&atilde;o, a municipal, na qual o PT e a alian&ccedil;a governista projetavam conquistar nova base para seus planos de poder nacional, continuado e politicamente ampliado.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nNovos gastos, novas d&iacute;vidas, novas opera&ccedil;&otilde;es com Marcos Val&eacute;rio, suas ag&ecirc;ncias de publicidade e seus contatos banc&aacute;rios.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nNessa s&eacute;rie de compromissos e gastos se explicam a alta quantia destinada a Duda Mendon&ccedil;a e a insignific&acirc;ncia que figura, sem sentido algum, como lavagem de dinheiro pelo Professor Luizinho; a distribui&ccedil;&atilde;o para petistas e para integrantes de partidos aliados; as diferen&ccedil;as de &eacute;poca da entrega de dinheiro e dos montantes.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nNada disso excluiria a possibilidade de compra de votos na C&acirc;mara. Mas, al&eacute;m de nenhum fato lhe dar nem sequer a m&iacute;nima comprova&ccedil;&atilde;o, nem o senso comum sugere a compra de ades&atilde;o de quem j&aacute; &eacute; aliado. Caixa dois, ou dez ou cem, o coerente e percept&iacute;vel nesse caso, ao que posso reconhecer at&eacute; agora, &eacute; o aventureirismo eleitoral &agrave; margem da lei. E um ou outro poss&iacute;vel delito n&atilde;o eleitoral.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nMas as palavras a respeito, agora, est&atilde;o com o ministro-relator Joaquim Barbosa e o ministro-revisor Ricardo Lewandowski.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nENGANO<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nFui citado como decano do jornalismo pol&iacute;tico por engano. &Agrave; minha frente h&aacute; v&aacute;rios poss&iacute;veis decanos de fato.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nJanio de Freitas, colunista e membro do Conselho Editorial da Folha, &eacute; um dos mais importantes jornalistas brasileiros. Analisa com perspic&aacute;cia e ousadia as quest&otilde;es pol&iacute;ticas e econ&ocirc;micas. Escreve na vers&atilde;o impressa do caderno &quot;Poder&quot; aos domingos, ter&ccedil;as e quintas-feiras.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www1.folha.uol.com.br\/colunas\/janiodefreitas\/1138102-impressao-preliminar.shtml\">http:\/\/www1.folha.uol.com.br\/colunas\/janiodefreitas\/1138102-impressao-preliminar.shtml<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A apresenta\u00e7\u00e3o das defesas fez ru\u00edrem algumas dedu\u00e7\u00f5es e pretensas provas importantes para a acusa\u00e7\u00e3o, ainda que sem alterar os conceitos mais difundidos para a opini\u00e3o p\u00fablica sobre o caso mensal\u00e3o. Resta o voto de anunciadas mil p\u00e1ginas do ministro-relator Joaquim Barbosa para esclarecimentos e contesta\u00e7\u00f5es convincentes ao dito nas defesas. 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