{"id":10954,"date":"2012-08-14T00:00:00","date_gmt":"2012-08-14T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.zecadirceu.com.br\/inacio-werle-e-pre-candidato-a-reeleicao-em-planalto\/"},"modified":"2024-12-10T18:19:33","modified_gmt":"2024-12-10T21:19:33","slug":"inacio-werle-e-pre-candidato-a-reeleicao-em-planalto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/inacio-werle-e-pre-candidato-a-reeleicao-em-planalto\/","title":{"rendered":"O n\u00facleo da pol\u00edtica do mensal\u00e3o, por Paulo Moreira Leite"},"content":{"rendered":"<p>A primeira not&iacute;cia sobre mensal&atilde;o &eacute; que a verdade de uma face s&oacute; come&ccedil;a a perder credibilidade.<\/p>\n<p>A no&ccedil;&atilde;o de que se trata do &ldquo;maior esc&acirc;ndalo da hist&oacute;ria&rdquo; ficou mais dif&iacute;cil de sustentar depois da revela&ccedil;&atilde;o de que, ouvidas mais de 300 testemunhas, da acusa&ccedil;&atilde;o e da defesa, n&atilde;o apareceu ningu&eacute;m para descrever as c&eacute;lebres &ldquo;compras de voto&rdquo;, &ldquo;mesadas&rdquo; ou outras formas de com&eacute;rcio pol&iacute;tico que Roberto Jefferson descreveu em junho de 2005.<\/p>\n<p>O mesmo Jefferson, na verdade,&nbsp;&nbsp; deixou de sustentar essa vers&atilde;o em&nbsp; depoimentos posteriores, menos barulhentos e mais consistentes, que prestou &agrave; Pol&iacute;cia e a Justi&ccedil;a nos anos seguintes. Num deles, o deputado do PTB refere-se ao mensal&atilde;o como &rdquo; cria&ccedil;&atilde;o mental.&ldquo; Disse, explicitamente, que &ldquo;n&atilde;o envolvia&rdquo; troca de apoio entre o Planalto e o Congresso e se destinava a financiar a campanha municipal de 2004.<\/p>\n<p>A verdade &eacute; que depois do in&iacute;cio do julgamento alguns casos se revelaram particularmente humilhantes para a acusa&ccedil;&atilde;o. Estou falando do ex-ministro, ex-deputado e&nbsp; l&iacute;der sindical banc&aacute;rio Luiz Gushiken. A acusa&ccedil;&atilde;o pede absovi&ccedil;&atilde;o de Gushiken por falta de provas.<\/p>\n<p>Mas durante sete anos Gushiken frequentou os jornais e tele jornais como um dos suspeitos. Sua foto de cavanhaque e olhos puxados estava em toda parte, as acusa&ccedil;&otilde;es tamb&eacute;m. Em 2005, seu depoimento a CPI foi interrompido por coment&aacute;rios maliciosos de parlamentares da oposi&ccedil;&atilde;o, que dificultavam a conclus&atilde;o de qualquer&nbsp; racioc&iacute;nio. Parte do plen&aacute;rio espumava de felicidade.<\/p>\n<p>J&aacute; se sabia que a acusa&ccedil;&atilde;o tinha decidido indiciar Gushiken em 2007 embora admitisse que s&oacute; tinha ind&iacute;cios muito fracos para isso. Mas ela foi em frente, com o argumento de que, se n&atilde;o apurasse nada de novo, o acusado seria inocentado. Mas se era assim, por que n&atilde;o fazer o contr&aacute;rio e s&oacute; indiciar em caso de ind&iacute;cios concretos?<\/p>\n<p>Revelou-se, ontem, no Supremo, um detalhe especialmente cruel. Embora tivesse acesso a documentos oficiais que poderiam ser &uacute;teis a Gushiken, a acusa&ccedil;&atilde;o recusou-se a&nbsp; fornec&ecirc;-los a seus advogados em tempo h&aacute;bil.&nbsp; Com isso, o r&eacute;u foi prejudicado no&nbsp; direito de apresentar uma boa defesa. Feio, n&eacute;?<\/p>\n<p>O fato &eacute; que o julgamento tem permitido a apresenta&ccedil;&atilde;o serena de mais de uma vers&atilde;o, interrompendo um ambiente de linchamento que acompanhou o caso desde o in&iacute;cio.<\/p>\n<p>E &eacute; para voltar ao linchamento que come&ccedil;am a circular novas vers&otilde;es e opini&otilde;es sobre o caso, sobre a Justi&ccedil;a brasileira, sobre a impunidade nacional e assim por diante.<\/p>\n<p>O racioc&iacute;nio &eacute; simples: n&atilde;o importa o que for provado nem o que n&atilde;o for provado. Caso os 38 r&eacute;us n&atilde;o sejam condenados de forma exemplar, quem sabe saindo algemados do tribunal, o pa&iacute;s estar&aacute; desmoralizado, nossa Justi&ccedil;a ter&aacute; demonstrado, mais uma vez, que s&oacute; atua a favor da impunidade, que todos queremos pizza e assim por diante.<\/p>\n<p>Parafraseando Napole&atilde;o no Egito, tenta-se vender uma empulha&ccedil;&atilde;o. Como se os 512 anos de nossa hist&oacute;ria contemplassem os 190 milh&otilde;es de brasileiros a partir das est&aacute;tuas de m&aacute;rmore da sede do Supremo em Bras&iacute;lia.<\/p>\n<p>Vamos deixar claro. Ningu&eacute;m quer a impunidade. Todo mundo sabe que o abuso do poder econ&ocirc;mico &eacute; um dos principais fatores de atraso de nosso regime democr&aacute;tico. Leva a corrup&ccedil;&atilde;o e desvia os poderes p&uacute;blicos de seus deveres com a maioria da popula&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>N&atilde;o &eacute; dif&iacute;cil reparar, por&eacute;m, numa grande hipocrisia. As mesmas&nbsp; for&ccedil;as que sempre se beneficiaram do poder econ&ocirc;mico, da privatiza&ccedil;&atilde;o da pol&iacute;tica e do aluguel dos governos s&atilde;o as primeiras a combater toda tentativa de reforma e de controle, com o argumento de que amea&ccedil;am as liberdades exclusivas de quem tem muito patrim&ocirc;nio para gastar em defesa de seus interesses.<\/p>\n<p>Denunciam o mensal&atilde;o hoje mas fazem o poss&iacute;vel para que seja poss&iacute;vel criar sistemas semelhantes amanh&atilde;. N&atilde;o por acaso, h&aacute; dois mensal&otilde;es com um duplo tratamento. O dos mineiros, que &eacute; tucano, j&aacute; foi desmembrado e ningu&eacute;m sabe quando ser&aacute; julgado. J&aacute; o do PT, que &eacute; mais novo, e deveria ceder passagem aos mais velhos, &eacute; o que se sabe.<\/p>\n<p>Este tratamento duplo ajuda a demonstrar&nbsp; a tese t&atilde;o cara &agrave; defesa de que a dificuldade principal n&atilde;o se encontra no mensal&atilde;o&nbsp; mas nos interesses pol&iacute;ticos que os acusados defendem e representam. Interesses diferentes t&ecirc;m&nbsp; tratamento diferente,&nbsp; concorda?<\/p>\n<p>O principal argumento para o linchamento &eacute; provocar uma parcela da elite brasileira em seu ponto fraco &ndash; o complexo de inferioridade em rela&ccedil;&atilde;o a pa&iacute;ses desenvolvidos. O truque &eacute; falar que sem uma pena severa nem condena&ccedil;&otilde;es &ldquo;exemplares&rdquo; (exemplo de que mesmo?) vamos confirmar nossa voca&ccedil;&atilde;o de&nbsp; meia-republica, um regime de bananas, com uma semi-desigualdade entre os cidad&atilde;os, onde&nbsp; a popula&ccedil;&atilde;o n&atilde;o sabe a diferen&ccedil;a entre p&uacute;blico e privado.<\/p>\n<p>Coisa de antrop&oacute;logo colonial em visita a terras de Santa Cruz. Por este racioc&iacute;nio, num pa&iacute;s tropical como o nosso, n&atilde;o se deve perder tempo falando em &ldquo;prova&rdquo;, &ldquo;justi&ccedil;a,&rdquo; &rdquo;fatos&rdquo;, &ldquo;testemunhas&rdquo;. Muito menos em &ldquo;direitos humanos,&rdquo; essa coisa que &ldquo;s&oacute; serve para bandidos&rdquo;, n&atilde;o &eacute; mesmo. Somos atrasados demais para ter atingido esse ponto. Sofremos de um mal maior, de origem.<\/p>\n<p>O que existe, em nossa pequena aldeia brasileira,&nbsp; &eacute;&nbsp; uma &ldquo;cultura&rdquo; de pa&iacute;s pobre, subdesenvolvido, sem instru&ccedil;&atilde;o. &Eacute; ela que a turma do linchamento acredita que precisa ser combatida e vencida. Por isso o julgamento do mensal&atilde;o n&atilde;o &eacute; um &ldquo;julgamento&rdquo; nem os r&eacute;us s&atilde;o apenas &ldquo;r&eacute;us.&rdquo;<\/p>\n<p>S&atilde;o arqu&eacute;tipos. S&atilde;o &ldquo;s&iacute;mbolos&rdquo; e n&atilde;o dispensam&nbsp; verdades comprovadas para serem demonstrados. Mas se &eacute; assim, seria melhor chamar o Carl Jung&nbsp; em vez do Ayres Britto, n&atilde;o?<\/p>\n<p>No julgamento de s&iacute;mbolos, basta a linguagem, o verbo, a verba, a cultura, os poetas, ou em tempos atuais, a m&iacute;dia&nbsp; &ndash; &eacute; com ela que se constroem e se desfazem s&iacute;mbolos e mitos ao longo da hist&oacute;ria e mesmo nos dias de hoje,&nbsp; n&atilde;o &eacute; mesmo?<\/p>\n<p>Dane-se se as provas n&atilde;o correspondem ao que se espera. Para que se preocupar com testemunhas que n&atilde;o repetem o texto mais conveniente ?<\/p>\n<p>O que importa &eacute; dar uma li&ccedil;&atilde;o aos selvagens, aos incultos, aos despreparados.<\/p>\n<p>Como se houvessem civilizados. E aqui &eacute; preciso refletir um pouco sobre essa vis&atilde;o do Brasil. &Eacute; muito complexo para um pa&iacute;s s&oacute;.<\/p>\n<p>Qualquer antrop&oacute;logo&nbsp; que j&aacute; passou um fim de semana nos Estados Unidos sabe que ali se encontra um dos pa&iacute;ses mais desiguais do planeta, onde os ricos n&atilde;o pagam impostos, os pobres n&atilde;o t&ecirc;m direito a sa&uacute;de e as garantias formais da maioria dos assalariados s&atilde;o exemplo do Estado m&iacute;nimo.&nbsp; A Justi&ccedil;a &eacute; uma mercadoria car&iacute;ssima e as boas universidades est&atilde;o reservadas para os g&ecirc;nios de qualquer origem e os milion&aacute;rios que podem pagar mensalidades imensas e ainda contribuem com uma min&uacute;scula fatia de suas fortunas para garantir um sistema em que o topo garante ingresso para seus filhos e netos &ndash; com aplauso de deslumbrados tropicais pelo sistema.<\/p>\n<p>Quem se acha &ldquo;europeu&rdquo; poderia abrir as p&aacute;ginas de A For&ccedil;a da Tradi&ccedil;&atilde;o, onde o historiador Arno Meyer descreve a coloniza&ccedil;&atilde;o da burguesia revolucion&aacute;ria &ndash; da liberdade e da igualdade &ndash; pela aristocracia que moderou&nbsp; &iacute;mpetos mais generosos e democr&aacute;ticos, chamados fraternos, dos novos tempos.<\/p>\n<p>Fico pensando se os pensadores americanos acordam de manh&atilde; falando em sua meia-rep&uacute;blica depois de pensar na for&ccedil;a Tea Party. E os europeus, incapazes de olhar para o horror e a mis&eacute;ria de sua crise contempor&acirc;nea? Tamb&eacute;m acham que tem um problema em sua &ldquo;cultura&rdquo;?<\/p>\n<p>Tudo isso para dizer que o problema n&atilde;o &eacute; cultura, n&atilde;o &eacute; passado, mas &eacute; a luta do presente.<\/p>\n<p>E a&iacute; n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel deixar de notar uma grande coincid&ecirc;ncia. Vamos esquecer os banqueiros e publicit&aacute;rios dos &ldquo;n&uacute;cleos&rdquo; operacional e financeiro da den&uacute;ncia. Vamos para o principal, o &ldquo;n&uacute;cleo pol&iacute;tico.&rdquo;<\/p>\n<p>H&aacute; quatro d&eacute;cadas, Jos&eacute; Dirceu foi preso sem julgamento e, mais tarde, iniciou uma longa jornada no ex&iacute;lio e na clandestinidade. N&atilde;o lhe permitiam circular pelo pa&iacute;s nem defender suas ideias em liberdade. O mesmo regime que o perseguia suprimiu elei&ccedil;&otilde;es, transformou a justi&ccedil;a num simulacro, cassou ministros do Supremo, instalou a censura a imprensa e&nbsp; convocou um admirador de Adolf Hitler, como Filinto Muller, para ser um de seus dirigentes pol&iacute;ticos.<\/p>\n<p>Civilizado, n&atilde;o? Meia-rep&uacute;blica? Ou o pa&iacute;s deveria ser transformado numa ditadura porque lideres estudantis, como Dirceu, defendiam um regime como o comunismo cubano?<\/p>\n<p>Jos&eacute; Geno&iacute;no foi preso e torturado. Queria fazer uma guerrilha da escola mao&iacute;sta &ndash; popular e prolongada. Imagine a farsa do tribunal militar que o condenou &ndash; com aqueles oficiais que cobriam o rosto, na foto inesquec&iacute;vel do julgamento da subversiva Dilma Rousseff, mas n&atilde;o deixavam de cumprir o figurino do regime, ilustrado por denuncias fantasiosas, de tom hist&eacute;rico.<\/p>\n<p>Gushiken, a quem n&atilde;o forneceram provas na hora necess&aacute;ria, era do tempo em que a pol&iacute;cia vigiava sindicatos, perseguia dirigentes &ndash; achava civilizado dar porrada, desde que n&atilde;o ficassem marcas de choques el&eacute;tricos.<\/p>\n<p>Esta turma merece mesmo ser chamada de &ldquo;n&uacute;cleo pol&iacute;tico&rdquo; do caso. Est&aacute; no centro das coisas de seu tempo. &Eacute; o centro do &aacute;tomo.<\/p>\n<p>Ningu&eacute;m se importa com banqueiros do Rural, vamos combinar. Nem com publicit&aacute;rios. Se forem inocentados, ter&atilde;o direito a um choror&ocirc; de fingida indigna&ccedil;&atilde;o e estamos conversados.<\/p>\n<p>A quest&atilde;o est&aacute; nos &ldquo;pol&iacute;ticos&rdquo;.<\/p>\n<p>Sabe por que? Porque dessa vez &ldquo;os pol&iacute;ticos&rdquo; j&aacute; n&atilde;o podem ser silenciados na porrada.<\/p>\n<p>Quatro d&eacute;cadas depois, cidad&atilde;os como Geno&iacute;no, Dirceu, Gushiken, e seus descendentes pol&iacute;ticos, n&atilde;o s&atilde;o conduzidos a tribunais militares. Podem apresentar sua vers&atilde;o, defender seus direitos. Resta saber se ser&atilde;o ouvidos e considerados. Ou se h&aacute; provas e argumentos para conden&aacute;-los, sem persegui&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica.<\/p>\n<p>V&iacute;deo por v&iacute;deo, n&atilde;o h&aacute; nada contra os r&eacute;us que se compare a tentativa de suborno que serviu de prova da Opera&ccedil;&atilde;o Satiagraha &ndash; anulada pela Justi&ccedil;a. Tamb&eacute;m n&atilde;o h&aacute; rela&ccedil;&atilde;o de contribui&ccedil;&otilde;es a pol&iacute;ticos t&atilde;o clara como a Castelo de Areia, com dezenas de milh&otilde;es desviados, nome ap&oacute;s nome&nbsp; &ndash; anulada pela Justi&ccedil;a. Para voltar a um passado um pouco mais distante. Nunca se viu um esc&acirc;ndalo t&atilde;o grande como o impeachment de Collor, com troca de favores e obras p&uacute;blicas registradas em computador &ndash; prova anulada pela Justi&ccedil;a.<\/p>\n<p>Desta vez, os r&eacute;us&nbsp; t&ecirc;m uma chance. &Eacute; isso que irrita a turma do linchamento. Imagine quantas provas de inoc&ecirc;ncia n&atilde;o sumiram no passado. Quantos depoimentos n&atilde;o foram redigidos e alinhavados pela pancada e pela tortura.<\/p>\n<p>Hoje, os mesmos r&eacute;us e seus descendentes pol&iacute;ticos t&ecirc;m direito a ser ouvidos. Representam. Seu governo tem votos. O partido &eacute; o &uacute;nico que popula&ccedil;&atilde;o reconhece.<\/p>\n<p>Alguns acusados do n&uacute;cleo contam com advogados que n&atilde;o cobram menos de R$ 100 000 s&oacute; pela primeira consulta &ndash; sem qualquer compromisso posterior. Pois &eacute;. O justi&ccedil;a brasileira continua escandalosamente cara, exclusiva, desigual. &Eacute; feita para brancos e muito ricos. Mas os&nbsp; bons advogados deixaram de ser monop&oacute;lio do pessoal de sempre. Tem gente nova no clube. O pa&iacute;s n&atilde;o mudou muito. S&oacute; um pouquinho.<\/p>\n<p>&Eacute; isso que a turma do linchamento n&atilde;o suporta.<\/p>\n<p>Fonte: &Eacute;poca<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A primeira not\u00edcia sobre mensal\u00e3o \u00e9 que a verdade de uma face s\u00f3 come\u00e7a a perder credibilidade.<br \/>\nA no\u00e7\u00e3o de que se trata do \u201cmaior esc\u00e2ndalo da hist\u00f3ria\u201d ficou mais dif\u00edcil de sustentar depois da revela\u00e7\u00e3o de que, ouvidas mais de 300 testemunhas, da acusa\u00e7\u00e3o e da defesa, n\u00e3o apareceu ningu\u00e9m para descrever as c\u00e9lebres \u201ccompras de voto\u201d, \u201cmesadas\u201d ou outras formas de com\u00e9rcio pol\u00edtico que Roberto Jefferson descreveu em junho de 2005.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":24023,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[981,3261,3260],"class_list":["post-10954","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias-zeca-dirceu","tag-artigo","tag-linchamento","tag-mensalao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10954","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10954"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10954\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/media\/24023"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10954"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10954"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10954"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}