{"id":10820,"date":"2012-08-01T00:00:00","date_gmt":"2012-08-01T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.zecadirceu.com.br\/bolsonaro-veta-17-dos-20-artigos-do-auxilio-emergencial-para-agricultura-familiar\/"},"modified":"2024-12-10T18:20:11","modified_gmt":"2024-12-10T21:20:11","slug":"bolsonaro-veta-17-dos-20-artigos-do-auxilio-emergencial-para-agricultura-familiar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/teste.bsb.br\/zeca\/bolsonaro-veta-17-dos-20-artigos-do-auxilio-emergencial-para-agricultura-familiar\/","title":{"rendered":"Mensal\u00e3o atrasa julgamento de causas bilion\u00e1rias"},"content":{"rendered":"<p>Leiam mat&eacute;ria divulgada ontem (31) pelo jornal Valor Econ&ocirc;mico sobre quest&otilde;es tribut&aacute;rias importantes que o Supremo Tribunal Federal deixar&aacute; de julgar por causa do mensal&atilde;o. A mat&eacute;ria, nesse sentido, funciona como contraponto &agrave; tend&ecirc;ncia de se parar tudo para o julgamento. &Eacute; um grande equivoco parar o Brasil, todos os processos deveriam seguir seus ritos de acordo com a lei.<\/p>\n<p>\nSegue o texto:<\/p>\n<p>O governo federal e as empresas esperam que o julgamento do mensal&atilde;o atrase a resolu&ccedil;&atilde;o das principais quest&otilde;es tribut&aacute;rias que est&atilde;o &agrave; espera de decis&atilde;o no Supremo Tribunal Federal (STF) e a tend&ecirc;ncia &eacute; a de que elas fiquem para 2013.<\/p>\n<p>Os tributaristas que atuam diretamente na Corte est&atilde;o sentindo os efeitos do mensal&atilde;o desde o come&ccedil;o do ano. A pauta do STF foi invadida pela A&ccedil;&atilde;o Penal n&ordm; 470, desde fevereiro, com quest&otilde;es de ordem e sess&otilde;es administrativas para tratar de detalhes do caso. Diante da proximidade do julgamento, os ministros passaram a dar prioridade para receber os advogados dos 38 r&eacute;us do mensal&atilde;o e, com isso, os tributaristas perderam espa&ccedil;o e muitos simplesmente n&atilde;o conseguem marcar audi&ecirc;ncia para discutir causas empresariais com os ministros. Para completar, o clima de tens&atilde;o pr&eacute;via ao mensal&atilde;o, com discuss&otilde;es sobre a melhor maneira de conduzir o caso de grande repercuss&atilde;o pol&iacute;tica, tamb&eacute;m prejudica o julgamento dos demais processos.<\/p>\n<p>&quot;A dimens&atilde;o do julgamento do mensal&atilde;o deu o tom da rotina do STF nesse ano&quot;, afirmou o advogado Saul Tourinho Leal, professor de direito constitucional. Ele avaliou ainda que at&eacute; os processos de repercuss&atilde;o social &#8211; e que s&atilde;o da prefer&ecirc;ncia do presidente da Corte, ministro Carlos Ayres Britto &#8211; devem ser postergados por causa do mensal&atilde;o. Entre eles est&aacute; a validade da Lei Seca (exig&ecirc;ncia do baf&ocirc;metro) e o decreto que regulamentou a concess&atilde;o de terras aos quilombolas no Sul da Bahia.<\/p>\n<p>O pr&oacute;prio governo n&atilde;o est&aacute; contando com decis&otilde;es tribut&aacute;rias do STF nesse ano. O advogado-geral da Uni&atilde;o, ministro Lu&iacute;s In&aacute;cio Adams, vai deixar de frequentar o tribunal durante o mensal&atilde;o e acha que o mesmo deve acontecer com os grandes temas tribut&aacute;rios.<\/p>\n<p>Segundo Adams, nas &uacute;ltimas duas d&eacute;cadas, praticamente todas as a&ccedil;&otilde;es do governo para aumentar a arrecada&ccedil;&atilde;o foram questionadas pelas empresas e acabaram no STF. Isso fez do Supremo uma Corte eminentemente tribut&aacute;ria. Agora, o governo deve se concentrar em desonera&ccedil;&otilde;es, medidas que n&atilde;o provocam enxurradas de a&ccedil;&otilde;es na Justi&ccedil;a. &quot;As desonera&ccedil;&otilde;es reduzem a necessidade de o empresariado recorrer ao Judici&aacute;rio&quot;, disse Adams.<\/p>\n<p>Nesse cen&aacute;rio, o STF deve se voltar aos processos envolvendo pol&iacute;ticos. O Supremo vai deixar, portanto, a imagem de Corte tribut&aacute;ria para a de tribunal pol&iacute;tico. Esse novo perfil do STF est&aacute; sendo absorvido pelos tributaristas, que passaram a se adequar &agrave; realidade do mensal&atilde;o. &quot;A nossa forma de atuar mudou. Estamos focando em agravos (recursos contra decis&otilde;es do plen&aacute;rio) ou nos casos que podem ser decididos por um s&oacute; ministro, monocraticamente&quot;, disse o tributarista Dalton Miranda.<\/p>\n<p>&quot;No p&oacute;s-mensal&atilde;o, &eacute; prov&aacute;vel que o STF procure julgar a&ccedil;&otilde;es que possam ser decididas mais rapidamente, sem consumir uma tarde inteira com discuss&otilde;es&quot;, afirmou Gustavo Amaral, advogado da Confedera&ccedil;&atilde;o Nacional da Ind&uacute;stria (CNI). A entidade foi a autora, em 2003, da a&ccedil;&atilde;o que discute a incid&ecirc;ncia de IR e de CSLL sobre empresas controladas e coligadas com outras no exterior. Apenas a Vale enfrenta uma cobran&ccedil;a de R$ 30,5 bilh&otilde;es, e outras grandes companhias com atua&ccedil;&atilde;o internacional discutem essa incid&ecirc;ncia. Mas, quase dez anos depois, a expectativa da CNI &eacute; a de que, mesmo ap&oacute;s concluir o mensal&atilde;o, os ministros do STF n&atilde;o encontrem uma brecha para julgar o caso das coligadas.<\/p>\n<p>Adams acredita que os tributaristas devem sair cada vez mais da &aacute;rea contenciosa (disputas nos tribunais) para a &aacute;rea consultiva (planejamento &agrave;s empresas). Nesse movimento, eles devem se concentrar mais no trabalho de acompanhar a formula&ccedil;&atilde;o das leis do que na mera contesta&ccedil;&atilde;o delas. &quot;Esse debate deve rumar para o local certo, que &eacute; o Congresso, at&eacute; porque o Judici&aacute;rio n&atilde;o &eacute; lugar para se fazer pol&iacute;tica tribut&aacute;ria&quot;, afirmou o advogado-geral. Se a previs&atilde;o se confirmar, as empresas v&atilde;o se voltar cada vez mais ao Congresso e os pol&iacute;ticos ao STF.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Leiam mat\u00e9ria divulgada ontem (31) pelo jornal Valor Econ\u00f4mico sobre quest\u00f5es tribut\u00e1rias importantes que o Supremo Tribunal Federal deixar\u00e1 de julgar por causa do mensal\u00e3o. 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