Vigilância alerta para casos de Leishmaniose em Paranavaí
Casos recentes de Leishmaniose Tegumentar, conhecida como Ferida Brava, levam a Vigilância Sanitária de Paranavaí a fazer um alerta à população. Neste ano foram cinco doentes diagnosticados, o mais recente há cerca de 30 dias. Todos aconteceram na região da Vila Operária. Orientação é para que a pessoa com feridas pelo corpo procure atendimento nas Unidades Básicas de Saúde (postos dos bairros). A doença tem cura e não é contagiosa.
Casos recentes de Leishmaniose Tegumentar, conhecida como Ferida Brava, levam a Vigilância Sanitária de Paranavaí a fazer um alerta à população. Neste ano foram cinco doentes diagnosticados, o mais recente há cerca de 30 dias. Todos aconteceram na região da Vila Operária. Orientação é para que a pessoa com feridas pelo corpo procure atendimento nas Unidades Básicas de Saúde (postos dos bairros). A doença tem cura e não é contagiosa. Tanto que os pacientes de Paranavaí foram curados, com exceção de um menino, que ainda está em tratamento. A doença foi diagnosticada no garoto durante o mês passado, confirma o chefe do setor de endemias da Visa, Orlando Corrêa.
A Leishmaniose é transmitida ao homem e aos animais pelo mosquito Flebótomo, também conhecido como Birigui ou Mosquito Palha. Ele habita as matas e, por isso, a incidência é comum nas populações próximas de áreas como o Bosque Municipal. A doença pode afetar a pele (na forma de feridas) ou as vísceras, considerada a forma mais grave.
PERIGO PERTO DE MATAS – Nos últimos anos, tem aumentado o número de casos nas cidades, fruto de desmatamento ou da aproximação com as matas, diz o coordenador Corrêa. O mosquito desce ao solo para botar os ovos em matérias orgânicas úmidas, tais como carcaças de animais e folhas.
Neste processo, acaba picando animais silvestres, de trabalho ou domésticos – tais como cavalos e cachorros – além do próprio homem. Ao picar, acaba transmitindo a doença de um animal para o outro, chegando também às pessoas, complementa.
Na maioria das vezes, a ferida não provoca dor. Por isso, a orientação é ficar atento e, na dúvida, procurar um posto de saúde. A Leishmaniose tem cura, mas deve-se seguir o tratamento de forma correta, insiste. Em caso de interrupção, a doença pode incubar e reaparecer, desta vez nas cartilagens, tais como regiões do nariz, lábios e garganta. É considerada uma forma mais severa da doença, pois provoca mutilações.
Conforme relata Corrêa, de 15 a 60 dias depois da picada, aparece um carocinho com pus. Ao se romper, forma a ferida, que vai aumentando de tamanho até formar a úlcera. O mosquito transmissor ataca à tarde ou à noite. O adulto vive entre 15 a 30 dias e uma única fêmea pode produzir até 200 ovos.
CUIDADOS – Para se prevenir, a pessoa deve evitar passear pela mata à noite, bem como tomar banho em rios ou lagos perto de mata, principalmente nos períodos da tarde e da noite.
Fonte: Diário do Noroeste
