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Vereadores e prefeito discutem sobre Santa Casa de Campo Mourão

O impasse entre o município e o Hospital Santa Casa, nos repasses de subvenção e na rescisão do convênio com a instituição para contratação de pessoal da Estratégia da Saúde da Família, foi ema de uma reunião de vereadores com o prefeito de Campo Mourão, Nelson Tureck (PMDB). Participaram ainda a secretária municipal da Saúde, Ana Lúcia Cardoso, e os secretários Fabio Gaspar de Mello (Planejamento) e José Carlos Severino (Procurador geral do município). A Câmara foi representada pelos vereadores Beto Voidelo (PPS), Edoel Rocha (PDT), Ademir “Pezão” (PSL), Helton Borges (PR), professor José Pochapski (PPS), Nelita Piacentini (PMDB) e Saul Sachetti (PMDB).

O impasse entre o município e o Hospital Santa Casa, nos repasses de subvenção e na rescisão do convênio com a instituição para contratação de pessoal da Estratégia da Saúde da Família, foi ema de uma reunião de vereadores com o prefeito de Campo Mourão, Nelson Tureck (PMDB).

 
Participaram ainda a secretária municipal da Saúde, Ana Lúcia Cardoso, e os secretários Fabio Gaspar de Mello (Planejamento) e José Carlos Severino (Procurador geral do município). A Câmara foi representada pelos vereadores Beto Voidelo (PPS), Edoel Rocha (PDT), Ademir “Pezão” (PSL), Helton Borges (PR), professor José Pochapski (PPS), Nelita Piacentini (PMDB) e Saul Sachetti (PMDB).
 
Os vereadores já haviam se encontrado com a direção do Hospital Santa Casa. A prefeitura está estudando algumas mudanças, o que inclui o valor do repasse. O prefeito não concorda com o fato de que só Campo Mourão está pagando mensalmente à instituição.
 
“Cidade nenhuma faz esse tipo de pagamento. Estamos dispostos a continuar ajudando desde que outros municípios da região também ajudem. O hospital deixou de ser só de Campo Mourão e passou a ser da região, porém somente nós é que estamos pagando”, pondera.
 
Tureck cita que no ano passado o repasse somou R$ 780 mil em forma de contribuição com a instituição. O prefeito lembra ainda que a prefeitura paga mensalmente R$ 50 mil que remuneram os plantões de pediatria, ginecologia e obstetrícia, e recursos de cerca de R$ 600 mil do SUS para atender os munícipes locais.
 
O prefeito destacou ainda, segundo o jornal Tribuna do Interior, que uma das mudanças já devem começar pelo nome do repasse de subvenção para prestação de serviços, e com isso Campo Mourão pagaria somente pelos serviços prestados à população de Campo Mourão.
 
“Cada município tem que pagar a sua parte. Se isso acontecesse a Santa Casa não passaria por dificuldades”, diz. O prefeito adianta que irá propor uma reunião da direção do hospital com os demais prefeitos que utilizam do atendimento da Santa Casa para que formalizem parcerias.
 
“Saúde é coisa séria. Quando assumimos o município elevamos a subvenção de R$ 25 mil mensais para R$ 45 mil, e depois para R$ 65 mil. Campo Mourão vai continuar ajudando, mas é preciso discutir os valores porque temos outras despesas com a saúde para manter as unidades de saúde e o posto 24 horas”, assinala.
 
 
Vereador
O vereador Beto Voidelo (PPS) participou das duas reuniões. Ele destaca que ouviu da direção do Hospital Santa Casa que a instituição depende do dinheiro da prefeitura de Campo Mourão. “Esperamos que haja um acordo. A população não pode ser prejudicada com a guerra de interesses. É preciso uma reunião o mais rápido e que seja definido o valor do repasse. O que não pode é continuar a novela”, destaca.
 
Secretaria de Saúde
A Secretária de Saúde, Ana Lúcia, lembra que o município está com todas as suas obrigações em dia com a instituição, e que o convênio de contratação de profissionais do Estratégias em Saúde da Família (PSF) foi renovado por dois meses, e neste período uma nova forma de manutenção dos programas está em estudo.
 
“Estamos também nos enquadrando nas normas do Ministério da Saúde, porque são empregos públicos. Entre as formas de manter estes profissionais podem estar a contratação por serviços realizados ou por teste seletivo, mas vamos encontrar a solução viável sem que isso implique em comprometer a nossa folha de pagamento que já está no limite para 2011”, explica.
 
Por este convênio, os recursos do PSF são repassados pelo município, a uma instituição de caráter publico como a Santa Casa que contrata os trabalhadores para o programa, sem a necessidade de organizar Concursos Públicos. Mas agora ele também está sendo questionado pelo Ministério Público, já que se utiliza de verba pública e mantém funcionários sem concurso.
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