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Uruguaios conhecem as políticas públicas brasileiras para agricultura familiar

Um grupo de técnicos do Ministério de Pecuária, Agricultura e Pesca do Uruguai desembarcou na última terça-feira (8) em solo brasileiro, para conhecer a nossa política de assistência técnica e extensão rural (ATER) e as ações do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA). A intenção dos uruguaios é fortalecer a agricultura familiar em seu país, como ocorreu aqui nos oito anos do Governo Lula. “Os caminhos que o Brasil percorreu nestes temas tiveram bastante êxito. Nos interessa a metodologia e o marco conceitual de abordar o desenvolvimento rural como algo integral, que vai além da questão tecnológica. O Brasil conseguiu institucionalizar esse processo com uma política que incluiu os atores protagonistas do desenvolvimento rural”, explicou a engenheira agrônoma Patricia Acosta.

Um grupo de técnicos do Ministério de Pecuária, Agricultura e Pesca do Uruguai desembarcou na última terça-feira (8) em solo brasileiro, para conhecer a nossa política de assistência técnica e extensão rural (ATER) e as ações do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA). A intenção dos uruguaios é fortalecer a agricultura familiar em seu país, como ocorreu aqui nos oito anos do Governo Lula.

 
“Os caminhos que o Brasil percorreu nestes temas tiveram bastante êxito. Nos interessa a metodologia e o marco conceitual de abordar o desenvolvimento rural como algo integral, que vai além da questão tecnológica. O Brasil conseguiu institucionalizar esse processo com uma política que incluiu os atores protagonistas do desenvolvimento rural”, explicou a engenheira agrônoma Patricia Acosta.
 
Além de fortalecer a relação bilateral Brasil/Uruguai, a missão faz parte do processo de estruturação da Secretaria de Desenvolvimento Rural do Ministério de Pecuária, Agricultura e Pesca uruguaio.
 
“Uma das tarefas será trabalhar em ATER”, informou Patricia. Em reunião com os técnicos do país vizinho, o diretor do Departamento de Assistência Técnica e Extensão Rural da Secretaria da Agricultura Familiar do MDA (SAF/MDA), Argileu Martins da Silva, apresentou as ações de assistência técnica desenvolvidas no Brasil e a nova Lei de ATER, sancionada em janeiro de 2010.
 
Silva destacou a importância do equilíbrio entre investimento, conhecimento e mercado para que as políticas públicas “cheguem ao campo” e da agricultura familiar para o abastecimento interno e a segurança alimentar.
 
A missão, também integrada pela socióloga Fernanda Hernández e pelo assessor de comunicação Javier Vernengo, permaneceu em Brasília até sexta-feira (11). Os técnicos uruguaios conheceram outras políticas públicas desenvolvidas pelo MDA, entre elas o Programa Territórios da Cidadania, o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Família (Pronaf), o Seguro da Agricultura Familiar (SEAF) e políticas de comercialização como o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE).
 
Na quinta-feira (10) eles conheceram a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Distrito Federal (Emater/DF). Já na sexta-feira (11) conheceram os processos de produção da Cooperativa Agrícola da Região de Planaltina (Cootaquara) e do Assentamento Fazenda Larga, em Planaltina, ambos no Distrito Federal.
 
Agricultura familiar no Uruguai 
O Censo Nacional Agropecuário uruguaio aponta que a agricultura familiar é responsável por 30% do valor bruto da produção do setor agropecuário do país. A atividade responde por 80% da produção interna de hortifrutigranjeiros e 25% da de carnes (aves, suínos, gado e ovelhas).
 
Nos últimos seis anos, com a criação da Reunião Especializada sobre Agricultura Familiar no Mercosul (REAF), o Uruguai empreendeu um processo de consolidação institucional deste segmento produtivo. Isso se materializou com a criação da Direção Geral de Desenvolvimento Rural.
 
O país, a exemplo dos outros Estados Partes do Mercosul (Argentina, Brasil e Paraguai), implementou o Registro Nacional da Agricultura Familiar. O sistema, cujo acesso é voluntário, já identificou 15,7 mil estabelecimentos familiares no Uruguai.
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