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Trabalhadores iniciam rodada de negociação com empreiteiras

Os trabalhadores da construção civil iniciaram nesta sexta-feira (1) uma rodada de negociação com as centrais sindicais, empresários e governo, para exigir vários benefícios e, finalmente, voltarem às atividades, sobretudo nas obras ligadas o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Será uma oportunidade de conversa aberta e franca com os trabalhadores para o esclarecimento sobre as responsabilidades de cada setor no avanço das obras. A questão é que muitas empreiteiras não têm respeitado prazos, nem cumprido com as obrigações legais e trabalhistas.

Os trabalhadores da construção civil iniciaram nesta sexta-feira (1) uma rodada de negociação com as centrais sindicais, empresários e governo, para exigir vários benefícios e, finalmente, voltarem às atividades, sobretudo nas obras ligadas o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).  Será uma oportunidade de conversa aberta e franca com os trabalhadores para o esclarecimento sobre as responsabilidades de cada setor no avanço das obras. A questão é que muitas empreiteiras não têm respeitado prazos, nem cumprido com as obrigações legais e trabalhistas. O governo repassou a maior parte dos recursos para a execução das obras, mas há o que podemos chamar de desvio de funcionalidades, aplicabilidade de verba e postergação conveniente do prazo para a execução dos serviços. Outro fato é que o Brasil, nos últimos anos, virou um verdadeiro canteiro de obras e não pode parar este ritmo avançado e contínuo, que garante o aquecimento da economia, a geração de emprego e renda e o desenvolvimento nacional. Os trabalhadores têm plena razão de exigir o respeito e cobrar os seus direitos assegurados pela legislação trabalhista. As centrais sindicais devem mesmo monitorar o tratamento dispensado a esses trabalhadores e atentar-se ao respeito ou não desses direitos legítimos. Por outro lado, as empreiteiras e os empresários da construção civil, responsáveis pela contratação dos funcionários e a execução das obras, precisa apenas manter o acordo dentro das regras estabelecidas pelo PAC, sob a custódia do governo federal. O governo deve, contudo, manter o cronograma das obras, a previsão orçamentária para o repasse dos recursos e esclarecer, a qualquer custo, as tarefas que lhe cabem e os trabalho desenvolvidos e implementados nestes últimos anos, para reforçar a atual gestão baseada em transparência e disciplina.
 
As principais reivindicações dos trabalhadores, apresentadas pelas centrais sindicais são:  
 
Reajuste no bolso
Antecipação da data base da categoria, que normalmente é em maio. A central sindical quer pelo menos 5% de reajuste a partir de abril para os trabalhadores.
 
Auxílio ponte-aérea
“Volta para casa” a cada três meses. Hoje, os trabalhadores que moram longe de casa voltam para suas cidades a cada cinco meses. A CUT quer que os funcionários façam os deslocamentos de ida e volta de avião, custeados pelas empresas, e passem cinco dias com as famílias. 
 
Cesta ampliada 
Antecipação do aumento de 20% do valor da cesta básica a partir de abril. Passaria dos atuais R$ 110 para R$ 132. 
 
Plano mais útil
Mais opções para garantir atendimento de saúde aos trabalhadores nos municípios onde trabalham. Hoje, segundo a CUT, há dificuldades para a realização dos atendimentos por falta de opção.
 
Cartão armadilha
Acabar com a perda de 20% com o “bigcard”, concedido pela empresa aos trabalhadores. Segundo a CUT, o comércio local cobra 20% de ágio sobre o uso dos cartões, espécie de taxa de administração.
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