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Inadimplência das famílias brasileiras está em trajetória de queda, afirma estudo do Ipea

A taxa de inadimplência das famílias brasileiras e o comprometimento da renda delas com o pagamento de juros e amortizações das dívidas tendem a cair nos próximos meses, em decorrência da redução das taxas de juros e da manutenção do cenário positivo no mercado de trabalho, como revelam dados recentes do IBGE e do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do MTE.

A taxa de inadimplência das famílias brasileiras e o comprometimento da renda delas com o pagamento de juros e amortizações das dívidas tendem a cair nos próximos meses, em decorrência da redução das taxas de juros e da manutenção do cenário positivo no mercado de trabalho, como revelam dados recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego.

A conclusão é do boletim Conjuntura em Foco, divulgado nesta quinta-feira (23) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). O estudo destaca diversos fatores que estão impactando positivamente o Brasil, como o movimento de flexibilização da política monetária, como os cortes efetuados pelo Banco Central do Brasil na taxa do Serviço Especial de Liquidação e de Custódia (Selic ) e a ampliação do crédito
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O Ipea considera ainda que a solidez do sistema financeiro brasileiro, o maior cuidado dos bancos nacionais na concessão de crédito – em relação aos de outros países – e o menor grau de alavancagem das famílias contribuem para esse cenário.

Além disso, afirma o instituto, o volume de crédito no País (medido em relação à renda acumulada dos últimos 12 meses) ainda é relativamente baixo e de curto prazo, comparativamente ao nível alcançado nas regiões atualmente em crise: “Mesmo o crédito imobiliário, que cresceu bem acima da média das demais modalidades nos últimos anos – passando de 1,5% do Produto Interno Bruto (PIB) no início de 2007, para 4,5% do PIB no final de 2011 e 5,5% do PIB em junho deste ano, ainda se encontra num patamar muito inferior ao apresentado pelos Estados Unidos (65% do PIB) e mesmo por países emergentes, como, por exemplo, a África do Sul (27% do PIB)”.

E acrescenta que, desde o início de 2011, o movimento geral de alta da inadimplência tem sido liderado pelo crédito para a aquisição de veículos.

Pagamento de juros

Para o Ipea, no entanto, mais importante que a inadimplência do consumidor brasileiro, de comprometimento de renda das famílias com o serviço das dívidas.

“Na verdade, o dado que suscita maior preocupação (em função do forte ritmo de crescimento nos últimos anos e do alcance de um patamar elevado, na comparação internacional) é o de comprometimento de renda das famílias com o serviço das dívidas (juros e amortizações) junto ao sistema financeiro, o qual, não obstante, se mantém em torno de 22% desde o segundo semestre de 2011”, informa o relatório.

Mesmo assim, para o Ipea, a tendência positiva se confirma com indicadores como o de perspectiva de inadimplência do consumidor da Serasa Experian, que caiu 1,5% em julho, a segunda queda seguida no mês. Foi a segunda vez, desde 1999, quando o indicador foi criado, que se observa variação negativa em julho.

“Esse indicador está em queda, abaixo do nível 100 (nível de equilíbrio de longo prazo), e mostra um comportamento bem próximo ao da taxa de inadimplência do BCB (constituindo um bom indicador de antecedente desta última)”, afirmou o levantamento.

Fonte: http://www.planalto.gov.br
 

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