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Balanço do Mais Médicos: profissionais irão atender 6,7 milhões de usuários

Na primeira etapa, foram confirmadas as inscrições de 1.618 médicos, sendo que 1096 são brasileiros e 522 formados no exterior. Do total de profissionais graduados em outros países, 164 são brasileiros.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, esteve nesta quarta-feira (14), na Câmara dos Deputados, para apresentar um balanço do programa Mais Médicos, do Governo Federal. Na primeira etapa, foram confirmadas as inscrições de 1.618 médicos, sendo que 1096 são brasileiros e 522 formados no exterior. Do total de profissionais graduados em outros países, 164 são brasileiros. Os novos contratados devem atender a 6,7 milhões de usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). Eles começam a atuar no início de setembro. No Paraná, 37 municípios já foram selecionados para receber os profissionais.

 

Os médicos selecionados vão atender a demanda de 67,3% das regiões onde são verificadas as condições de extrema pobreza, com baixa renda e em Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs).  Além disso, os profissionais também vão atuar na periferia dos grandes centros urbanos, o que corresponde aos 32,7% dos municípios selecionados.

 

O ministro ressaltou que nos primeiros 15 dias do anúncio do programa, 3.500 municípios responderam ao chamado do governo. Isso, segundo ele, reforça a tese sustentada pela pesquisa feita pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), na qual 48 % dos entrevistados considerou a carência de médicos um dos maiores problemas do SUS. Como forma de superar a escassez desses profissionais, Padilha explicou que o governo estabeleceu como meta alcançar o número de  600 mil médicos até 2026.

 

Ele disse ainda que uma das principais medidas do programa é o investimento na infraestrutura. E lembrou que o Ministério destinou  R$ 7,4 bilhões em recursos para construção, reforma e ampliação de hospitais, Unidades Básicas de Saúde – UBSs -Unidades de Pronto Atendimento – UPAs – e aquisição de equipamentos.

 

Padilha destacou ainda que, ao criar o programa, o governo "agiu com coragem para enfrentar o debate".  Para ele, a Medida Provisória que institui o Programa – MP 621/ 2013 – “é a oportunidade que o Legislativo e toda a sociedade terá para debater e decidir qual o melhor modelo de saúde para o Brasil”.

 

Na próxima sexta-feira (16), o Ministério da Saúde deve publicar edital para a segunda etapa do programa e no dia 19 começa a inscrição para a nova seleção de médicos e de municípios que não se inscreveram na primeira etapa do programa. 

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