Indústria Têxtil será beneficiada com nova versão do Pronatec
O governo federal lançou uma nova modalidade do Pronatec, o Pronatec Brasil Maior. Com o programa, serão ofertados cursos técnicos gratuitos direcionados especificamente às áreas definidas pelos setores industriais.
O governo federal, na busca por atender à demanda por profissionais qualificados em setores estratégicos da economia, lançou nesta quinta-feira (19) uma nova modalidade do Programa de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), o Pronatec Brasil Maior. Com o programa, serão ofertados cursos técnicos gratuitos direcionados especificamente às áreas definidas pelos setores industriais como mais carentes de trabalhadores qualificados. Até 2014, estarão disponíveis 118 mil, que podem ser acessadas pelo site do Pronatec.
Um mapa feito com a ajuda das empresas ajudou a definir as áreas carentes de mão de obra nos municípios e quais cursos são mais adequados para a região. O programa vai permitir tanto a formação de trabalhadores quanto a requalificação. O setor têxtil terá a maior oferta de vagas (47.337), seguido da construção civil (29.615), de energias renováveis (18.583), do complexo eletrônico (13.273), de calçados (3.788) e de celulose e papel (3.563). O estado do Paraná será beneficiado com 6.624 vagas.
"Estamos vendo o maior esforço educacional que esse país já deu para qualificar mão de obra de ensino médio e superior”, disse o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel.
Com base nos dados coletados, o mapeamento das vagas foi coordenado pelo Ministério do Desenvolvimento. Nelson Fujimoto, secretário de Inovação do ministério, afirma que foi um processo "de trás para frente". Entidades como a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) e a Associação Brasileira da Indústria Têxtil (Abit) consultaram as empresas filiadas para conhecer a demanda atual e futura.
A iniciativa de criar um novo programa dentro do Pronatec começou nas câmaras de discussão do Plano Brasil Maior. As entidades empresariais apresentaram uma lista de vagas que necessitam de novos trabalhadores qualificados e também de postos já preenchidos, mas com empregados que precisam de requalificação.
Sem previsão de data para o preenchimento das 118 mil vagas iniciais, um novo levantamento já está sendo realizado. " Até o fim do ano que vem, o programa deve ser ampliado para 250 mil vagas", afirma Fujimoto.
Os cursos mapeados são de Formação Inicial e Continuada (FIC), com carga horária mínima de 160 horas e máxima de 600 horas.
Outra diferença entre o novo programa e o Pronatec é a parceria com a iniciativa privada para chegar à "necessidade real de algumas áreas estratégicas", diz Fujimoto. Para oferecer as 118 mil vagas, o MEC deve desembolsar R$ 400 milhões.
Apesar das demissões dos últimos anos, a indústria têxtil foi o segmento que mais demandou qualificação da mão de obra até o momento, diz Fujimoto. "O setor precisa se modernizar e está fazendo isso também através do processo de produção. E um pouco disso passa por melhorar a produtividade de quem já está empregado."
Lançado pela presidenta Dilma Rousseff em 2011, O Pronatec ampliou substancialmente a oferta de cursos de educação profissional e tecnológica. Em dois anos, 4,3 milhões de jovens e adultos já passaram ou estão matriculados em algum curso do Pronatec.
