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Setor têxtil pede ajuda para enfrentar concorrência desleal

Em audiência pública comandada pelo deputado federal Zeca Dirceu (PT-PR) na manhã desta terça-feira, em Curitiba, representantes da área têxtil e de confecções constataram uma realidade preocupante: algo precisa ser feito, muito rapidamente, para combater as importações e os preços desleais praticados pela indústria têxtil chinesa no Brasil, de forma a nivelar as condições de competição no mercado nacional. Do contrário, o setor têxtil nacional, e os empregos gerados no país, ficarão bastante ameaçados.

Em audiência pública comandada pelo deputado federal Zeca Dirceu (PT-PR) na manhã desta terça-feira, em Curitiba, representantes da área têxtil e de confecções constataram uma realidade preocupante: algo precisa ser feito, muito rapidamente, para combater as importações e os preços desleais praticados pela indústria têxtil chinesa no Brasil, de forma a nivelar as condições de competição no mercado nacional. Do contrário, o setor têxtil nacional, e os empregos gerados no país, ficarão bastante ameaçados.

O alerta foi dado por diversas autoridades ligadas ao setor, durante audiência pública promovida pela Frente Parlamentar Mista José de Alencar para o Desenvolvimento da Indústria Têxtil e de Confecção do Brasil. O evento, realizado na sede da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (FIEP), contou com a presença de 85 das principais lideranças do setor no Estado e no país.

“Isto mostra o quanto este setor precisa ser visto de forma diferenciada. Ninguém veio aqui pedir favor, todos estão lutando pelo fortalecimento de um setor que emprega mais de 1,7 milhão de pessoas no país e que, aqui no Paraná, representa o sustento de centenas de milhares de famílias”, disse Zeca Dirceu. O parlamentar é vice-líder da Frente no Congresso Nacional e coordenador dos trabalhos no Paraná, além de ocupar a vice-liderança do PT na Câmara dos Deputados.

Ao lado de Zeca Dirceu na mesa principal da audiência estavam o vice-presidente da FIEP, Edson Luiz Campagnolo; o presidente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil (ABIT), Agnaldo Diniz Filho; o diretor do Departamento de Indústria Intensiva de Mão-de-Obra do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC), Marcos Otávio Bezerra Prates; a presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores da Indústria Têxtil, Vestuário, Couro e Calçados (CONACCOVEST), Eunice Cabral; o presidente da Federação Paranaense dos Trabalhadores da Indústria Têxtil, Vestuário, Couro e Calçados (FETRACCOVEST), José Ricardo Leite; a diretora da Federação dos Trabalhadores nas Indústrias do Paraná, Elizabeth de Matos; o deputado estadual Elton Welter (PT); e o coordenador de Relações Institucionais da Vice-Presidência da República, Rodrigo Rocha Loures, ex-coordenador da Frente Parlamentar no Paraná.

 

Medidas

Durante as mais de três horas de duração do encontro, os participantes traçaram um amplo panorama sobre a realidade atual do setor têxtil e de confecções no Brasil. “O Governo Federal tem dado respostas firmes a muitas das demandas que estão sendo colocadas em discussão pelo setor têxtil, e o resultado desta primeira audiência fora de Brasília será levado agora ao conhecimento dos mais de 250 parlamentares que compõem a frente, para tomarmos ainda mais medidas concretas de apoio a este setor tão importante para a economia nacional”, disse Zeca Dirceu.

Na análise do vice-presidente da Fiep, Edson Luiz Campagnolo, que é empresário da área há mais de três décadas, “a água já passou do pescoço, e o setor não aguenta muito mais tempo”. Segundo ele, tudo que for feito para auxiliar na recuperação do setor têxtil e de confecções será em prol da indústria nacional, que precisa voltar a gerar empregos e ter competitividade diante dos produtos importados da China.

O presidente da ABIT, Aguinaldo Diniz Filho, cumprimentou a iniciativa do deputado petista em trazer a primeira audiência fora de Brasília para o Paraná, “um Estado que exerce um papel muito importante na indústria têxtil e na economia nacional”. Diniz Filho foi um dos principais porta-vozes do descontentamento generalizado com a concorrência desleal dos produtos chineses no mercado brasileiro.

Segundo ele, a balança comercial do setor opera em déficit há cinco anos. No ano passado, a diferença negativa para o Brasil foi de US$ 3,5 bilhões, e neste ano pode chegar a US$ 5,2 bilhões. “Se isso se confirmar, infelizmente nossa estimativa não é nada boa, podemos fechar o ano deixando de gerar 200 mil postos de trabalho”, disse Aguinaldo Diniz Filho.

Diante de todos os alertas, o diretor do Ministério do Desenvolvimento, Marcos Prates, reafirmou que não há solução mágica quando se trata de macroeconomia. “Certamente não será possível reverter, no curto prazo, questões macroeconômicas como o valor do dólar ou o dumping, mas estas são preocupações do Governo Federal e em algum momento isso vai ser revertido”, afirmou Prates.

Ele esclareceu, porém, que o governo tem tomado uma série de medidas para superar estes problemas. “O ministro está ciente de todos os dados aqui colocados, está ciente da urgência de encaminhar soluções para aquilo que for possível resolver e orientou as equipes internas a trabalharem neste sentido”, disse o diretor.

E, segundo ele, dentro da política industrial a ordem do ministro é que o primeiro setor a ser organizado em conselhos de competitividade seja o têxtil e de confecções. “Nós vamos construir uma agenda estratégica de curto, médio e longo prazo, que vai contemplar grande parte dos pedidos apresentados aqui hoje. Temos que trabalhar não só no imediato, mas no fortalecimento da cadeia no longo prazo”, concluiu Prates, sob aplausos dos presentes.

Assessoria de Imprensa – Zeca Dirceu

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