IDHM do PR sobe e estado ocupa quinta posição no país
A pesquisa confirma a efetividade das políticas públicas dos governos de Lula e Dilma, do PT. Paraná possui cidades que registraram alta de IDHM superior a 100%. Educação e aumento de renda foram itens que mais evoluíram.
Uma pesquisa realizada pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), da Organização das Nações Unidas – ONU – para avaliar o Índice de Desenvolvimento Humano Municipal – IDHM – colocou o Paraná na quinta posição do ranking brasileiro. A pesquisa, que avalia quesitos como saúde, educação, renda e longevidade para apurar as atuais condições de vida populacional, mostrou evolução no desenvolvimento e na qualidade de vida dos municípios do Paraná. O estudo, denominado "Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil 2013", chegou a registrar crescimento superior a 100% em algumas cidades do Estado.
Os municípios que registraram maiores altas foram Corumbataí do Sul, cujos índices subiram 109,868%; Roncador, com alta de 101,479% e Altamira do Paraná, que teve um crescimento de 100,3%. A capital Curitiba e a cidade de Maringá também se destacaram na avaliação do índice de desenvolvimento, medido entre os anos de 1991 e 2013, se classificando entre as 50 cidades com melhor IDHM do país. As duas cidades ocupam respectivamente a décima e a vigésima terceira colocação.

No caso de Curitiba, o IDHM passou de 0,750, em 2000, para 0,823, em 2010, de acordo com o estudo. O índice é considerado pela ONU “muito alto” para as duas cidades. Entre os aspectos analisados, a educação foi o que mais evoluiu. Enquanto em 2000, 63,51% da população com 18 anos ou mais possuía Ensino Fundamental completo, em 2010, eram os números indicaram 73,96%.
Avaliando a educação do estado foi constatado que o volume de crianças nas escolas também aumentou. No ano 2000, 72,01% das crianças de cinco a seis anos de idade frequentavam a escola. Em 2010, 94,44%.
A longevidade da população também melhorou, o Atlas mostra que a expectativa nos anos 2000 era de 72,75 anos. Dez depois, a longevidade subiu para 76,3 anos. A mortalidade infantil, até um ano, também apresentou evolução, caindo de 13,4 para 11,9 a cada mil nascidos.
Outros quesitos como renda per capita e número de pessoas com acesso a ensino superior também foram avaliados e registraram crescimento significativo. No caso da renda os curitibanos estão ganhando melhor que há uma década. Crescendo de R$ 1.225,28 para R$ 1.581,04 no mesmo período. Também foi marcada queda no nível de pobreza e extrema pobreza no mesmo período. A extrema pobreza Caiu de 1,41% para 0,48% e o percentual de curitibanos considerados pobres passou de 6,2% para 1,73%.
O deputado federal Zeca Dirceu demonstrou satisfação com os resultados do relatório. “Resultados como o desta pesquisa confirmam a efetividade das políticas públicas que vem sendo implementadas desde 2003 pelos governos democráticos de Lula e Dilma. São grandes transformações na vida de milhões de brasileiros, com ações concretas de geração de empregos, distribuição de renda e ampliação da educação profissionalizante e superior, o que eleva os níveis de desenvolvimento humano e de qualidade de vida da população.
IDH
O Índice de desenvolvimento humano (IDH) mede o nível de desenvolvimento humano de determinada região e vai de zero a um. O estudo considera indicadores de longevidade, saúde, renda e educação para apurar a qualidade de vida. No atlas de 2013, o IDH foi calculado com base nos dados do censo demográfico de 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Os números relatados testificam as melhorias e mostram que não aconteceram recentemente, a partir da implantação de programas de distribuição de renda como o Bolsa Família. O índice divulgado este ano não é novidade extraordinária para o Estado, pois seguiu a tendência de alta similar nas duas décadas passadas, registrando crescimento primeiro de 0,119 (24,1%) e depois de 0,115 (18,8%).
Fonte: Pnud.
