Rede Cegonha terá R$ 14 milhões para pesquisas nas áreas de saúde materna e neonatal
O Ministério da Saúde (MS) firmou, na segunda-feira (16), parceria inédita com a Fundação Bill & Melinda Gates, que visa à melhoria das condições de saúde de mulheres e crianças, alinhadas com as prioridades da Rede Cegonha. Juntos, o ministério e a fundação irão investir R$ 14 milhões - a fundação entrará com R$ 7 milhões, o ministério com R$ 3,5 milhões e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) com outros R$ 3,5 milhões - em pesquisas inovadoras na área de saúde materna e neonatal. A cooperação é uma articulação entre o programa Grandes Desafios da Fundação Gates e a prioridade dada pelo Brasil para a saúde materno-infantil.
O Ministério da Saúde (MS) firmou, na segunda-feira (16), parceria inédita com a Fundação Bill & Melinda Gates, que visa à melhoria das condições de saúde de mulheres e crianças, alinhadas com as prioridades da Rede Cegonha. Juntos, o ministério e a fundação irão investir R$ 14 milhões – a fundação entrará com R$ 7 milhões, o ministério com R$ 3,5 milhões e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) com outros R$ 3,5 milhões – em pesquisas inovadoras na área de saúde materna e neonatal. A cooperação é uma articulação entre o programa Grandes Desafios da Fundação Gates e a prioridade dada pelo Brasil para a saúde materno-infantil.
Ainda neste semestre será publicado edital convocando pesquisadores. Serão financiados projetos focados principalmente no combate ao parto prematuro, que é a segunda maior causa de morte de crianças de até cinco anos no mundo e uma das prioridades no âmbito de saúde da mulher e da criança – abrangendo desde questões biomédicas até às relativas à organização dos serviços de saúde para atendimento rápido e diagnóstico preciso.
“Soluções desenvolvidas no Brasil podem ter alto impacto não só internamente como também no exterior, levando o País a ser reconhecido internacionalmente por sua capacidade de inovação em Saúde”, afirmou o ministro Alexandre Padilha.
A assinatura do acordo aconteceu no Encontro com a Comunidade Científica 2012, que teve início na segunda (16) e segue até quarta-feira (18), em Brasília.
O ministro Padilha destaca a relevância do evento, que reúne cerca de 600 pesquisadores de todo o País. “Este encontro marca que hoje a ciência e a tecnologia são questões estratégicas de uma política nacional de saúde, que se baseia em conhecimento, inovação, superação da dependência de produtos externos e inclusão social”, explica.
Durante o encontro serão anunciados também investimentos em vários editais de pesquisa em 2012, e a produção nacional de novos medicamentos e equipamentos em saúde, principalmente na área de oncologia. Haverá também entrega de prêmios de até R$ 15 mil para pesquisas inovadoras em saúde direcionadas ao Sistema Único de Saúde (SUS) desenvolvidas em 2011.
Fundação Bill & Melinda Gates
Esse é apenas o primeiro dentre vários acordos que devem ser travados com a Fundação Bill & Melinda Gates, que combinam esforços e recursos para apoiar a pesquisa e a inovação em áreas prioritárias como vacinas, nutrição, e controle de doenças transmissíveis.
“O investimento da Fundação Gates no Brasil é um reconhecimento da capacidade de produção científica brasileira. O investimento em pesquisa e inovação em saúde é uma prioridade do ministério neste governo”, explicou o secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do ministério, Carlos Gadelha.
“A liderança brasileira no investimento em pesquisa prova que a inovação em saúde é prioridade para o País”, afirmouTrevor Mundel, presidente do Programa Global Health da Fundação Gates.
Esta parceria da fundação com o Brasil faz parte de um programa chamado Grand Challenges in Global Health (Grandes Desafios na Saúde Global), que busca iniciativas inovadoras no campo científico e tecnológico para solucionar os problemas nos países em desenvolvimento.
Pesquisas
Além de o Brasil ter uma comunidade científica atuante, o investimento do governo em pesquisa é alto – 1% do Produto Interno Bruto (PIB) – quase o dobro da média dos demais países da América Latina. O número de pesquisadores brasileiros e de publicações em revistas científicas também está crescendo, são formados anualmente dez mil PhDs – dez vezes mais do que 20 anos atrás.
Ainda tem aumentado a colaboração de cientistas brasileiros em artigos de pesquisadores de outras partes do mundo: 30% dos artigos assinados por brasileiros têm um co-autor estrangeiro atualmente.
Nos próximos quatro anos, o MS vai quadruplicar o recurso financeiro investido em pesquisa, desenvolvimento e no Complexo Industrial da Saúde. Será investido R$ 1,5 bilhão em projetos de pesquisa e ampliação do parque tecnológico do setor – são R$ 350 milhões por ano.
Esse valor será direcionado para as seguintes ações estratégicas: estímulo à produção nacional de fármacos, medicamentos e equipamentos; fomento à execução de pesquisas e eventos científicos (editais nacionais, fomento descentralizado via Programa de Pesquisa do SUS, contratações diretas); apoio às atividades de formação e capacitação (pós-doc SUS, cursos de mestrado, especialização e extensão); apoio ao desenvolvimento de redes de pesquisa (Rede Dengue, Rede Malária, Rede Câncer, Rede Brasileira de ATS, Rede Pesquisa Clínica, Rede Terapia Celular); apoio à criação de Institutos, Centros e Núcleos de Pesquisa (Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia, Centros de Pesquisa Clínica, Núcleos de ATS); apoio à realização de eventos científicos (chamada pública de apoio a eventos científicos em saúde).
Premiação
Durante o Encontro com a Comunidade Científica 2012 serão também premiadas pesquisas de destaque, por meio do Prêmio de Incentivo em Ciência e Tecnologia para o SUS, que já está em sua décima primeira edição.
Além de reconhecer o mérito científico dos pesquisadores, a iniciativa amplia a divulgação dos resultados das pesquisas, favorecendo sua incorporação pelos serviços públicos de saúde. Aos primeiros colocados, serão destinados prêmios em dinheiro, no total de R$ 55 mil, divididos entre as cinco categorias – acesso ao SUS, tese de doutorado, dissertação de mestrado, trabalho publicado e monografia de especialização ou residência.
Criado em 2002, o concurso tem se consolidado como um instrumento de estímulo à produção científico-tecnológica voltada para o SUS.
O ministro Padilha ressalta a importância do prêmio para a consecução dos objetivos das políticas na área de pesquisa em saúde. “O estímulo à pesquisa e à produção científica e tecnológica no País é uma prioridade deste governo. O País tem as mentes e os meios para produzir e até mesmo exportar conhecimento na área de saúde, e, por isso, precisamos prestigiar nossos pesquisadores”, declara.
Portal Brasil
