Acadêmicos orientam empreendedores a formalizar negócios em Umuarama
No Brasil, há milhões de pessoas que trabalham por conta própria, comercializando algum tipo de produto ou prestando serviços. Muitos desses empreendedores vivem na informalidade: sem registros, sem pagar impostos e, por consequencia, sem direito aos benefícios oferecidos pelo governo.
No Brasil, há milhões de pessoas que trabalham por conta própria, comercializando algum tipo de produto ou prestando serviços. Muitos desses empreendedores vivem na informalidade: sem registros, sem pagar impostos e, por consequencia, sem direito aos benefícios oferecidos pelo governo.
Para reverter essa situação, o Governo Federal criou em 2009 o Empreendedor Individual, figura jurídica que possibilita a formalização de empreendedores autônomos. Desde então, mais de 2,4 milhões de brasileiros saíram da informalidade.
Para contribuir no aumento desse número, estudantes de Ciências Contábeis da Universidade Paranaense – Unipar estão orientando profissionais autonômos sobre os benefícios da formalização. O trabalho começa com uma pesquisa de campo, onde o grupo faz um levatamento do perfil dos empreendedores que ainda não estão formalizados, como feirantes e camelôs.
“Com esse trabalho percebemos que muitas pessoas não tinham conhecimento das vantagens da formalização. Então, a partir dos dados obtidos na pesquisa, os acadêmicos repassam todas as informações necessárias para a regularizaçãode do negócio”, explica o professor Adriano Rodrigues, que coordena os trabalhos.
Ele ressalta ainda que a formalização não tem custo e pode ser feita em escritório de contabilidade ou no Sebrae, onde o profissional recebe treinamento sobre como proceder a partir da regularização.
Entre os benefícios do Empreendedor Individual estão o registro no CNPJ, alvará de funcionamento, assistência previdênciária, acesso à aposentadoria e financiamentos bancários, FGTS, recolhimento de nota fiscal, auxilío-doença e acidente e auxílio-maternidade.
Vendendo pães e biscoitos na feira há três anos, dona Aparecida Rossini foi orientada pelo grupo e decidiu se formalizar. “Eles me conveceram de que vale a pena trabalhar formalizado e, hoje, meu negócio está regularizado e virou uma empresa. Agora posso ampliar a quantidade de vendas, passar nota fiscal e até me aposentar; estou muito feliz e trabalho com mais segurança”, conta.
A feirante foi orientada pelo estudante Henrique Augusto Pugin, que está no último ano da graduação. “Dona Aparecida percebeu que as vantagens de sair da informalidade são enormes”, conta, afirmando que a atividade enriquece ainda mais os conhecimentos acadêmicos. “É um diferencial que refletirá no meu futuro profissional. E analisar, planejar e orientar sobre as formas de tributações vigentes no país é um dos princípios de um bom contador”.
ENCARGOS
A única despesa que o profissional tem com a formalização é o pagamento mensal de uma taxa de R$ 38,00. Após a formalização, o empreendedor poderá realizar a contratação de um funcionário para auxiliá-lo nos trabalhos da empresa, podendo registrá-lo adequadamente com renda mensal de até um salário mínimo ou piso da categoria profissional. O faturamento bruto anual da empresa deverá ser de no máximo R$ 60 mil. “Trabalhando dentro da legalidade, o empreendedor vai perceber que o negócio fica muito mais rentável e as oportunidades de crescimento são bem maiores”, ressalta o professor Adriano Rodrigues.
Fonte:Umuarama Ilustrado
