Agronegócio sustenta balança comercial no Brasil
Pelo décimo ano consecutivo, o agronegócio sustentou o superávit da balança comercial brasileira, de acordo com relatório do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Desde 2001, quando o saldo das exportações sobre importações voltou a ficar positivo, os embarque vêm crescendo a ponto de compensar os déficits dos demais setores com folga.
Pelo décimo ano consecutivo, o agronegócio sustentou o superávit da balança comercial brasileira, de acordo com relatório do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Desde 2001, quando o saldo das exportações sobre importações voltou a ficar positivo, os embarque vêm crescendo a ponto de compensar os déficits dos demais setores com folga.
Depois da queda no superávit registrada ano passado – de 9,82% no agronegócio e de 23,08% no total nacional –, os embarques de produtos do campo voltaram a crescer em 2010. A tendência é que o recorde de 2008, com saldo de US$ 59,99 bilhões, seja superado com tranquilidade. As contas que consideram o período de janeiro a novembro deste ano chegam a um saldo positivo de US$ 58,33 bilhões. O valor é 6,18% maior que o saldo de US$ 54,93 registrado nos 12 meses de 2009 e deve chegar a US$ 62 bilhões no fechamento das contas de 2010.
O agronegócio, assim, funciona como âncora da balança comercial de duas formas: revertendo índices negativos ou componto a maior parcela do saldo positivo. Conforme os números dos últimos dez anos, apenas em 2005 e 2006 o superávit do agronegócio foi menor do que o superávit total do Brasil. Mesmo nesses dois anos, o setor foi responsável por 85,7% e 92,1% do saldo da balança comercial, respectivamente.
