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Política econômica passa mudança de qualidade, por Zé Dirceu

Estamos diante de uma mudança de qualidade em nossa política econômica, composta de vários fatores: a redução da taxa Selic pelo Banco Central (BC) em 0,75%, trazendo-a para 9% ao ano – a sexta queda desde agosto de 2011 – já tendo em vista a inflação dos próximos 12 meses; um juro real de 3,4%, descontada a inflação, (ainda o segundo maior do mundo, atrás apenas da Rússia, com seus 4,2%), o mais baixo desde abril de 2010; e a decisão dos bancos privados de acompanhar o movimento dos bancos públicos reduzindo os juros e os spreads.

Estamos diante de uma mudança de qualidade em nossa política econômica, composta de vários fatores: a redução da taxa Selic pelo Banco Central (BC) em 0,75%, trazendo-a para 9% ao ano – a sexta queda desde agosto de 2011 – já tendo em vista a inflação dos próximos 12 meses; um juro real de 3,4%, descontada a inflação, (ainda o segundo maior do mundo, atrás apenas da Rússia, com seus 4,2%), o mais baixo desde abril de 2010; e a decisão dos bancos privados de acompanhar o movimento dos bancos públicos reduzindo os juros e os spreads.
 
O Itaú Unibanco e o Bradesco aderiram à lista dos grandes bancos que anunciaram reduções nas as taxas de juros cobradas, alguns dias depois de HSBC e Santander terem tomado medida idêntica. Os quatro seguem o movimento iniciado pelo Banco do Brasil e pela Caixa Econômica Federal este mês, quando, seguindo orientação da presidenta Dilma Rousseff, lançaram programas com taxas menores.
 
O quadro também é acompanhado por medidas para a contenção da valorização do real ante ao dólar e de políticas de defesa comercial e industrial do Plano Brasil Maior. Essa mudança de qualidade revela-se, ainda, na relação entre os agentes econômicos, governo e empresas, bancos e mercado.
Oportunidade histórica
 
A questão de fundo é que, na atual conjuntura mundial, nossa economia não deve perder o ânimo de crescimento. Não devemos desperdiçar o fator confiança e esperança que impulsiona uma sociedade jovem e a ser construída, como a nossa. Mais do que isso: não podemos ter ilusões sobre o mundo e a realidade das economias da Europa, Estados Unidos e China, movidas por seus próprios interesses nacionais.
 
Caso contrário, corremos o risco de perdemos uma extraordinária oportunidade histórica que o novo próprio povo nos deu e se deu democraticamente, ao escolher um caminho e um rumo de desenvolvimento nacional com distribuição de renda e democracia.
 
Blog do Zé 

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