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Patriota: Brasil reconhecido pelos EUA

O ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, celebrou o estudo publicado nesta semana pelo Council on Foreign Relations (CFR), um dos mais importantes centros de política externa do mundo, defendendo que os Estados Unidos tratem o Brasil como uma potência global, e não apenas regional. Justin Lane/EFEPatriota na ONU: País espera ‘relação de cooperação, e não de competição’"Este relatório é um reconhecimento do papel crescente que o Brasil vem desempenhando no cenário internacional e presta uma contribuição construtiva para as relações do País com os Estados Unidos", disse Patriota

O ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, celebrou o estudo publicado nesta semana pelo Council on Foreign Relations (CFR), um dos mais importantes centros de política externa do mundo, defendendo que os Estados Unidos tratem o Brasil como uma potência global, e não apenas regional.

Justin Lane/EFEPatriota na ONU: País espera ‘relação de cooperação, e não de competição’"Este relatório é um reconhecimento do papel crescente que o Brasil vem desempenhando no cenário internacional e presta uma contribuição construtiva para as relações do País com os Estados Unidos", disse Patriota na quarta-feira, 13, no Conselho de Segurança do ONU, pouco depois de participar de reunião para a incorporação do Sudão do Sul como membro das Nações Unidas.

Com o título EUA Devem Desenvolver uma Parceria Madura e Forte com o Brasil, o estudo, realizado por uma força-tarefa de 30 especialistas de diferentes áreas e correntes políticas, defende que os EUA apoiem a candidatura do Brasil a uma vaga de membro permanente do Conselho de Segurança da ONU, eliminem a obrigatoriedade dos vistos para brasileiros entrarem no território americano e suspendam a tarifa ao etanol, entre outras medidas que tratem o Brasil como um ator global. "A força-tarefa recomenda que a administração Obama apoie o Brasil como membro do Conselho de Segurança. Acreditamos que o Brasil, com esta cadeira, teria uma maior responsabilidade diante dos principais temas internacionais", afirma o documento.

Relação madura. Segundo o chanceler, "os autores (do estudo) defendem o desenvolvimento de uma relação madura entre os dois países, havendo apoio quando houver convergência de opinião e compreensão quando não houver coincidência absoluta de posições".

"Somos um vetor da paz na comunidade internacional e engajados na construção de uma América do Sul pacífica. Não temos inimigos e nos relacionamos com todas as regiões do mundo", disse o chanceler, acrescentando que, no dia anterior, reuniu-se com alguns dos autores do relatório em Washington.

Apesar de independente do governo, o CFR exerce influência tanto nas diretrizes do Departamento de Estado como na Casa Branca.

Parceria. Na avaliação de Patriota, a posição dos autores coincide com a do governo brasileiro. "Queremos desenvolver uma parceria crescente em áreas estratégicas, com uma relação de cooperação, e não de competição", disse o ministro, que foi embaixador do Brasil em Washington no passado.

 

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