Paraná vai revisar leis ambientais aplicadas no setor rural
O Paraná quer readequar a legislação ambiental aplicada à agricultura para a atual realidade do campo. Para isso, um grupo de especialistas e técnicos será criado para analisar as principais propostas e leis ambientais relacionadas à agricultura. Uma das leis em análise será a dos agrotóxicos. Por um lado, o setor produtivo pede a flexibilização dos registros de novos produtos.
O Paraná quer readequar a legislação ambiental aplicada à agricultura para a atual realidade do campo. Para isso, um grupo de especialistas e técnicos será criado para analisar as principais propostas e leis ambientais relacionadas à agricultura.
Uma das leis em análise será a dos agrotóxicos. Por um lado, o setor produtivo pede a flexibilização dos registros de novos produtos. Na outra ponta, ambientalistas e pesquisadores sugerem a redução do uso de agrotóxicos no campo. “O Paraná usa 80 mil toneladas de agrotóxicos por ano, um volume bastante alto”, alerta o agrônomo Adriano Riesemberg.
Segundo ele, a lei dos agrotóxicos precisa ser criteriosa para não permitir o uso indiscriminado de produtos nocivos ao ambiente à população. Reisemberg disse que, segundo estimativas oficiais, estão cadastrados, no Paraná 40% dos agrotóxicos aprovados pelo governo federal.
“Nos demais 60%, estão muitos produtos ou moléculas que sofrem restrições no exterior”, argumenta. Parte desses produtos, diz, não teve pedido de cadastro encaminhado pelas indústrias, que consideram o estado um dos mais exigentes do país.
O anúncio da revisão ocorre num momento em que o setor aguarda votação, no Congresso Nacional, da reforma do Código Florestal de 1965. Além disso, Legislativo e Executivo começam a se articular para a criação, por sugestão do setor produtivo, de um código florestal estadual.
